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My favourite places to stay in Airbnb Madeira

Airbnb na Madeira – Wishlist

In this post, I introduce you to some of my favourite properties to stay in Airbnb Madeira including my own apartment in Funchal.
I love discovering new places to stay and to plan little getaways, whenever possible.
Some of them I’ve experienced myself, others I can’t wait to visit.

Airbnb offers some amazing properties, in fact, there are plenty to choose from luxury to budget rentals in Madeira. If you’re planning to visit Madeira, check these intimate places.
They are located all over the Island: by the beach, in the middle of the mountains, with ocean views, in the heart of the capital, you name it.

My choice was purely based on my personal preferences, friends recommendations and guest reviews.
I hope you like and it inspires you to visit to my beautiful Madeira Island. Let me know which one you would pick!
Enjoy!

 From Madeira to Mars | Funchal |Airbnb Madeira


After travelling across Europe, I’ve stayed in many airbnb apartments and I loved the experience so much that I’ve decided to open my home to visitors in Madeira. 
From Madeira to Mars apartment is named after this travel blog. This is a spacious, airy and fully equipped apartment with a lovely garden in Funchal.  Perfect location to discover the Island and live like a local in Madeira! 

Isabel Vila | Funchal |Airbnb Madeira

This private terrace overlooking the ocean is a dream and Patrícia is such a wonderful friend and excellent host. It is located in the Old Town of Funchal so you won’t need a car to discover the city. Stylish, comfortable and cool decor and what a view!

Casa de Colmo| Santana |Airbnb Madeira

Built in 1966 this is a typical thatched roof house of Santana. It’s an unusual, curious experience. Hidden gem!

Casa da Muda|Ponta do Pargo |Airbnb Madeira

I just love the authenticity and the colours of this house and the pool looks so inviting!

Casa das Marias | Ponta do Pargo |Airbnb Madeira

This cozy villa fits 6 people. It is the ideal place to spend a holiday with friends in this beautiful sunny area of Madeira
Biking trails are just about 5 minutes from the house!

Slice of Heaven |Jardim do Mar |Airbnb Madeira

This is an open space apartment with a terrace over the sea and for me one of the most beautiful village of Madeira, Jardim do Mar.

Home with a beautiful garden |Arco da Calheta |Airbnb Madeira

This house in Arco da Calheta has an amazing sea view and lovely garden. It’s the perfect spot to getaway and enjoy long meals outside.

Casa do Calhau| Madalena do Mar |Airbnb Madeira

I’ve chosen this property because I just adore these pleasure houses of Madeira and they are quite rare to find. These buildings, the size of a small room, were made to more enjoy tea time with friends, to embroider, to read and to gossip. ;) Charming house!

Fajã dos Padres| Ribeira Brava |Airbnb Madeira

Rebuilt from an ancient farmer house, over the sea and surrounded by an organic farm and steps away from a volcanic pebble beach and the pier. Accessed only by boat or an elevator from the top of the mountain. It’s the most peaceful place I’ve ever stayed in Madeira, must try!

What’s your favourite? ;)

 

DiscoverCars.com ⇒Click here to find 10 Must-know tips about Driving in Madeira![:]

[:pt]“O segredo” das relações à distância[:]

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[:pt]Há dias sugeriram-me, em jeito de pedido, que escrevesse sobre relações à distância.
Fiquei a pensar no porquê daquele pedido. Não sou especialista em relacionamentos, nem de perto nem de longe, mas ao longo da minha (ainda curta…) vida, tive relacionamentos, que embora longe de perfeitos, me têm ensinado algumas coisas. Hoje, partilho convosco.

1. Não há distância física, apenas emocional.
É verdade. Lembro-me que me perguntavam, qual seria o futuro de um relacionamento à distância. Eu respondía-lhes com outra pergunta:
– Quantos km de distância são aceitáveis para começar qualquer relacionamento? A verdade é que no ínicio, nunca se sabe, ou se tem vontade de arriscar ou não. Em vez de pensar no que pode dar errado pensem no que pode dar certo. Há pessoas que vivem na mesma casa e tão distantes uma da outra…

2. Os relacionamentos dão trabalho, ou se nutrem ou morrem.
Dá trabalho. Há quem diga que se dá trabalho não é amor, não subscrevo. O amor dá trabalho, mas quem corre por gosto não cansa, ou melhor, cansa mas compensa a ponto de não parecer cansaço.
Devido à distância física, torna-se imperativo meter-se num avião com frequência, mesmo com mau tempo, mas acima de tudo alimentar a alma e divertirem-se juntos – principalmente dentro de casa.

3. É preciso comunicar; dialogar não monologar
Há qualquer coisa de errado numa relação que não discute, como também o há numa relação que discute sempre. Quando só se comunicam pequenos nadas, quando não faz ricochete, quando o outro encolhe os ombros e vira a cara para a televisão… é porque não há vontade de lutar. Uma relação é feita de 2 pessoas, tem que haver vontade de dialogar, quer seja por mensagem, telefone, fotografias, videos, skype, watsap ou cartas no correio, mas sobretudo e principalmente, cara a cara.

4. Tem que “haver tempo”

O tempo é uma coisa que se arranja. Dizer que não se tem tempo é o mesmo que dizer eu não quero.

5. A nossa liberdade acaba quando a do outro começa

Não se pode obrigar ninguém. Lá porque eu gosto, o outro não tem de gostar, lá porque eu penso assim, o outro não tem que pensar da mesma forma e vice-versa. No meio disto, há muitos cinzentos e poucos pretos e brancos. Respeito acima de tudo e sobretudo um pelo outro.

6. A causa de dôr num relacionamento vem do apego
Esta ideia preconcebida dos contos de fadas côr de rosa…de que tudo deve ser como queremos que seja e aquele desejo de ter tudo sob controlo… Há que deixar correr, saber desapegar; ao nosso lado pode ser outra pessoa ou a mesma a vida toda. Há que aprender a estar sozinho e gostar da nossa própria companhia, isto aprende-se – a vida ensina a quem estiver interessado.

7. A vida é aquilo que se faz dela.
Não há cartas, nem bruxas, nem pózinhos de pirilim pim-pim. Só tu decides o teu destino, a única coisa que podes pedir aos anjinhos é que te dêm saúde para conseguires andar por aqui, muito tempo. A saúde mental e física é o bem mais precioso, de certeza absoluta.

8. A imaturidade não tem lugar nos relacionamentos.
Os ciúmes, a insegurança e os “fantasmas do passado” são o maior cabo das tormentas dos relacionamentos. Acabem com isso. Boa sorte.

9. Não há maior riqueza do que o “sentir-se desejado, amado e cuidado”
As nossas escolhas na vida deveriam ser comandadas por esta frase, não há dinheiro ou felicidade maior que isto. O apego aos bens materiais é por vezes tanto, que cega a razão.

Daqui a trinta anos, se calhar, a minha visão dos relacionamentos será diferente.
Vou olhar para “o segredo” que escrevi e achar que foi uma “ treta”.
Afinal, falar é fácil, fazer é outra história.

[:]

[:en]10 Coffee Shops with free wifi in Funchal[:pt]10 CAFÉS COM WIFI GRÁTIS NO FUNCHAL[:]

[:en]10 COFFEE WITH FREE WIFI IN FUNCHAL

You can not leave home without your phone?
You love to read online news, Facebook updates, post photos on Instagram and check the mail on your phone?
This list is for you.
We tested 10 free Wi-Fi coffee shops in Funchal.
There is also an application called Mandic Magic indicating which are the cafes in the surrounding areas of your location with WiFi.
If you know other cool spots or want to make a suggestion, you can leave your comment below the post.

10 COFFEE SHOPS WITH FREE WIFI IN FUNCHAL
1) Barreirinha Bar Cafe
An alternative place, very close to the Old town. The music is great and the view is unforgettable. Live DJs at night. A super brunch on Sundays.
Largo do Socorro 1 Open Mon-Sun 7-24h

Barreirinha Bar Café

2) Snack Bar Garden Santa Luzia
A garden, a park, a lake and na ice-cream. Take your dog for a walk and share his photos on instagram. It also has a beautiful playground.
Rua 31 de Janeiro Open Mon-Sun 8-24h

3) Armazém do Mercado
To shop, to relax or to taste the delicious cakes from Engenhos de Açúcar coffee shop.
Rua do Hospital velho 28 Open Monday-Saturday 10-19h

4) Café Apolo
A classic. Opened since 1945. Loved by locals and tourists right in front of sé cathedral.
Do not miss the roast beef sandwiches and the fresh orange juice with toasts. It has recently been restored.
Rua Dr. António José de Almeida, 21 Open Monday- Sunday 8 – 23h

5) Café Fortaleza
Good atmosphere, good music and a playground for children. Snacks, coffees, teas and a great homemade lemonade. Newspapers and magazines available.
Beco Amaro, the Pico Fortress Garden. Open Mon-Sun 8-20h
cafe fortaleza

6) Alfazema e Chocolate
A tea parlor at the top of the stairs, with homemade cakes and delicious toasts. A warm and friendly decor. The dishes, flowers, tea and coffee. A treat!
Rua D. Carlos I 45, Open Mon-Sun 10: 30-19h

7) Gigi sumos
Natural juices that are named according to locations in Madeira: from Funchal to Ribeira da Janela. The wraps of salmon and avocado are a delight. Healthy food and smoothies. Very nice.
Rua D. Carlos I 20, Mon-Sat Open 9-20h Sun 9-17h

8) Petit Fours Patisserie
The ‘pastéis de Nata’, the ‘brigadeiros’, the homemade ice cream, the sandwiches and a Madeira honey cake that is a delight. Do not miss it.
Estrada Monumental 188, Shop 4 Open Mon-Sun 8-20h

9) Loja do Chá
A warm scone with butter or sweet plus the tea of ​​the day.
It has an incredible variety of teas and a shop with all the props needed to celebrate the art of teatime in style.
It also serves tropical salads, quiches and sandwiches. With outdoor space and an interior área decorated with wicker chairs.
Rua do Sabão 33-35 Open Mon-Sun 9: 30-19: 30h

Loja do chá

10) Mercearia da Carreira
It’s a nice place for a break for coffee or a drink in the evening. This grocery store offers a cozy atmosphere indoors or outdoors with terrace. Serve quiche of Cottage cheese, tapas with mountain cheese, roasted chorizo ​​and even a pudding made of Ferrero Rocher chocolates.
Rua da Carreira120, Open Mon-Thur 8-22h Friday and Saturday 8am-2am Sunday Closed

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Coral beer at Barreirinha Bar Café

Coral beer at Barreirinha Bar Café

10 CAFÉS COM WIFI GRÁTIS NO FUNCHAL

Não consegues sair de casa sem o telemóvel?
Adoras ler as notícias online, updates do Facebook, postar fotos no Instagram e consultar o mail no telemóvel?
Esta lista é para ti.

Testamos a Wi-Fi gratuita nos 10 cafés do Funchal que se seguem.
Há também uma aplicação chamada Mandic Magic que te indica quais são os cafés na áreas circundantes à tua localização com WiFi.
Se conheceres outros sítios giros ou quiseres deixar uma sugestão, podes deixar um comentário abaixo do post.

10 CAFÉS COM WIFI GRÁTIS NO FUNCHAL

1)Barreirinha Bar Café

Um lugar alternativo, muito perto da Zona Velha. A música é ótima e a vista mar inesquecível. Djs e música ao vivo. Um super brunch aos Domingos.
Largo do Socorro nº 1 Aberto Seg-Dom 7-24h
Barreirinha Bar Café

2) Snack Bar Jardim de Santa Luzia

Um jardim, um parque, um lago e um gelado olá. Leva o teu cão a passear e partilha as fotos no instagram. Tem um belo parque infantil.
Rua 31 de Janeiro Aberto Seg-Dom 8-24h

3) Armazém do Mercado

Para fazer compras, relaxar ou provar os bolos deliciosos dos Engenhos de Açúcar.
Rua Hospital Velho 28 Aberto Seg-Sábado 10-19h

4) Café Apolo

Um clássico. Aberto desde 1945. Frequentado por locais e turistas mesmo em frente à sé.
Não percas a sandes de carne assada e o sumo de laranja natural com torradas. Foi recentemente restaurado.
Rua Dr. António José de Almeida, 21 Aberto Seg- Dom 8 – 23h
Cafe Apolo

5)Café da Fortaleza

Bom ambiente, boa música e um parque infantil para “dar asas às crianças”. Refeições ligeiras, cafés, chás e limonada caseira. Jornais disponíveis.
Beco do Amaro, Jardim da Fortaleza do Pico. Aberto Seg-Dom 8-20h
cafe fortaleza

6) Alfazema e Chocolate

Um salinha de chá no cimo das escadas, com bolos caseiros e tostas delicíosas. Uma decoração acolhedora e simpática. A loiça, as flores, o chá e o café como se quer. Um mimo!
Rua D. Carlos I 45 A, Aberto Seg-Dom 10:30-19h
Alfazema e chocolate

7) Gigi sumos

Sumos Naturais que têm nomes de zonas da Madeira, desde o Funchal à Ribeira da Janela. Os wraps de salmão e pêra abacate são uma delícia. Comida saudável e smoothies. Muito Simpático.
Rua D. Carlos I 20, Aberto seg-sab 9-20h Dom 9-17h

8) Petit-Fours Patisserie

Os pastéis de nata, os brigadeiros, os gelados caseiros, as sandes e um bolo de mel que é uma delícia. A não perder.
Estrada Monumental 188, loja 4 Aberto Seg-Dom 8-20h

9) Loja do Chá

Um scone quentinho com manteiga ou doce e o chá do dia, “à moda Inglesa”.
Tem uma variedade de chás incrivel e uma loja com todos os adereços necessários para celebrar ( em grande estilo) a arte de tomar chá.
Servem também saladas tropicais, quiches e sandes. Com espaço exterior e interior decorado com cadeirinhas de vime.
Rua do Sabão 33-35 Aberto Seg-Dom 9:30-19:30h
Loja do chá

10) Mercearia da Carreira

Às carreiras ou não, faz uma pausa para café ou para um copo ao fim do dia. Esta mercearia oferece um ambiente acolhedor no interior ou ao ar livre com esplanada. Servem Quiches de Requeijão, tapas com queijo da serra, chouriço assado e até um Pudim de Ferrero Rocher.
Rua da Carreira 120, Aberto Seg-Quinta 8-22h Sexta, Sábado 8-2am, Domingo fechado

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[:en]Paris for two, 40 tips[:pt]Paris para 2, 40 dicas [:]

[:en]PARIS for Two , 40 tips

“She liked to be in Paris, favourable city to lovers, where the taxi chauffeurs never interrupted a kiss …” Anais Nin

Paris.

Each reunion is like the first time; discovery and excitement.

I never get tired of Paris; there is always a new neighbourhood to find, a new spot to relax, a new graffiti to admire … and then there is the Seine, this river of stories to tell, that transports us to another century.

I unplug from reality.

The sounds of Paris … the movement of Pigale and its mills, the clicks of cameras that shoot in front of the Moulin Rouge, the “bateaux” sailing down the river,  the subway musicians, the sights of tourists sitting on the steps of Montmartre and voices of vendors carrying miniature flashing Eiffel Towers.

The colours of Paris, pink (like life there), the green lawns, the grey roofs, the lake in Tuileries Garden and the multi-coloured shops like Pylones.

And of course, the smell of “Nutella Crepes”; that addiction.

Here I give you 44 tips for Paris for two (Other than the Eiffel Tower):

Nice places to stay, cool bars to have a drink, live music, good food and gardens to hold hands and Kiss.

FREE MAP HERE

Roaming in Paris

  1. Le mur des “ Je t’aime”

A meeting point where love comes together in every language. “I love you” written 1000 times in more than 300 languages. The Wall is built on a surface of 40m2.

Metro: Abbesses. Admission is free.DSC_0324

  1. Canal Saint Martin

Built in 1825, it links the Bassin de la Villette to the Seine 25 mt bellow. Canal Saint Martin has 2 swing bridges and mysterious vaulted tunnels.  The romantic atmosphere of its banks lined with century-old chestnut makes this Canal is an ideal place for strolling.

Selfie with Adeline from http://www.voyagesetc.fr/

Selfie with Adeline Follow her in the blog

  1. Petit Palais

The gardens of the Petit Palais are so beautiful! Perfect to relax and have a snack.DSC_0120

  1. Musée Rodin

It is situated within the Hôtel Biron, an 18th century beautiful mansion. It houses some of Rodin’s sculptures as well as works by Camille Claudel. The French garden at the museum is a must-see!DSC_0102

  1. Coulée verte( green course) orPromenade plantée (tree-lined walkway) is an elevated linear park built on top of an old railway  in the 12th arrondissement. It was inaugurated in 1993 and was featured in the movie “Before Sunset” with Ethan Hawke and Julie Delpy.
  2. Vineyards of Montmartre

These Vineyards were planted in 1933 by the will of representatives of Old Montmartre and the Free Commune. This is the only vinous brotherhood of Paris attached to a Parisian vineyard.

  1. Place des Vosges

Located in the Marais district, this is the oldest planned square in Paris and one of the finest. Perfect spot for a brake and a picnic.

  1. Palais Garnier

In this beautiful Palace anything can happen, sometimes you can dance tango or listen to the piano buskers playing or simply to sit on the stairs and watch the world go by.

  1. Centre Georges Pompidou

A public reading library with the biggest visitor capacity and the National Museum of Modern Art. Built with an easily modifiable layout using steel and glass. Colours have been used to decorate the structure, using a “code” defined by the architects: blue for air conditioning; yellow for electricity; green for water; red for people (escalators and lifts), as a symbol of the Centre Pompidou’s multidisciplinary nature.

  1. Champs de Mars

This extended green field was once used as a filming location in the JamesBond film A View to a Kill.

  1. Trocadero Gardens

Formerly the garden of the old Palais du Trocadéro, experience the view from the Hill at sunrise ;)

  1. Cathedral de Notre Dame

The Cathedral hosts night events, audio visual shows projected on a screen of tulle, of over 100 square meters hanging in the nave. The entrance is free.

  1. One Night at the Basilica du Sacré Coeur

The Sacred Heart Basilica in Montmartre is a Sanctuary of Eucharistic Adoration. At night you can sleep in a dormitory or bedroom. You choose the time you want to pray during the night and get a personal pass at reception between 8.30 pm and 9.45 pm. Without it you may not spend the night in the Basilica. Contribution to costs will be requested in the region of 6€ per person (dormitory), 4 euros if you bring a sleeping bag, 16€ per person (single room) for one night.  A French continental breakfast (4€) is served from 7.30 am to 8.30 am (except Monday).

  1. Musée d’ Orsay

Apart from impressionism floor which I have previously  talked about (here), there’s one thing I always go to  whenever I am there: The café Campana, a dream ambiance that pays tribute to glassmakers and Art Nouveau.DSC_1947

  1. Jardin des Tuilleries

A place to celebrate, meet, walk and relax.DSC_1976

Food and Drinks

  1. Au Pichet du Tertre

Nutella crepe. That’s all you need to know about this place.

  1. Mamma Shelter Restaurant

For lunch, dinner, drinks or brunch + a rooftop terrace, this place is one of a kind!

  1. Mavrommatis

One of the best meals of my life…(sigh)

  1. Chez h’anna

Falafel time. Love this street!

  1. Le Pure Café

Just one of those super stylish Parisian coffees. (Also featured in the movie “before sunset”, yes, I’m a big fan)DSC_0298

21.Chez Prune

Best brunch ever!

  1. Café de L’ Industrie

I love this place! To try les escargots…

  1. Boutique Pralus Paris Cler

Les Macarrons, oui, oui!DSC_0091

  1. La Cidrerie du Marais

A glass of cider and a filled crepe.

  1. Aux Gourmandises d’Aragon

The perfect start of the day in one of those tasty typical bakeries.

  1. Marché de Turenne

The place to shop for a picnic in Place des Vosges.

  1. Pink Flamingo

A Pizza and a Pink balloon. Order the pizza you wish, they give a pink balloon, you can go away and sit by the canal, but take the balloon with you and they’ll find you when the Pizza is ready.

  1. Le comptoir general

An art museum/movie screening, exhibitions, conferences, themed attractions, a record label and a radio, shops (record shop, second hand store, library, toy shop), events, workshops, shootings dedicated to ghetto culture. All the benefits are reinvested into financing more artistic sustainable projects. Get in, have a drink, join the club.DSC_0274

  1. Petit Bain

Petit Bain is a concert hall, a restaurant, a social enterprise, a place accessible to people with reduced mobility as well as deaf, a space to gardening, dancing, learning, meeting…a place that does business differently.DSC_0290 (1)

  1. Point Ephémere

A restaurant of Thai Food, a bar, a concert, an exhibition, a conference etc.DSC_0277

To shop

  1. Pylones

If you love colour you’ll love these accessories to make you smile in daily life.

  1. Pop-Up Store Bensimon

One of the most famous French comfortable shoes in a pop-up store.DSC_0270

  1. Galleries Lafayette

Apart from the shopping, the view from the rooftop is lovely :)

  1. Shakespeare and Company

So much more than a book shop…

You see, bookshops are dreams built of wood and paper. They are time travel and escape and knowledge and power. They are, simply put, the best of places.

Jen Campbell, The Bookshop Book

  1. Cine Cité les Halles

Fancy a movie? This cinema shows movies in English.

To sleep, think or be naughty

  1. Mama Shelter Hostel
  2. Hotel Bastille de Launay
  3. The Five Hotel
  4. Hotel de Nesle Paris
  5. Hotel El Dorado

    DSC_0285

    Hotel El Dorado

Salut![:pt]”Ela gostava de estar em Paris, cidade favorável para os amantes, onde os motoristas de táxi não interrompem um beijo …” Anais Nin

Cada reunião é como a primeira vez; descoberta e emoção.

Nunca me canso de Paris; há sempre um novo bairro para encontrar um novo local para relaxar, um novo grafiti para admirar … e depois há o Sena, este rio de histórias para contar, que nos transporta para um outro século.

Desligo da realidade.

Os sons de Paris … o movimento de Pigale e os seus moinhos, os cliques de câmaras que disparam frente ao Moulin Rouge, os barcos rio abaixo, os músicos do metro, os turistas sentados nos degraus de Montmartre e as vozes dos vendedores que vendem torres Eiffel em miniatura que piscam.

As cores de Paris, rosa (como é lá a vida), os relvados verdes, os telhados cinzentos, o lago no Jardim das Tulherias e as lojas multi-coloridas como Pylones.

E, claro, o cheiro de “Nutella Crepes”; que vício!

Deixo-lhe aqui 4o dicas para um fim de semana a dois em Paris (Outras que não a Torre Eiffel): Lugares simpáticos para ficar, bares divertidos para uma bebida ou outra, música ao vivo, boa comida e jardins para dar as mãos e beijinhos. MAPA GRÁTIS AQUI

Passear em Paris

  1. Le mur des “Je t’aime”  Um ponto de encontro onde o amor vem em todas as línguas. “Eu amo-te” escrito mil vezes em mais de 300 idiomas. O muro é construído sobre uma superfície de 40m2. Metro: Abbesses. A entrada é gratuita.DSC_0324
  2. Canal Saint Martin Construído em 1825, ele liga o Bassin de la Villette ao rio Seine. O Canal Saint Martin tem duas pontes giratórias e túneis abobadados misteriosos. A atmosfera romântica dos seus bancos forrados com folhas de castanheiros centenários fazem deste Canal um lugar ideal para passear.

    Selfie with Adeline from http://www.voyagesetc.fr/

    Selfie with Adeline . Follow her in the blog

  3. Petit Palais Os jardins do Petit Palais são tão bonitos! Perfeito para relaxar e tomar um chá.
  4. Musée Rodin Situado no Hôtel Biron, uma bela mansão do século 18. Ele abriga algumas das esculturas de Rodin, bem como obras de Camille Claudel. O jardim francês no museu é imperdível!DSC_0102
  5. Coulée verte (curso verde) Promenade Plantée (passarela arborizada) é um parque linear elevado construído em cima de uma estrada de ferro velho no 12º arrondissement. Foi inaugurado em 1993 e foi destaque no filme “Before Sunset”, com Ethan Hawke e Julie Delpy.
  6. Vinhas de Montmartre Estas Vinhas foram plantadas em 1933 pela vontade de representantes de Old Montmartre. Esta é a única fraternidade vínica de Paris anexada a uma vinha em Paris.
  7. Place des Vosges Localizado no bairro de Marais, este é o mais antigo local quadrado em Paris e um dos melhores. Local perfeito para uma pausa e um piquenique.
  8. Palais Garnier Neste belo Palacio nada ou tudo pode acontecer. Dança-se tango ou ouve-se tocar piano ou sentamo-nos nas escadas para ver o mundo passar.
  9. Centro Georges Pompidou Uma biblioteca de leitura pública com a maior capacidade de visitantes e o Museu Nacional de Arte Moderna. Construído com um layout facilmente modificável ​​com aço e vidro. As cores foram usadas ​​para decorar a estrutura, usando um “código” definido pelos arquitetos: azul para ar condicionado; amarelo para a electricidade; verde para a água; vermelho para as pessoas (escadas rolantes e elevadores), um símbolo da natureza multidisciplinar do Centro Pompidou.
  10. Champs de Mars Este campo verde, foi usado como local de filmagem no filme de James Bond A View to a Kill.
  11. Trocadero Gardens Anteriormente o jardim do antigo Palais du Trocadéro, Experimente a vista do topo ao nascer do sol;)
  12. Catedral de Notre Dame Os eventos da noite, mostram audiovisuais projetados numa tela de tule, de mais de 100 metros quadrados pendurada na nave. A entrada é livre.
  13. Uma Noite na Basílica du Sacré Coeur A Basílica do Sagrado Coração, em Montmartre é um Santuário de Adoração Eucarística. À noite pode dormir num dormitório ou quarto. Escolhe o tempo que quiser para orar durante a noite e obtem um passe pessoal na recepção entre as 20:30 – 21:45. Sem isto, não pode passar a noite na Basílica. A contribuição para os custos serão solicitados por volta de 6 € por pessoa (dormitório), 4 €, se levar um saco cama, 16 € por pessoa (quarto individual) por uma noite. Um pequeno-almoço francês continental (4 €) é servido entre as 07h30 – 08h30 (exceto segunda-feira).
  14. Musée d ‘Orsay

Além do impressionismo que já falei (aqui), há uma coisa que eu recomendo: O café Campana, um ambiente de sonho que presta homenagem aos fabricantes de vidro e Art Nouveau.

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15.Jardin des Tuilleries

Um lugar para comemorar, conhecer, caminhar e relaxar.DSC_1976

Comidas e bebidas

  1. Au Pichet du Tertre

Crepe de Nutella. Isso é tudo o que precisa de saber sobre este lugar.

  1. Mamma Shelter Restaurant

Para o almoço, jantar, bebidas ou brunch + um terraço na cobertura, este lugar é lindo!

  1. Mavrommatis

Uma das melhores refeições da minha vida … (suspiro)

  1. Chez H’Anna

Falafel muito bom. Love!

  1. Le Café Pure

Apenas um daqueles cafés parisienses super elegante. (Também apareceu no filme “Before Sunrise”, sim, eu sou uma grande fã)DSC_0298

21.Chez Prune

Melhor brunch de sempre!

  1. Café de L ‘Industrie

Eu recomendo este lugar! Para provar: les escargots …

  1. Boutique Pralus Paris Cler

Les macarrons, oui, oui!DSC_0091

  1. La Cidrerie du Marais

Um copo de cidra e um crepe com recheio.

  1. Aux Gourmandises d’Aragon

O começo do dia perfeito do dia numa dessas padarias típicas.

  1. Marché de Turenne

O lugar para fazer compras para um piquenique na Place des Vosges.

  1. Pink Flamingo

A Pizza e um balão-de-rosa. Encomende a pizza que deseja e eles dão-lhe um balão rosa. Pode ir sentar-se junto ao canal, mas leve o balão consigo e eles vão ao seu encontro quando a Pizza está pronta.

  1. Le Comptoir general

Um museu / filme de arte, exposições, conferências, atrações temáticas, uma rádio, lojas (loja de discos, loja de segunda mão, biblioteca, loja de brinquedos), eventos e workshops dedicados à cultura gueto. Todos os benefícios são reinvestidos em financiamento de projetos sustentáveis ​​mais artísticos. Para entrar, tomar uma bebida e juntar-se ao clube.DSC_0274

  1. Petit Bain

Petit Bain é uma sala de concertos, um restaurante, uma empresa social, um lugar acessível a pessoas com mobilidade reduzida, bem como surdos, um espaço para jardinagem, dança, aprendizagem, reunião … um lugar que faz negócios de forma diferente.DSC_0290 (1)

  1. Point éphémère

Um restaurante de comida tailandesa, um bar, um concerto, uma exposição, uma conferência etc.DSC_0277

Compras

31. Pylones

Se gosta de cores fortes, vai adorar estes acessórios para sorrir na vida diária.

  1. Pop-Up Store Bensimon

Um dos mais famosos sapatos confortáveis ​​franceses numa loja pop-up.DSC_0270

  1. Galerias Lafayette

Além das compras, a vista do terraço é adorável :)

  1. Shakespeare and Company

“Muito mais do que uma livraria … Vê, as livrarias são sonhos construídos de madeira e papel. Eles são viagens no tempo e fuga, conhecimento e poder. Eles são, simplesmente, o melhor dos lugares.” Jen Campbell, O Livro Bookshop
35.Cine Cité les Halles

Gosta de filmes? Este cinema exibe filmes em Inglês.

Para dormir

  1. Mama Shelter Hostel
  2. Hotel Bastille de Launay
  3. The Five Hotel
  4. Hotel de Nesle Paris
  5.  Hotel El Dorado

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    Hotel El Dorado

Salut![:]

[:en]If Santorini could speak…[:pt]Se Santorini falasse…[:]

[:en]If Santorini could speak, it would tell you that here life is blue. Blue as in the color of the sky, the sea and the 365 domes of the churches that exist on this island (one for each day of the year).

Santorini is made from the remains of a volcanic eruption that formed this huge boiler, which looks like a lake, around which are located the beautiful small villages of the island.

Santorini has around 15,000 inhabitants. The island’s capital is Fira.
The main source of income is tourism and the production of wine.

Santorini comes from the name Santa Irene, but its official name is Thera meaning “the most beautiful”.
The beaches are black sand except for two, a white sand and a red one (dependent on the geological layer that they are exposed).

You can hop on a boat trip to the crater of the volcano. You can swim in volcanic waters, 5 degrees warmer than the usual.
Oia is the oldest town, beautiful but crammed with people, especially due to the excursions arriving from cruises, couples on honeymoon and “catalog” brides.

Away from the crowds, you can hear birds sing, the sound of water in the pools and the wind gently blowing in your hammock.
At night, the crickets sing their tunes.

I didn’t do much in the two days I was here. I amazed at the scenery, took pictures, relaxed in the sun, and played with the cats hotel and read. It serves well this purpose.

There was a bakery, within a 10-minute walk from our hotel, which had toasty warm chocolate pies as well as tomato, spinach and feta cheese, plus a very creamy cappuccino. What a great way to start the day!

The streets are narrow with endless staircases (or which end up in the sea) and there are more bikes than cars. Roads, reminiscent of the ancient roads of the north coast of Madeira; when as the bus makes the curves, you can only see the abyss and sometimes you have to backpedal because there’s a car coming in the opposite direction. Still, it’s both breathtaking and beautiful.

Near the hotel in Imerovigli, there was also a tavern with blue chairs and paper towels, candles, pink bougainvillea and cats nearby waiting for great luck as food crumbs fell from heaven (meaning the table).
Eat stuffed tomatoes ‘Santorini style’, octopus with dried tomatoes and vinaigrette sauce and bean’s cream with capers which was to die for…Very reasonable price, his name was Estia .

I liked everything, but the best was the golden reddish sunset, so beautiful, it makes time stop and everyone sits to see the magic happen … a glass of wine in hand, olives on the plate and those minutes in which you feel like you’re the luckiest person on earth. Consummated the act, everyone claps hands and the curtains close to give way to the moon.

Tomorrow is Athens. See you soon.

Price travel Aegean Airlines Athens-Santorini

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 [:pt]Se Santorini falasse, contava-vos que aqui a vida é azul, celeste, da cor do céu, do mar e das 365 cúpulas das igrejas que existem nesta ilha (1 para cada dia do ano).

Santorini é o muito que resta da erupção vulcânica, que formou esta enorme caldeira, que parece um lago e à volta da qual, se localizam as pequenas vilas desta ilha.

Santorini tem cerca de 15 000 habitantes. A capital da ilha, é Fira.
A principal fonte de receita é o turismo e a produção de vinho.

Santorini vem do nome Santa Irene, mas o seu nome official é Thera que significa “ a mais linda”.
As praias são de areia negra à excepção de duas, uma de areia branca e outra vermelha (dependem da camada geológica a que estão expostas).

Fazem-se passeios de barco até à cratera do vulcão. Podemos nadar nas águas vulcânicas, 5 graus mais quentes.
Oia é a vila mais antiga, lindíssima mas a abarrotar de gente, sobretudo das excursões que chegam dos cruzeiros, dos casais em Lua de Mel e das noivas que tiram fotografias “de catálogo”. Só aqui, assisiti a 2 casamentos. :)

Longe das multidões, ouvem-se passarinhos, o correr da água nas pisicinas e o vento que sopra docemente.
À noite, os grilos cantam a sua melodia.

Não fiz muito, nos 2 dias que cá estive, além de pasmar para a paisagem, tirar fotografias, descansar ao sol, brincar com os gatos do hotel e Abelonas Retreat a ler. Serve muito bem esse propósito.

Havia uma padaria, a 10 minutos a pé do nosso hotel, que fazia tartes quentinhas de chocolate outras de tomate, espinafres e queijo feta, além de um capuccino bem cremoso. Que bela maneira de começar o dia!

As ruas são estreitinhas com escadarias que não acabam (ou acabam no mar) e há mais motas que carros. As estradas, fazem lembrar as estradas antigas da costa norte da Madeira; quando o autocarro faz a curva, só se vê o abismo e há que fazer marcha atrás, porque vem um carro no sentido contrário. Frequente.

Perto do hotel, em Imerovigli, havia também uma taverna, com cadeiras azuis e toalhas de papel, velinhas, buganvílias cor de rosa e gatos nas redondezas à espera que lhes saísse a sorte grande e caíssem migalhas do céu (ou melhor da mesa).
Comemos tomates recheados à moda de Santorini, polvo com tomates secos e molho vinagrete e um creme de favas com alcaparras que era de chorar por mais. Preço muito razoável, o seu nome era Estia.

Gostei de tudo, mas de tudo, o melhor foi o por do sol dourado e vermelho, imponente que faz parar o correr da vida. Todos se sentam para o ver passar…um copo de vinho na mão, azeitonas no prato e naqueles minutos o que se sente é que somos uns sortudos “do caraças” por poder assistir a um espetáculo daquele gabarito. Consumado o ato, todos dão palmas e fecha-se a cortina para dar lugar à lua.

Amanhã segue-se Atenas. Até breve.

Preço viagem: Aegean Airlines Atenas- Santorini

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[:en]Things to do in Lisbon[:pt]Lisboa a 2[:]

[:en]Lisbon things to do inThings to do in Lisbon

My cousins Justi&Roberto went recently to Lisbon, to spend a Holiday in Bairro Alto.

This wasn’t their first time there, in the University days, they lived in different areas of the city (Benfica, Novas Avenidas, Graça), but nothing compares to the intensity of living in the central frantic Lisbon.

Here are their fun things to do in Lisbon:

To Sleep in Lisbon:

An accommodation in Bairro Alto was our choice.The central location and the possibility of walking into areas where “everything happens” (Principe Real, Chiado, Baixa and Cais do Sodre) was our priority.

Bairro Alto

Bairro Alto

There are some places with excellent ratings on Booking.com, including ours: rent4rest, which is well located in a quieter street, but very close to the center of nightlife. Contrary to what most people would think, the area is very safe (a friend lent us a smart cabriolet, which we parked in the surrounding streets without any type of vandalism) and we had the privilege, every day at night, to open the windows of the apartment (Rent4Rest Bairro Alto Charming 1Bd Apartment) and listen to fado in a nearby restaurant.

What better Lisbon experience than this?

To Eat in Lisbon:

If there is something that we love about Lisbon, are the options for eating out, at any hour, as restaurante kitchens are opened until  late.

For a 100% BIO experience, we highlight three locations in Lisbon: “LadyBug” (fruit and vegetable juices); “In Bocca al Lupo” (handmade pizzas in a wood oven, at a very affordable price – on average € 11) and the “Pachamama” (with variety of dishes, including lunch menus for € 9.50).

Lady Bug

Lady Bug

If a “prego” (steak on bread) is sufficient for you to lunch, we suggest the “Prego’s Fish Market” at Príncipe Real, who besides meat pregos also offers Azorean tuna “prego” on ” Bolo do Caco” or a delicious salmon burger on “Bolo do Caco” with cuttlefish ink (yes, our “Bolo do Caco” is fashionable!). The average price is high for a “prego” (€ 8 – € 13), but the quality is super!

In Bocca al Lupo

In Bocca al Lupo

For a later dinner, with entertainment (live music or DJ), we suggest a stop at “Povo” in Cais do Sodré. Again, a restaurant with affordable prices (8 € -12 €), doses based inspired in typical dishes, that can be shared (we recommend the confit of cod chips with chickpea puree and quail eggs).

If your wish is to eat a fresh pasta, we suggest: “Casanostra” in Bairro Alto: delicious food, friendliness of service and affordable prices (on average € 11 dish).

If you want to try something new, which is currently trendy, we recommend the cod pastel stuffed with cheese, at the recent “Casa Portuguesa Cod Pastry” in Rua Augusta (has a relatively high price for a pastry – almost € 4 – justified by the size of it).

Casa Portuguesa do pastel de Bacalhau

Casa Portuguesa do pastel de Bacalhau

When it comes to markets, that are now very fashionable in Lisbon (Ribeira, Campo de Ourique and Algés), if I had to choose one, I would pick “Campo de Ourique”.

Finally, we can not fail to mention a restaurant that was recommended to us by several friends for being “an experience out of the ordinary” and that will be obligatory stop on our next trip to Lisbon, because, unfortunately, after 3 attempts we could not get a place ” The Cevicheria “Chef Kiko, in Principe Real.

Menu is part of an irreverent “Sea Quinoto” with quinoa, shrimp, pompano, cockles, mussels, seaweed and oyster foam (for € 13.60), we were eager to taste. The kitchen closes at midnight but don’t be late, because the demand is huge and they do not take reservations (it’s in order of arrival) and the space sits only about 26/28 people. While waiting, try a “Pisco” (cocktail with egg whites) which (apart from the friendliness of the staff ) it is the only thing we can assure you is worth coming back for.

To Drink in Lisbon:

In addition to the diversity of bars in Bairro Alto and Cais do Sodré, there is a new center which is still kind of new, but we think, it has the potential to eventually be one of the coolest areas for nightlife in Lisbon: Intendente.

Casa Independente do Intendente

Casa Independente do Intendente

We were surprised by a “face-lifted” Intendente, so different from the decay and prostitution zone that it once was. So please, pay a visit to “Casa Independente do Intendente”: a bar inside a house, opened to public, with access to different areas.

To listen to live music in Lisbon:

In Bairro Alto, from Monday to Sunday you can find bars with live music, whether fado, commercial music or Brazilian rhythms (in the historic “Portas Largas” we were surprised by a band of Brazilian artists, who had the distinctive feature of alternating the vocalist as well as all the other musicians, thus giving a diverse concept to the musicality of the band).

In Cais do Sodre, the old favourite, Tokyo regained us by the diverse range of live music with Funky, Soul and Rock bands.

To go to a Festival in Lisbon:

In July, there is an unmissable festival, FREE and single in the country: the “Festival ao Largo”, organized by the São Carlos National Theatre. For a month, the concert hall of the country’s only opera house, is in the street (in the front square), with more than a dozen shows!

Festival ao Largo

Festival ao Largo

Another Festival we recommend, for the space where it takes place, the grandeur of the organization, the quality of the bands (we love rock), our choice is the “Rock in Rio Lisbon”. We expect that the 2016 edition bring back the day of Rock!

To wander in Lisbon:

The sights and narrow streets in the old neighbourhoods in Lisbon are always an excellent option to collect good photographic records.

To shop in Lisbon:

If you want something different, in Bairro Alto and Príncipe Real, there are small shops with different items, from those in most shops. If the aim is to find the greatest diversity of shops, Chiado and Rua Augusta are an excellent alternative to shopping centers.

To flirt in Lisbon:

The streets of Alfama and Graça for transmitting the romantic and parochial spirit of Lisbon from older times.

To like and dislike in Lisbon:

What we like the most about Lisbon is the capacity the city has to renew itself at every moment. There is always something new, in every corner. What we dislike is undoubtedly the time lost stuck in traffic!

So, if you’re going to Lisbon anytime soon, make sure you take this list along with you, I know I will :)

Muito Obrigada, Justi&Roberto![:pt] 

O que fazer em Lisboa?

Os meus primos Justi & Roberto passaram recentemente férias em Lisboa; uma semana no Bairro Alto.

Esta não foi a primeira vez que foram a Lisboa, já nos dias da universidade lá viveram, mas em diferentes áreas da cidade (Benfica, Avenidas Novas, Graça) mas para eles, nada se compara com a intensidade de viver no centro de Lisboa frenética.

Aqui estão as suas sugestões divertidas do que fazer em Lisboa:

Dormir em Lisboa:

Num Alojamento Local no Bairro Alto, pelo preço, pela centralidade e pela possibilidade de deslocarmo-nos a pé para as zonas onde “tudo acontece” (Príncipe Real, Chiado, Baixa de Lisboa e Cais do Sodré). Existem alguns alojamentos com excelente classificação tal como o Rent4rest, que está bem localizado pois fica numa rua mais calma, porém muito próxima do centro da actividade nocturna. Bairro Alto

Bairro AltoAo contrário do que muitos possam pensar, a zona é muito segura (um amigo emprestou-nos um smart cabriolet, que estacionávamos nas ruas adjacentes, e não sofreu nenhum tipo de vandalismo) e, para além do bairrismo inerente à própria rua, tivemos o privilégio de, todos os dias à noite, abrir as janelas do apartamento (Rent4Rest Bairro Alto Charming 1Bd Apartment) e ouvir fado de um restaurante nas proximidades. Experiência mais lisboeta que esta?

Comer em Lisboa:

Se há algo que não nos entedia em Lisboa, são as opções para comer fora e a qualquer hora, uma vez que as cozinhas têm horários bastante alargados (muitas encerram só à 01h00).

Para uma experiência 100% BIO, destacamos três locais em Lisboa: “LadyBug” (sumos de fruta e vegetais); “In Bocca al Lupo” (pizzas artesanais, sazonais e em forno de lenha, a um preço bastante acessível – em média 11€) e o “Pachamama” (com muita variedade de pratos, inclusivamente menus de almoço por 9.50€).

Lady Bug

Lady Bug

Se um prego for suficiente para almoçar, sugerimos uma passagem pelo “Prego da Peixaria”, no Príncipe Real, que além das alternativas de carne, oferece prego de atum dos Açores em bolo do caco de alfarroba e um delicioso hambúrguer de salmão em bolo do caco com tinta de choco (sim, o nosso “bolo do caco” está na moda!). A média de preços é alta para um prego (8€ – 13€), mas a qualidade dos ingredientes acaba por justificar.

In Bocca al Lupo

In Bocca al Lupo

Para um jantar mais tardio, com entretenimento (música ao vivo ou DJ), aconselhamos uma passagem pelo “Povo” no Cais do Sodré. Uma vez mais, um restaurante com preços acessíveis (8€ -12€), à base de doses inspiradas em pratos típicos revisitados, que podem e devem ser partilhadas (aconselhamos as lascas de bacalhau confitado com puré de grão e ovos de codorniz).

Se a vontade for de comer uma massa fresca, temos uma sugestão quase “caseira”: o “Casanostra” em pleno Bairro Alto: comida deliciosa, simpatia no atendimento e preços acessíveis (em média 11€ prato).

Se deseja experimentar uma novidade, que está actualmente na “boca do mundo”, aconselhamos o pastel de bacalhau recheado com queijo da serra, na recente “Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau”, em plena Rua Augusta (tem um preço relativamente alto para um pastel – quase 4€ – justificado pelo tamanho do mesmo).

Casa Portuguesa do pastel de Bacalhau

Casa Portuguesa do pastel de Bacalhau

Em relação aos três mercados que estão muito na moda (o da Ribeira, o de Campo de Ourique e o de Algés), e apesar de valer a pena uma passagem por qualquer um deles, em caso de escolha, é de não desperdiçar uma ida ao de “Campo de Ourique”, sem dúvida o que mais se aproxima do conceito de Mercado como os que podemos encontrar em Madrid.

Por último, não podemos deixar de referir um restaurante que nos foi recomendado por diversos amigos por ser “uma experiência fora do comum” e que será passagem obrigatória na nossa próxima ida a Lisboa, porque, infelizmente, após 3 tentativas não conseguimos lugar: “A Cevicheria” do Chef Kiko, no Príncipe Real. Do menu faz parte um irreverente “Quinoto do Mar”, com quinoa, camarão, pampo, berbigão, mexilhão, algas e espuma de ostra (por 13,60€), que estávamos ansiosos para saborear. A cozinha fecha à meia-noite mas não faça como nós, não chegue tarde (21h30), porque a procura é grande, não aceitam reservas (é por ordem de chegada) e o espaço senta apenas cerca de 26/28 pessoas. Enquanto espera, experimente um “Pisco” (cocktail que leva clara de ovos)! Para além da simpatia dos funcionários, é a única coisa que podemos atestar que vale mesmo a pena lá voltar.

Tomar um copo ou outro em Lisboa:

Para além da oferta diversificada do Bairro Alto e da rua rosa no Cais do Sodré, existe uma nova centralidade que ainda está numa fase embrionária, mas que julgamos que tem potencial para futuramente ser uma das zonas preferenciais para sair à noite em Lisboa: o Intendente! Fomos surpreendidos por um Intendente de “cara lavada” e erguida, muito diferente da zona de decadência e prostituição que foi outrora. Por isso sugerimos uma passagem pela “Casa Independente do Intendente”: um bar instalado numa casa, com as divisões da mesma todas mantidas e abertas ao público, o que nos permite ter acesso a diferentes zonas.

Casa Independente do Intendente

Casa Independente do Intendente

Ouvir música ao vivo em Lisboa:

No Bairro Alto, de segunda a Domingo, conseguimos encontrar bares com música ao vivo, quer seja fado, música comercial ou ritmos brasileiros (no já histórico “Portas Largas”, fomos surpreendidos por uma banda de artistas brasileiros, que tinham a particularidade de alternarem regularmente o vocalista, bem como todos os outros músicos, dando assim um conceito diversificado à musicalidade da banda). No Cais do Sodré, o “velhinho” Tokyo reconquistou-nos pela oferta diversificada de música ao vivo com bandas de Funky, Soul e Rock.

“Festivalar” em Lisboa:

Em Julho, há um festival imperdível, gratuito e único no País: o “Festival ao Largo”, organizado pelo Teatro Nacional São Carlos! Durante um mês, a sala de concertos do único teatro de ópera do país, passa a ser na rua (no Largo), com mais de uma dezena de espetáculos! Relativamente a outros Cartazes, este ano não estivemos em nenhum Festival, porque tirando um ou outro nome, não foram suficientemente apelativos.

Festival ao Largo

Festival ao Largo

No entanto, pelo espaço onde decorre (em forma de anfiteatro, o que permite que de qualquer zona se consiga ver o palco), pela grandiosidade da organização, pelo cartaz que normalmente privilegia a música rock, a nossa escolha recai no “Rock In Rio Lisboa”. Esperamos que a edição de 2016 traga de volta o dia dedicado ao Rock, que na edição de 2014 ficou fora do cartaz.

Passear em Lisboa:

Os miradouros e as ruelas nos bairros antigos de Lisboa são sempre uma excelente opção para recolher bons registos fotográficos.

Fazer compras em Lisboa:

Se quer marcar a diferença, no Bairro Alto e no Príncipe Real, existem pequenas lojas com artigos únicos, completamente diferentes dos existentes nas lojas mais comerciais. Se o objectivo é encontrar a maior diversidade de lojas, o Chiado e a Rua Augusta são, sem dúvida, excelentes alternativas aos centros comerciais.

Namorar em Lisboa:

Pelas ruas de Alfama e da Graça, porque para além de transmitirem o espírito romântico e bairrista de Lisboa de outros tempos, são-nos familiares, por já lá termos vivido nos tempos de faculdade.

O que gostamos mais e menos de Lisboa:

O que gostamos mais são, por um lado as recordações, e por outro, a capacidade que a cidade tem de se renovar a todo o instante. Existem sempre novidades ao virar de cada esquina. O que gostamos menos é sem dúvida o tempo perdido no trânsito!

Se for a Lisboa em breve, certifique-se de que leva esta lista consigo (é o que eu vou fazer).

Muito Obrigada Justi&Roberto :)

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Encontro com os Locais – Justi & Roberto

Estes meus primos de estimação, são daqueles casais que me inspiram diariamente.

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O Roberto é aquele irmão emprestado, o meu primo mais novo (ainda por cima vizinho) que de tão bonzinho que era, fazia o favor de brincar comigo às barbies desde que eu, em troca, jogasse ao Chuckie Egg no Zx Spectrum…

Esfolavámos os joelhos a andar de bicicleta na Contrata (Caniço de baixo) e tínhamos o clube dos detetives onde desvendávamos “mistérios inexistentes”- a piada consistia, sobretudo, em fazer os cartões de sócio e determinar por votos em papelinhos dobrados, quem era o Chefe.

Depois passaram-se anos, seguimos caminhos diferentes e hoje é com muito orgulho e euforia que assisto aos seus concertos; fabulosos, os Akoustic Junkies.

A Justi é daquelas pessoas que se gosta logo à primeira. O seu sorriso, simplicidade, sinceridade e alegria são no mínimo contangiantes. Responsável, determinada e com aquele “saber viver”, são só apenas alguns dos adjectivos que a caracterizam. Gosto tanto de vê-los juntos, na vida, nos concertos, nas viagens ou nos selfies espontâneos.

Gostam de passear pela ilha, festejam aniversários e a noite madeirense não seria a mesma se estes dois não existissem.

Quando lhes pedi que participassem nesta rubrica do Blog, disseram logo que sim (para meu contentamento!).

– Inspirem-se também com as dicas da Justi & Roberto :)


O teu Esconderijo secreto?

Acaba por ser o “nosso” esconderijo secreto, pois surge sempre que sentimos a necessidade de nos refugiarmos, na companhia um do outro. Pode ser em casa, numa praia, num restaurante ou apenas num simples passeio.

 O teu Restaurante preferido?

Felizmente, partilhamos dos mesmos gostos, por isso a nossa opinião é comum mas varia conforme o tipo de comida que nos apetece.

Para petiscar, sem dúvida a “Taberna Madeira” na Zona Velha, pela qualidade dos ingredientes, simpatia dos proprietários e oferta variada de doses (a não perder a salada fresca, bem lavada e temperada, as batatas fritas caseiras com alho e orégãos, a ventrecha de atum e/ou a espada à camarão).

Taberna Madeira

Taberna Madeira

Para refeições mais leves e “saudáveis”, os wraps e sumos da “Gigi”, também na Zona Velha.

Sempre que nos apetece um hambúrguer optamos pelo “Castelo dos Hamburgueres” ou por uma versão mais gourmet, mas igualmente saborosa, no “Barreirinha Bar Café” (BBC). Para jantaradas de grupo, há já alguns anos que escolhemos a “Casa dos Salgados” na Camacha.

O Melhor Cenário?

No dia-a-dia: o deslumbrante pôr-do-sol a partir da nossa varanda, com vista privilegiada para o atlântico com o Cabo Girão ao fundo.

Cenário-vista de casa

Aquele cenário que corta sempre a respiração e nos enche de orgulho: a baía do Funchal quando chegamos de barco ou quando entramos na cidade de carro, pelo antigo caminho do pináculo.

 O Ponto de encontro?

Geralmente a noite começa num restaurante, na casa de amigos ou em alguma patuscada na nossa casa. Quando a saída é mais tardia, o ponto de encontro acaba por ser algures pela Zona Velha, geralmente no BBC.

 Para sair à noite, ouvir boa música?

Em qualquer sítio onde os Akoustic Junkies toquem ou, quando não existem concertos, o BBC, pela equipa simpática que lá trabalha, pela atenção que dão ao cliente, pela excelência do serviço, pela esplanada com vista privilegiada para a baia do Funchal e pelas inúmeras alternativas musicais que oferecem.

Se a noite é prolongada até de madrugada, optamos pelo “Café do Teatro”, que tem uma sonoridade mais comercial, pelas mãos do grande DJ Nélio Fabrício.

Entretanto, estamos curiosos para experimentar uma noite “oldschool” no recém-inaugurado espaço nocturno DETOX, com o antigo DJ da discoteca da nossa adolescência, o Louvadeus!

 Às compras?

Justi: Talvez devido ao meu problema “crónico” de hipocondria, é muito importante sentir-me saudável, por isso, para além do desejo comum a todas as mulheres de comprar roupas, malas e sapatos, sinto uma enorme satisfação quando adquiro produtos que fazem bem à saúde. Para produtos de higiene e beleza sou fã das lojas online “Círculo Bio” e “Escolhas Biológicas”. Na Madeira encontro alguns produtos destes na “Sabão da Serra”. Ao nível da alimentação, sem dúvida uma passagem pelo “Mercadinho BIO” às quartas-feiras, ou pelas lojas “Solobio” e “Freshbio”. Também muitas vezes opto pela versão de cabazes destas lojas e da “Quinta do Mitra”.

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Roberto: No “Estúdio 21”, espaço onde me sinto em casa pois encontro sempre amigos músicos de longa data e que para além de ser uma loja de música é também o local de ensaios dos Akoustic Junkies. Em alternativa, gosto de procurar produtos online em segunda mão, vintage ou pequenos acessórios no “Ebay” e produtos novos e de maior dimensão (amplificadores, guitarras, etc.) na “Thomann Music Store”, na Alemanha.

 O que significa para ti “bem madeirense”?

Justi: O espírito “festeiro”! Estamos em festa o ano todo e existem festividades que só na Madeira se vivem, e são por isso “bem madeirenses”.

A mítica e divertida “noite travesti” no Carnaval, o esplendor e beleza da “Festa da flor”, os arraiais coloridos de Verão por toda a ilha, a “noite do Mercado” no dia 23 de Dezembro, o jantar de gala com amigos no “Dia 30 de Dezembro”, e claro, a noite de fim-de-ano com um dos melhores espetáculos pirotécnicos do Mundo.

Roberto: Concordo com a Justi, mas também existe um ponto menos positivo e “bem madeirense”: o de pedir convites para não pagar/apoiar a música. É o eterno e péssimo hábito das “borlas”, do não querer pagar pelo acesso à cultura.

 Como descreverias o teu dia perfeito na Madeira?

Justi: Tomar um pequeno-almoço digno de hotel numa varanda com vista para o mar, nadar e apanhar sol num sítio reservado com água límpida e transparente, almoçar peixe grelhado na praia, jantar com amigos e sair para ouvir boa música ao vivo, ou, com sorte o “La Flama Blanca” numa das sua actuações inigualáveis e imperdíveis, no BBC.

Roberto: Tomar o pequeno-almoço junto ao mar, dar um passeio pela azáfama da baixa do Funchal, depois do almoço ir para a sala/garagem de ensaios e passar umas boas horas com o resto da banda a ensaiar, trocar ideias, ouvir boa música… ao fim da tarde ir a um bom festival, como o NOS Summer Opening ou, numa vertente mais alternativa, o ALESTE.

ALeste

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O que achas que falta na Madeira?

Justi: Alternativas saudáveis de cozinha! Restaurantes para comer grelhados e saladas diversificadas e bares com snacks saudáveis (alternativas de pequeno-almoço e lanche, para além de bolos e sandes).

Roberto: Espaços nocturnos que passem música rock e restaurantes com horários que permitam jantares tardios (com excepção para uma ou outra pizzaria, no geral as cozinhas fecham às 22h00/23h00).

 A tua Viagem de sonho?

Uma vez mais aqui também é um ponto comum: Ibiza e Nova Iorque.

A viagem a Ibiza já concretizámos, em 2013. Seduzia-nos a imagem das praias de águas cristalinas conjugada com a dinâmica e intensidade da vida nocturna. A viagem excedeu as nossas expectativas: foi uma semana sem domingo ou segunda-feira. Todos os dias eram o melhor sábado de festa, ou o melhor dia de praia.

Ibiza - Pacha

Ibiza – Pacha

Já Nova Iorque… é a cidade mais glamorosa e cosmopolita do Mundo, com uma oferta artística e cultural única. É na verdade, a possibilidade de transpor a tela do cinema e viver a magia de um dos inúmeros filmes de Natal que nos fazem suspirar pela neve, pelas luzes e pelas ruas movimentadas repletas de sonhos.

 O teu lema é?

Justi: Não ter vergonha de dizer às pessoas que as amamos, quer sejam família ou amigos! E aproveitar a sua companhia ao máximo, enquanto a Vida nos/lhes permite ter saúde.

Roberto: Fazer o que me deixa feliz!


Biografia Justi & Roberto

 Namorados há 15 anos, conheceram-se numa noite de Verão no Porto Santo, na época em que ainda era tradição a noite começar nas tasquinhas no centro da vila e acabar na praia, no saudoso “Tia Maria”, onde as festas invariavelmente terminavam com o nascer do sol. Estudaram e viveram juntos em Lisboa, até regressarem à Madeira para abraçar os seus desafios profissionais.

Licenciada em comunicação, relações públicas e publicidade e pós-graduada em comunicação e marketing, a Justi trabalha há mais de dez anos na concessionária do Centro Internacional de Negócios da Madeira. Apesar de gostar muito de escrever, é na parte mais criativa da comunicação, no design, que se sente realizada, por isso colabora esporadicamente com algumas entidades nesta área, em regime de freelancer. Defensora convicta da alimentação saudável, é uma das sócias fundadoras da OrganicA, associação de consumidores na Madeira, que promove os benefícios da agricultura biológica. Adora cozinhar e receber amigos em casa, para degustar alternativas saudáveis mas igualmente saborosas, de pratos confeccionados com produtos biológicos.

Engenheiro informático de profissão, o Roberto, sempre esteve ligado às tecnologias e à música, a sua eterna paixão. O seu percurso profissional teve início com uma breve colaboração na MCC/Sulog, passou pelo Grupo Jaime Ramos/Notícias da Madeira, depois pela Fnac e, actualmente, está na RTP-Madeira onde é responsável por toda a infra-estrutura informática da rádio e da televisão. A sua história na música começou a ser escrita aos 11 anos, quando ingressou no Conservatório para durante 3 anos aprender piano. Mas era em casa, quando tocava guitarra com os amigos, que se sentia realmente feliz. Desistiu do ensino clássico do Conservatório e teve aulas de guitarra eléctrica com o Carlinhos, um guitarrista que leccionava numa loja de música que entretanto fechou. Desde então, já teve 3 bandas: aos 16 anos teve a sua 1ª banda, “Gritos D’Alma”, uma banda de “rock madeirense” cantado apenas em português, mais tarde, em 2011, foi guitarrista durante 2 anos nos “LFT” e em 2013, depois de uma jam session com amigos no seu aniversário, formou a sua própria banda, que mantém até hoje: os “Akoustic Junkies”, uma banda de covers que também compõe originais. Logo no primeiro ano de actividade, lançaram o single “Feel the Sun”, que foi um hit de Verão nas rádios regionais e esteve à venda no iTunes e foram os vencedores do Concurso de bandas madeirenses lançado pela organização do Festival Summer Opening. Este ano, tornaram-se a 1ª banda na Madeira a fazer concertos de tributo a “Pearl Jam” e actualmente, tocam com alguma regularidade em diversos espaços no Funchal, bem como em festivais, onde oferecem dois tipos de musicalidade: acústico e eléctrico.


Muitos Obrigada!

Seguindo o lema da  Justi: ” Gosto muito de vocês”

Beijo

P.S.- Mais dicas? Veja também as sugestões de Claúdia Vasconcelos.

[:en]Calcutta Diaries[:pt]Diários de Calcutá – A viagem à Índia. [:]

[:en]

Calcutta Diaries

The Departure

With a smile on my face, I set off toward my India. Yes, *my* India – we’re already on informal terms.

Funchal – London – Mumbai – Kolkata. A 27-hour journey.

Arrival in Mumbai: 34ºC and heavy rain. Right next to the airport lies the world’s largest slum. If you’ve seen the film *Slumdog Millionaire*, you’ll know what I’m talking about. An endless sea of blue rooftops, stacked on a hill. Bollywood skyscrapers just beside it. A land of contrasts, just as I expected.

As soon as you step off the plane, there’s a humid, stuffy, and warm smell. Then, air conditioning kicks in to soften it. We had a 6-hour layover between flights. Tempting as it was to leave the airport, the rain and fear of traffic – and missing the only connecting flight of the day – made us wait.

The Arrival

As I exited the airport, I was greeted by a chaos of yellow and blue taxis, tuk-tuks, cars, buses, motorbikes, and open-bed trucks carrying standing passengers holding on to railings. The honking never ends. It reminded me of wedding processions in Madeira, with cars honking in a line from the church to the reception. But here, it’s like that every day, all day – a party on the streets.

I quickly understood why: there are no lane markings on the roads. Traffic moves thanks to honks – as if to say, “Move over!”

Some intersections have traffic lights, but crossing the street is an adventure. You need an umbrella in one hand, your bag tightly in the other, and then jump over puddles along the way. Be careful – cars pass right next to you, splashing water on everyone. As if that weren’t enough, dogs and cows wander the streets too, moving aside at the sound of horns.

Street food is everywhere. I think street food is to Kolkata what Irish pubs are to Dublin. In every shape and form, they sell everything: cigarettes, *roti* (a kind of bread), and of course, Coca-Cola.

Then there are the good luck charms. We hang rosaries from the rearview mirror; they hang lemons and chilies. Said to ward off evil.

The Day-to-Day

Today I won’t paint an idyllic picture of Kolkata. These aren’t dream holidays, but life is calm amidst the chaos.

We have tea for breakfast, and nap in the afternoon. This rhythm reminds me of summer holidays on Porto Santo Island. We wake up early and sleep late – sleep takes its time to come.

People are very kind; I feel welcome. They love to talk, speak slowly, and smile often. They literally talk while smiling. Inside the house, street shoes are not allowed. Each room has a ceiling fan. A 14-year-old neighbor upstairs asked to take a selfie with me – she wanted to show her friends what a white person looked like.

No stranger fails to notice me – tourists are rare here. Some just stare, others smile, put their hands together and say *Namaste*. Others go: “Good morning, Ma’am.”

Today it poured. In five minutes, the streets were completely flooded. Even with an umbrella, it’s impossible to get around. People living roadside had their “homes” underwater. But then the rain stops, and everyone is back out – adults, kids, goats, and dogs.

Tea is made in one corner, bread in another. Flowers and vegetables are sold, books, clothes, and food too. Life carries on and repeats itself.

Potable water at home is a precious commodity. Every day, I saw people carrying jugs and empty bottles to be filled at public taps. It’s also where people wash dishes, bathe, and brush their teeth.

New vocabulary I learned today:

Bindi– Traditionally, a red shiny dot on the forehead, between the brows (the sixth chakra, ajna, the seat of hidden wisdom). It helps focus and retain energy.
Bichiya – Toe rings worn on the second toe, a cultural symbol that a woman is married.
Cholo?– Means “Shall we go?”

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Insomnia

Tonight I can’t sleep. One of those nights when heat, humidity, sticky clothes, and the air conditioner’s noise are unbearable.

Then there are the images that flood my thoughts… The empty gaze of that girl at the orphanage, the barefoot child with bowed legs crying malnutrition, the cow wandering aimlessly through traffic, and that never-ending honking that won’t leave my ears.

Kolkata is for the strong – the resilient, those who don’t give up in despair. They push harder to get on the metro. Are there 35 million people? I don’t know for sure. But there are many – no empty streets, no unfinished spaces. Crowds everywhere, and amidst them all… loneliness.

It’s been a hard but enriching experience. But that’s what travel is about: escaping our sterile reality and confronting a new world.

Customs & Traditions

I’d never realized the impact skin color can have until I came here, where everyone desires fair skin. We use tanning products; they use whitening creams. The darker the skin, the lower the status. Even the Sunday newspaper ads show this:

“32-year-old man, medical graduate, Scorpio, Brahmin caste, seeks fair-skinned woman, Sagittarius, also Brahmin caste.”

Pages and pages of these ads. A kind of matrimonial site in print. Skin tone first, then astrological sign, then caste.

The caste defines origin and destiny. There are four: from priests/teachers to servants/helpers. Tradition says they should marry within their caste.

I spoke to people who married this way. A match was found, the families met, and if it went well – wedding arranged.

“It was Russian roulette. It might work, or not,” said one couple. “In our case, it did.”

Nowadays, things are changing, but families still wish to see their children married.

Once someone asked me what holds India together. In such a vast country with so many dialects, religions, and social divisions, what unites it as a nation? To answer, I think I’d need months – from the Himalayas to the Andaman and Nicobar Islands. This country is enormous.

But talking with friends who live here or work in Europe but dream of returning, I tried to understand what makes Kolkata, Kolkata:

We love food – not just eating it, but describing it in detail.
We love chatting (*Adda*), about trivial things or politics, science, religion, or food (worth repeating).
We love travel and other cultures, and hosting our friends well.
We think of ourselves as intellectuals – we know a little of everything, or at least always have an opinion.
We love protests – there are daily political protests in Kolkata. Nothing feels more liberating than shouting “Jobab chai, jobab dao!” (“We want answers, give us answers!”)
We love music – listening and singing it. We used to bring song lists to a shop near school that made us mix tapes.
We love shopping – clothes, perfumes, jewelry, books. We love libraries.
We love discussing love – we’re deep like that.
We love dancing to all types of music. You must come during Durga Puja!

Religion

I love the silent teachings of Hinduism – the incense, candles, and peaceful self-reflection. They help me stay grounded when all I want is to lose control.

The core belief: for growth to happen, destruction is necessary. Life is cyclical. The four human goals: Dharma (ethics), Artha (work), Karma (emotion), Moksha(liberation).

There are many paths to reach them, including rituals like the first time a child eats rice – offered by the uncle.

What is **Durga Puja**? The largest South Asian festival. It celebrates the goddess Durga’s annual visit to her parents’ home – in this case, Kolkata. After ten days, she returns to her husband Shiva.

There’s street dancing and devotion. The festival ends with her straw-and-clay sculptures immersed in the Ganges. Days later, they’re retrieved, and the cycle begins again.

Though I didn’t witness Durga Puja, I saw sculptures being made in Kumartuli – the potters’ district.

I also attended a cremation ceremony on the banks of the Ganges. After the death of an elder, descendants shave their heads. It’s a sacrifice – a gift to the gods, and a sign of mourning.

The Return

On the way to the airport, I realized that I had changed – not the city. Kolkata was still chaotic, dirty, noisy, with outstretched hands asking for coins. But my heart no longer raced at this sight. Have I become immune?

Truth is, nothing prepares you for Kolkata. You either adapt to the difference, or hide inside a shopping mall bubble.

If you ask me if I liked Kolkata, my answer is no. It’s generally an ugly city, with deep street poverty and excessive mall luxury. Hotels smell like flowers and AC; sidewalks smell like urine and garbage. I can’t walk the streets without feeling overwhelmed.

If you ask whether I’d return – yes, I would.

I won’t forget the shiny black eyes of smiling street children, the smell of jasmine in my hair, the colorful saris, the green trees and limes, the market trinkets, and the scent of spices. But above all, I loved the peace and simplicity of life there.

Kolkata reduces happiness to the essentials: a bed, food, and affection. It makes you grateful for hot showers, washing machines, drinkable tap water, and safe pedestrian crossings.

Then there are the unforgettable moments. Like giving a gift to a child and watching her discover joy. This girl looked at me, gift in hand, huge smile – she didn’t even know what it meant to “unwrap.” It was her first gift ever. That moment? Priceless.

Would I recommend Kolkata to friends?Kolkata is not for recommending. It’s not a tourist city, nor made for tourists. But I want to return. I want to explore more of India, more cities, more perspectives. Though I know… discovering India is a never-ending journey. It’s a race against time – more than we allow ourselves.

P.S. – Thank you, Kash, for bringing me to India. Thank you to your family for welcoming me. Thanks to Pritha, Vikram, and Arnab for the tour of Kolkata. Thanks to your wisdom, I could better understand this city’s story. From the Marble Palace, the Synagogue, the Mosque, the Portuguese Church, the Chinese breakfast at the market, to the best sweets I’ve ever had… Thank you!

Some Kolkata recommendations:

The Oberoi Grand Kolkata – beautiful central hotel, with city tours.
Bohemian– Indian cuisine.
Mainland China– Chinese food.
Girish Chandra Dey Nakur Chandra Nandy– best sweets I’ve ever eaten.
Melodrama– for cupcake lovers.

Farewell, Kolkata, until next time.

Kali

[:pt]

Diários de Calcutá




A partida.

De sorriso nos lábios, lá parti eu rumo à minha Índia. Já nos tratamos assim, no tom informal.

Funchal – Londres – Bombaim – Calcutá. Foram 27 horas de viagem.

Chegada a Bombaim. 34 ºC e chove muito. Mesmo ao lado do aeroporto jaz o maior bairro de lata do Mundo. Para quem viu o filme “Quem quer ser milionário”, sabe a que me refiro. Um mar infinito de telhados azuis, “encavalitados” num monte. Os arranha-céus de Bollywood mesmo ao lado. Um país de contrastes, tal como eu esperava.

Assim que se sai do avião, sente-se um cheiro molhado, abafado e quente. Depois o ar condicionado encarrega-se de o retocar. Espera-nos uma pausa de 6 horas entre voos. A tentação de sair do aeroporto é muita, mas a chuva e o receio de apanhar muito trânsito e de perder o único voo de ligação do dia, faz-nos recuar e esperar pelo próximo voo.

Diários de Calcutá





A chegada.

Foto gentilmente cedida por Budgettraveller.org

 

À saída do aeroporto, espera-me uma confusão de táxis amarelos e azuis, tuk-tuks, carros, autocarros, motas e carrinhas de caixa aberta com passageiros que ali vão de pé, agarrados às grades. As buzinadelas não têm fim. Fizeram-me lembrar os dias de casamentos na Madeira, em que os carros vão todos em fila a buzinar da igreja ao copo de água. Aqui, é assim todos os dias, a todas as horas uma festa. Logo compreendi porquê, pois na estrada não há linhas ou traços contínuos, o trânsito faz-se à custa dos apitos, que é como quem diz: – “Chega-te para lá!”

Alguns cruzamentos têm semáforos mas atravessar a estrada é uma aventura por si só. Há que levar o guarda-chuva numa das mãos, a carteira na outra (bem segura, junto ao corpo) e depois saltar as poças de água pelo caminho. Temos que ter cuidado com os carros que passam, mesmo ao lado, e respingam tudo e todos. Como se não bastasse, existem também cães e vacas no meio da rua, que tal como nós, também se afastam ao som das apitadelas.

Nas ruas, vende-se muita comida. Julgo que a comida de rua está para Calcutá como os bares Irlandeses estão para Dublin. De todas as cores e feitios, vendem de tudo e mais alguma coisa, desde cigarros, a ROTI (um tipo de pão) passando pela internacional Coca-Cola.

Depois há os amuletos da Sorte. Nós colocamos o terço pendurado no retrovisor, eles penduram lima e pimenta. Dizem que afasta o mal.

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Diários de Calcutá





O dia-a-dia.

Hoje, não vos vou pintar um quadro idílico de Calcutá. Não são férias de sonho, nem de sonhos, mas vida é tranquila, no meio do caos.

Tomamos chá ao pequeno-almoço, e ao lanche dormimos a sesta. Este ritual sabe-me a férias de verão, na Ilha do Porto Santo. Acordamos cedo e deitamo-nos depois da lua, pois a hora do sono demora a chegar.

As pessoas são uma simpatia, sinto-me bem-vinda. Adoram conversar, falam devagar e sorriem muito; conversam a sorrir, literalmente. Dentro de casa não se usam os sapatos da rua e cada quarto tem ventoinha. A vizinha do andar de cima, de 14 anos, perguntou se podia tirar uma “selfie” comigo, queria mostrar aos amigos da escola como eu era branca.

Não há nenhum desconhecido que não me olhe por curiosidade, pois aqui não estão muito habituados a turistas. Alguns olham simplesmente, outros sorriem, unem as mãos e dizem Namasté. Outros dizem: – “Good morning, Mam”.

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Hoje chovia torrencialmente. Em cinco minutos as ruas ficaram completamente alagadas e mesmo com guarda-chuva é impossível circular. As pessoas que vivem à beira da estrada ficam com as suas “casas” alagadas. Depois a chuva passa, volta tudo à rua. Os adultos, as crianças, as cabras e os cães.

Faz-se chá de um canto, pão no outro, vendem-se flores e legumes, livros, roupas e comida. Vive-se e repete-se a vida outra vez.

A água potável em casa é um bem precioso. Todos os dias tenho visto pessoas a levarem bidões e garrafas vazias que são enchidas diariamente nas torneiras públicas. É lá também que se lavam os pratos, se tomam banhos e se lavam os dentes.

Hoje também aprendi algum vocabulário novo:

Bindi – Tradicionalmente, é um ponto brilhante de cor vermelha aplicada no centro da testa perto das sobrancelhas. A área entre as sobrancelhas é conhecida por ser o sexto chakra, ajna, a sede da “sabedoria oculta”. O bindi serve para manter a energia e fortalecer a concentração. Hoje em dia é considerado antiquado, mas vejo muitas pessoas que o usam.

Bichiya – Uso de anéis no 2º dedo do pé. Faz parte da cultura Indiana e significa que a mulher é casada.

Cholo? Que significa: Vamos?

Diários de Calcutá





A insónia.

Hoje não consigo dormir. É uma daquelas noites em que o calor, a humidade, a roupa colada ao corpo e o barulho do ar condicionado são intoleráveis.

Depois há as imagens que me varrem os pensamentos…O olhar vazio daquela menina no orfanato, a criança descalça cujas pernas arqueadas gritavam subnutrição, a vaca que caminhava perdida por entre os carros e o barulho do trânsito nesta terra, que não quer sair dos meus ouvidos.

Calcutá é para os fortes, os resilientes, os que perante o desespero não desistem, batem o pé, regateiam e empurram com mais força para entrar no metro. São milhões, 35 milhões? Nem sei ao certo. São muitos, não há ruas vazias, nem espaços por completar. Há multidões de tudo e no meio do tudo há também solidão.

Tem sido uma experiência difícil mas enriquecedora, mas isto é que é viajar. Fugir da nossa realidade estéril e dar de caras com um mundo novo.


Costumes e tradições.

Nunca tive consciência do impacto que a cor da nossa pele pode ter numa sociedade, como aqui, onde todos querem peles claras. Nós pomos autobronzeadores, eles colocam cremes para tornar a pele branca. Quanto mais escura for a pele, menos estatuto lhe é dado. Até nos anúncios que vêm no jornal ao domingo, isso é visível:

“Homem de 32 anos, Licenciado em Medicina, do signo escorpião, da casta bramem, procura mulher, de pele clara, do signo sagitário, da casta bramem.”

Existem páginas de anúncios destes, para eles e elas. Uma versão ligeiramente diferente de um site de encontros. Depois do tom de pele, o signo é o mais importante, seguido pela casta. A casta define a origem e o destino. Existem 4 castas, desde os padres/professores até aos criados/serventes, que devem manter as tradições da família ao casar com pessoas da mesma casta.

Falei com pessoas que casaram nesses moldes. Basicamente, existia um pretendente e a família dava a conhecer a sua filha, de acordo com os requisitos do signo e casta. As famílias encontravam-se, conheciam-se entre si e se corresse bem, marcavam casamento.

“Era uma roleta russa, podia ou não resultar.” No nosso caso resultou – disse o casal em questão.

Hoje em dia, já não é bem assim, embora ainda exista a tradição dos pais quererem ver o filho/filha casados. 

Uma vez disseram-me que não percebiam o que é que mantinha a Índia unida como país. Que parecia haver alguma falta de identidade patriótica. Num país desta dimensão com uma discrepância de dialetos, religiões e classes sociais, o que é que os une, afinal, como nação? Para poder responder a esta pergunta, julgo que teria que passar uns bons meses na Índia, a viajar dos Himalaias até às ilhas Andamão e Nicobar. Este país é gigante, mas ao falar com alguns amigos que cá vivem, ou que trabalham na Europa mas que querem para cá voltar (porque lar é onde mora o coração), tentei perceber a identidade de Calcutá:

  • Adoramos comida. Não só comer, mas conversar sobre comida, descrevendo exaustivamente cada sabor e textura.
  • Adoramos conversar, “Adda” sobre assuntos mundanos, ou sobre temas da atualidade política, ciência, religião, comida (já tinha dito, mas reforço).
  • Adoramos viajar e conhecer outras culturas, assim como receber e tratar bem os nossos amigos.
  • Achamo-nos um bocado “intelectuais” sabemos um pouco de tudo e mesmo que não saibamos, temos sempre uma opinião a dar. Ficamos horas nisto.
  • Adoramos manifestações! As manifestações políticas em Calcutá acontecem diariamente, e não há nada mais libertador do que nos juntarmos a uma multidão e gritar: “Jobab chai jobab dao!” que se pode traduzir como: “queremos respostas, deem-nos respostas!”
  • Adoramos música. Não só ouvir música mas cantá-la também – Em miúdos, era costume levarmos uma lista de músicas para uma loja ao lado da escola, que as passava para cassetes. A nossa escola tinha 10 secções de 60 alunos cada (apenas nosso ano). Competíamos por secção, tal era o tamanho da nossa turma. A escola era reconhecida com o recorde do Guinness por ter o maior número de alunos por sala. O único motivo pelo qual nos conhecemos era porque pertencíamos à mesma secção. Não fazíamos a mínima ideia, de quem seriam as outras crianças da escola. Lembro-me dos dias de chuva, em que as ruas ficavam inundadas e não podíamos ir às aulas. Adorávamos os dias de “Bandh” Greve!” Era uma alegria…”
  • Adoramos compras: roupas, perfumes, joias e livros. Adoramos ler e frequentar bibliotecas.
  • Adoramos discutir e falar sobre o amor, somos assim profundos…
  • Adoramos dançar ao som de todo o tipo de música. Tens que cá vir no Durga Phuja…”

Diários de Calcutá





A religião.

Gosto dos ensinamentos em silêncio do Hinduísmo, do cheiro a incenso, das velas e das reflexões pacíficas sobre mim própria, que advêm dessa prática. Ajudam-me a manter a postura, quando tudo o que me apetece é perdê-la.

O principal lema desta religião é que para haver crescimento tem que haver desconstrução. A visão de universo é cíclica. As quatro metas da vida humana são: Dharma (ética), Artha (trabalho), Karma (emoções) e Moksha (libertação).

Para alcançá-las, existem vários caminhos e outros rituais de cariz familiar de passagem ex: a primeira vez que uma criança come arroz este é-lhe dado pelo tio.

O que é o Durga Puja? É a maior festival do sul da Ásia. Comemora a visita anual da deusa Durga, e seus filhos, à casa dos pais dela, neste caso Calcutá. Ao fim de 10 dias regressa para o seu marido “Shiva”. Nas ruas há uma grande festa de dança e adoração aos Deuses. O final da festa é a imersão das esculturas (feitas de palha e barro) no rio Ganges, com a cara voltada para as pessoas. Alguns dias depois, vão buscá-las ao fundo do rio e o ciclo recomeça, outra vez.

Embora não tenha assistido ao Durga Pudja, tive oportunidade de ver algumas esculturas a serem preparadas em Kumartuli, o bairro dos ceramistas em Calcutá.

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Foi também junto ao Rio Ganges que assisti a uma cerimónia de cremação. Após a morte de um membro mais velho da família, os descendentes rapam o seu cabelo. No Hinduísmo, o conceito subjacente a este ritual é fazer uma oferta aos deuses. Rapar o cabelo é um sacrifício de beleza, logo, é uma forma de mostrar o seu luto/ tristeza, para a alma que partiu.

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O regresso.

Hoje, no regresso ao aeroporto, percebi que estava diferente – eu, não a cidade. Calcutá continuava caótica, suja, barulhenta com mãos estendidas a pedir trocos. No entanto, o meu coração já não para de bater quando passa por este cenário de degradação, onde casa pode ser uma tenda no passeio. Será que ganhei imunidade? A verdade é que nada te prepara para uma visita a Calcutá. Aprendemos a viver com a diferença, ou refugiamo-nos na “bolha” do centro comercial.

Se me perguntarem se gostei de Calcutá, a minha resposta é não. Calcutá é uma cidade feia, no geral, com muita pobreza nas ruas e muito luxo nos centros comerciais. Uma cidade onde os hotéis cheiram a flores e ar condicionado, e os passeios cheiram a urina e lixo. Não consigo andar na rua sem me preocupar, sem ficar chocada com o que vejo e sem me sentir mal com o calor.

Se me perguntarem se gostava de voltar a Calcutá, a minha resposta é sim. Não vou esquecer os olhos negros e brilhantes das crianças que me sorriam nas ruas, do cheiro das flores de jasmim no meu cabelo, das cores dos saris das mulheres, do verde das árvores e das limas, das quinquilharias dos mercados e do cheiro às especiarias. Mas mais que tudo, adorei a paz e a simplicidade com que vivi aqueles dias.

Calcutá faz-nos reduzir a felicidade ao essencial: cama, comida e carinho. Faz-nos agradecer tomar banho de água quente, ter máquina de lavar a roupa, beber água da torneira e atravessar uma passadeira com segurança.

Depois, temos experiências inacreditáveis. Que bom é dar um presente a uma criança e assistir em modo de estreia, à alegria do que é receber. Neste caso, esta menina ficou tão agradecida, a olhar para mim com o embrulho na mão, de sorriso rasgado. Não sabia o significado do verbo desembrulhar, era a primeira vez que recebia uma prenda. Dá-me vontade de reviver estas emoções. Senti-me como uma menina que conhece os prazeres da vida pela primeira vez. Isso não tem preço.

Esta foto de  Budgettraveller.org

Se eu recomendaria Calcutá aos meus amigos? Calcutá não se recomenda. Não é uma cidade turística, nem para turistas, mas eu gostava de lá voltar. Gostava de conhecer melhor a Índia, outras cidades, outros pontos de vista. No entanto, sei que conhecer a Índia é uma viagem sem fim à vista. É correr contra o tempo, muito mais do que o tempo nos permite ou do que nós nos permitimos a nós mesmos…

P.S – Obrigada ao Kash por me ter levado à Índia e à sua família por me ter recebido em casa. Obrigada à Pritha, ao Vikram e ao Arnab pela visita a Calcutá. Graças à sua sabedoria pude perceber e conhecer melhor a história desta cidade. Desde o palácio de Mármore, à Sinagoga, à Mesquita, à Igreja Portuguesa, ao pequeno-almoço chinês no mercado e aos melhores doces da minha vida…Thank you!

Deixo-vos com algumas recomendações de Calcutá:

The Oberoi Grand Kolkata , belo hotel no centro de Calcutá e onde organizam visitas à cidade.

Bohemian – comida Indiana

Mainland China – comida chinesa

Girish Chandra Dey Nakur Chandra Nandy – os melhores doces que alguma vez comi.

Melodrama – “cupcakes lovers”.

 Até sempre, Calcutá!  




[:]

[:pt]A viagem à Índia, o antes.[:]

[:pt]

Pois é, meus amigos, a grande viagem do Ano, está prestes a começar.

Índia.

Quando o menciono aos meus amigos, as reações divergem drasticamente.

-“Uau adorava, é a viagem da minha vida, que sempre quis fazer.”

– “Mas vais em trabalho?!” E se eu respondo que não, fazem uma cara de desilusão e dizem-me (com os olhos):

-”Não compreendo.”

E tem sido assim, neste vai e vem de emoções que eu própria me revejo, no antecipação desta viagem. Um misto de excitação e algum receio, do que irei encontrar. Nunca estive num País Asiático, logo será um primeiro encontro com uma cultura completamente diferente.

Isso entusiasma-me e assusta-me, simultaneamente.

Quando se começa a pensar no que levar para a Índia, no que fazer antes da viagem (para evitar doenças), e no que acontece quando se come comida picante (mais de 5 dias de seguida), os conselhos são imensos…

Estes foram os que eu dei importância:

  1. “Vai à consulta do viajante!”

Feito. Foi muito útil, fizeram-me análises e através das mesmas recomendaram-me a vacina da Hepatite, do Tétano e da febre Tifóide. Receitaram-me igualmente comprimidos para prevenção da Malária, para começar a tomar antes da viagem e deram-me uma lista de conselhos que incluí entre outros, dormir com rede mosquiteira, não beber água que não esteja engarrafada (inclusive ao tomar banho) e usar repelentes.

  1. “Leva roupa leve e tapadinha.”

Feito. Nada como uma bela compra para esse efeito, mas optei por deixar para comprar lá, algumas coisas. Em relação ao “tapadinha” o mais difícil é conjugar isso com o calor. Nada que um lenço não resolva, espero eu.

  1. “Convém tomar probióticos durante a estadia.” Porque não, levo comigo.
  1. “Não andes sozinha!”
  1. “Aproveita para comprar acessórios, a joalharia Indiana é lindíssima.” Gosto.
  1. “Vai visitar a Casa da Madre Teresa de Calcutá, mas prepara-te, não é fácil.”
  1. “Não mergulhes no rio sagrado, está cheio de doenças”. Não tinha intenções de o fazer…
  1. “Regateia sempre os preços.”
  1. “Desvia-te educadamente das perguntas incómodas e dos olhares, vão olhar muito.”

Estes foram os conselhos, alguns dos muitos, que eu não dei importância (e que logo confirmo se faziam sentido):

  1. “Não olhes nos olhos dos homens, quando falares com eles”. Acho que não vou conseguir fazer isto, devo usar óculos de sol?
  2. “Usa meias grossas, para evitar as picadelas dos mosquitos” Com 30 graus, não me parece.
  3. “Se estiveres com o período menstrual não podes entrar nos templos?!” Nem comento.
  4. “Não comas comida na rua…” Será que vou resistir?
  5. “Viste o filme ” Comer, Orar e Amar? Não tem nada a ver…” :)

Mas, depois há o outro lado da Índia, aquele que eu estou desejosa de descobrir…o barulho das ruas e o silêncio dos templos, os cheiros das especiarias, a religião, os sarees, os sorrisos e as cores desta nação de milhões.

Há dias encontrei esta frase, que espero que venha a reflectir um pouco da experiência:

quote

Até breve![:]