Viagem pela Colúmbia Britânica: Vancouver, Whistler e Vancouver Island
Entre montanhas cobertas de neve, florestas infinitas, cidades vibrantes e algumas das paisagens mais bonitas do Canadá.
Há lugares que nos impressionam. E depois há aqueles que nos conquistam completamente desde o primeiro instante.
A Colúmbia Britânica, na costa oeste do Canadá, foi um desses lugares.
Ao longo desta viagem passei por Vancouver, Whistler e Vancouver Island, três destinos diferentes entre si, mas unidos por uma característica comum: uma ligação extraordinária à natureza. Entre montanhas cobertas de neve, lagos azul-turquesa, florestas centenárias, praias selvagens e cidades onde a água está sempre presente, encontrei alguns dos cenários mais bonitos que já vi.
Vancouver: Uma Cidade Entre o Oceano e as Montanhas
Vancouver tem uma área metropolitana com quase três milhões de habitantes, mas consegue manter uma atmosfera descontraída e próxima da natureza.
É uma cidade onde se podem ver hidroaviões a aterrar ao lado de navios de cruzeiro, veleiros, iates e enormes cargueiros. Ao fundo, surgem montanhas cobertas de verde que fazem parte da paisagem urbana. As avenidas largas organizam-se numa grelha de ruas paralelas e perpendiculares, tornando a cidade fácil de explorar a pé. Entre arranha-céus modernos, encontramos inúmeras lojas, restaurantes, cafés e esplanadas que dão vida às ruas durante todo o dia. As montanhas e o oceano estão sempre presentes no horizonte, criando um equilíbrio único entre ambiente urbano e natureza.
Um dos locais mais impressionantes é Stanley Park, maior do que o Central Park de Nova Iorque. Caminhar junto ao mar, observar as aves e desfrutar das vistas sobre a cidade é uma das melhores formas de conhecer Vancouver.
Durante a visita explorei alguns dos locais mais emblemáticos da cidade:
Vancouver consegue equilibrar perfeitamente natureza, arquitetura, cultura e qualidade de vida, razão pela qual aparece frequentemente entre as cidades mais habitáveis do mundo.
Whistler: Muito Mais do Que Uma Estância de Esqui
A cerca de duas horas de Vancouver encontra-se Whistler, um dos destinos mais famosos do Canadá.
Conhecida por ter acolhido provas dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 e por possuir uma das maiores estâncias de esqui da América do Norte, Whistler é um destino para todas as estações.
No inverno, a neve atrai esquiadores de todo o mundo. Na primavera e verão, os trilhos transformam-se em paraísos para caminhadas e ciclismo de montanha.
Mas aquilo que mais me marcou não foram as atividades.
Foi a sensação de tranquilidade.
Montanhas cobertas de neve, lagos cristalinos, florestas de pinheiros e pequenas cabanas escondidas entre as árvores criam um ambiente quase mágico. É um daqueles lugares onde apetece desligar o telemóvel e simplesmente apreciar a paisagem.
Existe algo profundamente terapêutico em Whistler. O silêncio, o ar puro e a proximidade constante da natureza fazem-nos lembrar como o mundo pode ser bonito.
Audain Art Museum: Arte no Meio da Floresta
Uma das visitas mais interessantes em Whistler foi o Audain Art Museum.
Mesmo para quem não é um grande apreciador de arte, a arquitetura do edifício merece destaque. Projetado pelos Patkau Architects, o museu parece uma escultura integrada na floresta.
A sua estrutura elevada foi concebida para proteger o edifício de possíveis inundações, criando ao mesmo tempo a ilusão de que flutua entre as árvores.
O interior acolhe exposições de arte canadiana e indígena, proporcionando uma excelente introdução à cultura da região. Foi também aqui que descobri Emily Carr, uma das artistas mais importantes do Canadá. Pioneira do Modernismo e do Pós-Impressionismo no país, destacou-se pelas suas representações das paisagens da costa do Pacífico, embora o reconhecimento pelo seu trabalho só tenha chegado mais tarde na sua vida.
Vancouver Island: O melhor de Vancouver?
Depois de alguns dias em Vancouver e Whistler, seguimos para Vancouver Island.
A viagem começou com uma travessia no BC Ferries entre Horseshoe Bay e Nanaimo.
Com duração aproximada de uma hora e quarenta minutos, foi uma das travessias mais bonitas que já fiz. Durante o percurso, o ferry passa por inúmeras ilhas cobertas de vegetação, criando paisagens que parecem saídas de um documentário.
A maior ilha da costa oeste da América do Norte (maior do que a Jamaica) tem algumas das últimas florestas temperadas húmidas do planeta, praias selvagens, falésias dramáticas e uma abundante vida selvagem.
O destino final foi Tofino, uma pequena vila costeira conhecida pelas suas praias, surf e ambiente descontraído.
As praias parecem intermináveis, onde as florestas chegam praticamente até à areia. O oceano Pacífico mostra toda a sua força e os pores do sol são simplesmente memoráveis.
Em Tofino experimentei uma aula de yoga na praia, uma atividade bastante popular na região. Praticar ao som das ondas e rodeada por uma paisagem tão bonita foi uma das experiências mais relaxantes da viagem e uma forma perfeita de entrar no ritmo tranquilo desta pequena vila costeira.
O Que Levo Comigo
Quando penso nesta viagem, não são apenas os lugares que recordo. São as sensações.
A paz das florestas de Whistler. A energia de Vancouver. A beleza selvagem de Vancouver Island. O contraste constante entre natureza e cidade.
O Canadá lembra-nos algo que muitas vezes esquecemos: o mundo continua cheio de lugares capazes de nos surpreender.
A Colúmbia Britânica tem uma capacidade rara de nos fazer desacelerar e apreciar aquilo que realmente importa.
E talvez seja exatamente por isso que se tornou um dos lugares mais especiais que já visitei.
Para quem pretende explorar a região com liberdade, sugiro o aluguer de carro.
A Sea to Sky Highway, entre Vancouver e Whistler, é considerada uma das estradas mais bonitas da América do Norte e faz parte da experiência. O carro pode ir no Ferry (BC Ferries) até Vancouver Island, o que também facilitou bastante a exploração da região de Tofino e Nanaimo
Melhor Época Para Visitar Vancouver
Dezembro a março: desportos de inverno
Maio a setembro: caminhadas e road trips, e temperaturas mais agradáveis;)
Onde Comer em Vancouver
Bar Tartare – Vancouver
📍 54 Alexander St, Vancouver, BC V6A 1E7
Um dos espaços gastronómicos mais interessantes que visitei em Vancouver. Conhecido pela seleção de vinhos naturais e pela cozinha contemporânea, é uma excelente opção para um jantar especial numa das zonas mais carismáticas da cidade. No wifi:)
Tacofino – Tofino, Vancouver Island
📍 1184 Pacific Rim Highway, Tofino, BC
Se visitar Tofino, o Tacofino é praticamente uma paragem obrigatória.
O que começou como um simples food truck tornou-se uma referência local. Os tacos de peixe são os mais famosos, mas qualquer opção do menu é uma excelente escolha depois de um dia a explorar a ilha.
The Bear – Restaurante, Bar & Hockey!
Black’s Pub – Whistler
📍 4359 Main Street, Whistler, BC
Mesmo para quem visita Whistler no verão, o espírito après-ski continua muito presente. Depois de um dia de caminhadas, passeios de bicicleta ou simplesmente a explorar a região, muitos visitantes terminam o dia numa esplanada ou num pub a apreciar a vista para as montanhas.
Um dos locais mais conhecidos para viver esse ambiente é o Black’s Pub, situado junto à base das montanhas de Whistler e Blackcomb. Com uma atmosfera descontraída e uma das esplanadas mais populares da vila, é o lugar perfeito para relaxar e absorver a energia única deste destino alpino.
Compras em Vancouver: Tsawwassen Mills Outlet
📍 5000 Canoe Pass Way, Tsawwassen, BC V4M 0B3
Se gostas de fazer algumas compras durante a viagem, uma das melhores opções na região de Vancouver é o Tsawwassen Mills Outlet.
Entre as marcas disponíveis destacam-se: Aritzia, Lululemon Outlet, Nike Factory Store, GAP, Coach Outlet, Michael Kors, Calvin Klein etc etc
Também vale a pena explorar a Robson Street, uma das principais avenidas comerciais de Vancouver.
Livraria – Mermaid Tales Bookshop
📍 455 Campbell Street, Tofino, BC
No centro de Tofino encontrei a Mermaid Tales Bookshop, uma livraria independente cheia de personalidade que combina perfeitamente com o espírito descontraído da vila. Foi lá que me sugeriram o livro que se segue:
Há livros que acabam por ficar para sempre associados a uma viagem. Para mim, este foi um deles.
Durante os dias passados entre Vancouver, Whistler e Vancouver Island, levei comigo Our Perfect Storm. Ao estilo de “Comer, Orar e Amar”, este romance acompanha a história de uma mulher que sofre um desgosto amoroso e que acaba por viajar até Tofino, com o seu melhor amigo, para “se encontrar”, numa das localidades mais bonitas da costa oeste canadiana.
Entre florestas envoltas em nevoeiro, praias selvagens e o som constante do oceano Pacífico, a leitura parecia encaixar perfeitamente no cenário que me rodeava.
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Este pudim de maracujá é uma sobremesa tradicional da Madeira e uma das receitas mais adoradas na minha família.
Com a sua textura cremosa e sabor tropical, esta sobremesa fácil combina natas batidas, leite condensado e sumo fresco de maracujá, criando um equilíbrio perfeito entre o doce e o ácido.
Porque Vai Adorar Este Pudim de Maracujá
✔️ Sobremesa fácil e sem forno ✔️ Feita com ingredientes simples ✔️ Perfeita para ocasiões especiais ✔️ Receita tradicional madeirense
O Segredo: Sumo de Maracujá Fresco
O segredo para o melhor pudim de maracujá está no sumo fresco. Normalmente uso cerca de 10 maracujás.
Preparação:
Cortar os maracujás ao meio
Retirar a polpa
Coar para separar o sumo das sementes
💡 Dica: Congele sumo extra de maracujá para ter sempre disponível quando quiser fazer esta receita ou se preferir compre no supermercado polpa de maracujá congelado.
Ingredientes
Para o pudim:
Sumo de cerca de 10 maracujás
2 pacotes de natas
1 lata de leite condensado
2 pacotes de gelatina de ananás
Para a cobertura:
3–4 maracujás
½ chávena de água
Açúcar a gosto
Como Fazer Pudim de Maracujá
Bata as natas até ficarem leves e fofas.
Adicione o leite condensado e envolva suavemente até obter um creme homogéneo.
À parte, prepare a gelatina conforme as instruções da embalagem (2 pacotes para 500 ml de água a ferver). Junte o sumo de maracujá à gelatina e misture bem.
Deixe a mistura de gelatina arrefecer e depois incorpore no creme.
Verta para um recipiente e leve ao frigorífico até solidificar (cerca de 3–4 horas).
Cobertura de Maracujá
Para a cobertura:
Coloque ½ chávena de água e a polpa de 3–4 maracujás num tacho.
Adicione açúcar a gosto.
Deixe ferver ligeiramente até engrossar um pouco.
Deixe arrefecer completamente.
Verta por cima do pudim já frio antes de servir, para um acabamento brilhante e cheio de sabor.
Dicas para o Melhor Pudim de Maracujá
Use maracujás locais e maduros para melhor sabor
Não adicione a gelatina quente à mistura das natas
Deixe arrefecer bem para obter a textura perfeita
Uma Sobremesa Simples Cheia de Tradição
Esta receita de pudim de maracujá madeirense é mais do que uma sobremesa, é uma tradição familiar. Leve, fresca e muito fácil de fazer, é perfeita tanto para o dia a dia como para ocasiões especiais.
Se procura uma sobremesa tropical rápida que impressiona sempre, este pudim de maracujá é a escolha ideal.
Como Reservo as Minhas Viagens Sendo Residente na Madeira
Muitas pessoas perguntam-me como organizo as minhas viagens — especialmente vivendo numa ilha como a Madeira, onde os voos às vezes podem parecer limitados ou caros.
A verdade é que, na maior parte das vezes, organizo tudo de forma independente online. Ao longo dos anos fui criando um sistema simples que me ajuda a comparar preços, manter flexibilidade e encontrar boas opções para voos, hotéis, aluguer de carros e atividades.
Por isso, se estás a planear uma viagem por conta própria, aqui ficam as principais ferramentas e estratégias que utilizo.
Como procuro voos
Na maioria das vezes começo pelo Skyscanner. Continua a ser o meu site favorito para comparar voos porque dá uma visão muito clara dos preços e possibilidades.
Normalmente pesquiso:
Da Madeira → para um destino
ou simplesmente “Everywhere / Todo o lado”
A opção “Everywhere” é ótima se tens flexibilidade e queres apenas inspiração ou descobrir os destinos mais baratos durante determinado mês.
Por exemplo:
Madeira → Everywhere → Julho
Madeira → Paris → datas específicas
Uma coisa de que gosto bastante é o facto do calendário assinalar os dias mais baratos a verde, o que facilita ajustar datas e poupar dinheiro.
Como residentes da Madeira têm subsídio de mobilidade para voos para Portugal continental, costumo manter todas as opções abertas:
voos diretos
escalas em Lisboa ou Porto
combinações com companhias low cost
Às vezes fazer uma escala de algumas horas — ou até passar uma noite — pode fazer bastante diferença no preço final.
Porque costumo reservar diretamente com a companhia aérea
Depois de encontrar a melhor opção no Skyscanner, quase sempre reservo diretamente no site da companhia aérea.
Por exemplo:
se o Skyscanner mostrar um bom voo da Transavia,
clico na opção Companhia aérea,
e faço a reserva diretamente no site da Transavia.
Pessoalmente sinto-me mais confortável a reservar diretamente com as companhias:
apoio ao cliente mais simples
maior facilidade em alterações
comunicação mais clara caso aconteça algum problema
Como reservo hotéis
Para alojamento uso maioritariamente o Booking.com.
Já utilizo a plataforma há muitos anos e atualmente tenho o nível Genius, que dá alguns descontos e vantagens adicionais.
O que mais gosto é da facilidade em filtrar:
pontuação
localização
orçamento
pequeno-almoço incluído
cancelamento gratuito
alojamentos recomendados pelos hóspedes
Normalmente filtro por:
Muito Bom
Soberbo
ou Excecional
Mas também presto atenção ao número de avaliações.
Um hotel pode ter uma nota de 9.5, mas se só tiver 8 avaliações isso é muito diferente de um alojamento com milhares de reviews consistentes.
Também gosto bastante de pesquisar os bairros e zonas onde vou ficar, porque acredito que o local onde ficamos muda completamente a experiência de uma cidade.
Como reservo apartamentos
Quando procuro mais comodidade durante uma viagem, especialmente se quiser uma cozinha para preparar refeições, mais espaço ou se viajar com família, normalmente procuro apartamentos em vez de hotéis.
Na maior parte das vezes comparo opções entre o Booking.come o Airbnb.
Gosto do Airbnb porque permite-me ler reviews de outros hóspedes de forma mais pessoal e concreta, e muitas vezes existem apartamentos lá que não aparecem no Booking.com. Além disso, consigo frequentemente encontrar opções mais autênticas e ficar em bairros onde os locais realmente vivem, o que torna a experiência mais próxima do destino.
Aliás, essa também é uma das razões pelas quais criei o meu próprio Airbnb, queria oferecer uma experiência mais local, original e autêntica a quem visita a Madeira.
Quando viajo sozinha, às vezes escolho a opção de quarto privado no Airbnb. Normalmente é mais económico e consigo perceber melhor com quem vou ficar através das reviews, fotografias e localização. Muitas vezes acaba também por proporcionar uma ligação mais natural à comunidade local.
Em cidades caras como Paris, por exemplo, esta pode ser uma excelente forma de encontrar opções mais acessíveis.
No Airbnb costumo filtrar por:
Favorito dos hóspedes/ Superhost
cancelamento moderado
casa de banho privativa
localização
reviews dos hóspedes
Como alugo carros
Quando viajo para destinos onde sei que vou explorar além da cidade, normalmente alugo carro.
Bebidas na Madeira: Top 10 Bebidas a Provar (Edição 2025)
As bebidas da Madeira são famosas em todo o mundo, desde o Vinho Madeira fortificado até favoritos locais como a Poncha e a Nikita. Neste guia, partilho as 10 melhores bebidas da Madeira que tens mesmo de provar quando visitares a ilha, incluindo onde degustá-las e dicas privilegiadas de uma local.
A Madeira não é só vistas deslumbrantes; as suas bebidas contam histórias sobre as pessoas, tradições e sabores da ilha. Não me lembro exatamente da primeira vez que provei Poncha (provavelmente num dia frio de inverno no Poiso) mas lembro-me perfeitamente da sensação daquele sabor quente e meloso. Do icónico Vinho Madeira às bebidas sem álcool como a Laranjada, a ilha oferece algo para todos os gostos.
Planeia a tua viagem à Madeira e prova estas bebidas! Acredita, ter um guia local torna a experiência ainda mais saborosa.
O Vinho Madeira é um vinho fortificado disponível em estilos seco, meio-seco e doce. Adoro bebê-lo lentamente com gelo, enquanto vejo o pôr do sol, ou aconchegada no sofá depois de um dia de caminhadas. Curiosidade: em 1776, o Vinho Madeira foi usado para brindar a Declaração de Independência dos EUA! Incrível provar hoje o mesmo vinho que marcou esse momento histórico.
Onde provar: As minhas adegas preferidas no Funchal são a Blandy’s Lodge e a H.M. Borges, ambas oferecem provas acolhedoras e personalizadas.
Queres provar Vinho Madeira com um local? Junta-te a um tour de vinho na Madeira e explora as melhores adegas do Funchal. Aprende a história, prova diferentes estilos e descobre porque o Vinho Madeira é tão famoso no mundo.
A Poncha, a mais emblemática da Madeira, é feita com Aguardente de cana, mel de abelha, açúcar e sumo de limão, misturados com a ajuda de um mexelote. Os madeirenses dizem até que cura constipações! A minha tia dava-nos sempre um golinho quando estávamos doentes, para “aquecer”.
Onde provar: Muitos bares na Zona Velha do Funchal, na Baía de Câmara de Lobos e por toda a ilha servem Poncha. Podes seguir a minha Rota das Ponchas aqui, é uma forma divertida de explorar a ilha, mas só se não fores conduzir a seguir. Sabe a sumo, mas é super forte!
Queres desfrutar da Poncha sem preocupações? Reserva um tour guiado e deixa que um local te leve aos melhores spots!
3. Pé de Cabra: A Especialidade de Câmara de Lobos
Uma bebida única que mistura cerveja preta, Vinho Madeira seco, açúcar, limão e chocolate em pó com gelo. Descobri-a em Câmara de Lobos e fiquei surpreendida pela combinação deliciosa, perfeita para beber enquanto vejo os pescadores regressarem ao porto.
Onde provar: A maioria dos bares da baía serve esta bebida; experimenta o Bar Filhos D’Mar ou o Number Two.
4. Nikita: Cremosa & Refrescante
A Nikita é um cocktail cremoso feito com gelado de baunilha, sumo de ananás, açúcar e cerveja. Há também uma versão sem álcool, perfeita para tardes quentes depois de um passeio. Doce, fresca e tropical; sabe a verão num copo!
Onde provar: Vários bares em Câmara de Lobos servem Nikita, mas para a receita original de 1985, visita a Casa do Farol , “A Nikita original desde 1985”.
5. Laranjada (sem álcool): O Refrigerante Histórico da Madeira
A Laranjada, lançada em 1872, é um refrigerante gaseificado de laranja e um verdadeiro clássico madeirense. É muito popular nos arraiais. Adoro bebê-la enquanto observo as festas de verão, é refrescante e cheia de nostalgia.
Onde provar: Encontras Laranjada em supermercados, cafés e restaurantes. Para viver o espírito dos arraiais, reserva hotel em São Vicente no fim de agosto para as grandes Festas de São Vicente.
6. Sidra: A Bebida de Maçã do Santo da Serra
A Sidra é uma bebida leve e pouco alcoólica feita com maçãs fermentadas. Provei-a pela primeira vez no Mercado de Santo da Serra, depois de uma caminhada — fresca, ligeiramente doce e muito revigorante. Atualmente, a Coral também produz versões de Sidra, incluindo sabores de frutos vermelhos.
Onde provar: No Mercado dos Lavradores, sobe ao rooftop do Madeira Beer Lab by Coral. Para uma experiência no Santo da Serra, visita o Craftbar Santo da Serra e prova a sidra artesanal “The Drunken Pharmacist”.
7. Cultura de Café: Garoto, Bica & Chinesa
A Madeira leva o café a sério! Seja uma Bica para começar o dia ou uma Chinesa depois do almoço, faço sempre uma pausa para café quando passeio pelo Funchal.
Onde provar: O elegante Golden Gate Café, pastelarias como a Penha d’Águia, ou o acolhedor Forest Food & Coffee na montanha.
Desfruta de um café no Forest Food & Coffee, um café de montanha no Parque Ecológico da Madeira.
8. Ginja: O Licor do Curral das Freiras
A Ginja é um licor de cereja do Curral das Freiras, muitas vezes apreciado com bolo de mel ou biscoitos. Provei-a pela primeira vez no Natal — doce e reconfortante, lembra-me sempre a casa da minha família.
Onde provar: No UAU Cacau no Funchal, servem-na em copo de chocolate. Para a versão mais autêntica, visita o Sabores do Curral no Curral das Freiras.
Sabias? A Brisa Maracujá, feita com sumo de maracujá puro, já ganhou 14 Grandes Medalhas de Ouro do Monde Selection.
A minha favorita é a Brisa Maracujá — sabor intensa e inesquecível!
Onde provar: A Brisa está disponível em quase todo o lado.
10. Coral: A Cerveja da Madeira
Produzida pela Empresa de Cervejas da Madeira desde 1872, a Coral é dourada, aromática e leve. Adoro acompanhá-la com tremoços enquanto aprecio o mar.
Onde provar: Em praticamente todos os cafés e restaurantes da ilha. A minha versão preferida é a Coral *Puro Malte*. Lugares ideais: Praia Formosa — Beira Calhau, On Water Academy ou Docas Café.
Da Poncha à Coral, as bebidas da Madeira são muito mais do que simples bebidas, são um pouco da cultura da ilha! Cada gole traz memórias de dias de sol, locais simpáticos e os meus sítios preferidos no Funchal. Brindemos à Madeira! 🍹
Para aproveitar ao máximo a tua viagem, reserva um hotel confortável para relaxar depois de explorar montanhas, praias e bares locais.
Barcelona Fora dos Roteiros Turísticos: Uma viagem ao Coração Global da Cidade
Quando pensamos em Barcelona, imaginamos a Sagrada Família, Gaudí e as ruas cheias de turistas. Mas há um outro lado da cidade, que só se revela a quem se afasta dos caminhos mais conhecidos. Eis o que descobri nesta viagem.
📖 Tempo de leitura: 5 minutos
Então, Barcelona. Esta não foi a minha primeira vez na cidade, mas foi a primeira em que não a vi com os olhos de uma criança, que ia aos museus mais entusiasmada com a loja de recordações no final, do que com a exposição em si.
Desta vez, senti que podia finalmente compreender melhor as origens da cidade e como estas influenciaram a metrópole aparentemente interminável que vemos hoje.
Uma Cidade Espanhola, teoricamente…
Resumidamente, Barcelona é espanhola apenas no papel. E isto não tem tanto a ver com a sua identidade catalã, mas sim com a diversidade de nacionalidades que se faz notar nas ruas, não apenas através do turismo (mesmo sendo um fator importante), mas principalmente pela variedade dos diferentes estabelecimentos da cidade.
Para minha surpresa, não encontrei as ruas cheias de turistas com máquinas fotográficas ao pescoço, como inconscientemente esperava. A maioria das pessoas com quem interagi (ou, na verdade, observei interagir entre si) eram locais.
Pelo menos até ao primeiro dia, quando fomos visitar os chamados “pontos obrigatórios”.
As Zonas Turísticas: Valem a Pena, Mas Com Reservas
Obviamente, há locais que simplesmente têm de ser visitados em Barcelona: a Sagrada Família, as casas de Gaudí, entre outros ícones. Representam uma parte essencial da história da cidade.
Mas o seu apelo é tão grande que o misticismo do que estes lugares significam acaba por se perder, numa tentativa de agradar às massas. O que se recebe em troca é uma experiência apressada, comercial, onde o principal objetivo parece ser fazer-nos gastar o máximo de dinheiro possível.
E sejamos honestos, é impossível apreciar os detalhes da arquitetura de Gaudí com cerca de 50 pessoas à tua frente, a falar em dez línguas diferentes, com os telemóveis erguidos no ar.
Não culpo quem gere estes espaços. Como se costuma dizer, “business is booming“.
Sinceramente, não recomendo visitar Barcelona “à letra”. A verdadeira cidade encontra-se nos lugares que descobrimos fora dos roteiros tradicionais.
A verdadeira identidade de Barcelona
No segundo dia, perguntámos a alguns locais o que recomendavam visitar. E foi aí que tudo mudou. Deixámos para trás as igrejas lotadas e os edifícios turísticos. Em vez disso, surgiram jardins tranquilos, cheios de plantas e aves locais, e lojas de que provavelmente só ouviríamos falar através de uma recomendação.
Foi assim que o Atelier Madre em El Born, entrou no nosso radar. Infelizmente, não conseguimos visitar o atelier, por isso não tive oportunidade de ver os artesãos a trabalhar. Mas a dica ficou.
Depois de regressar a casa, tive a oportunidade de receber uma das malas do Atelier Madre como presente. E, por vezes, um lugar que não conseguimos visitar acaba por nos deixar mais curiosos para lá voltar.
A Panino Bag é uma peça de linhas bem estruturadas, com uma silhueta dobrada muito característica.
Os detalhes, o toque do couro e aquela sensação de que foi feita para durar durante anos, e não apenas uma estação, foram algumas das coisas que mais me chamaram a atenção.
Por isso, se passarem por El Born, guardem o Atelier Madre na “checklist”. É daquelas descobertas locais que tornam a viagem única.
Nota: O Atelier Madre ofereceu-me esta mala para consideração neste artigo. Não fui paga para escrever sobre a marca e todas as opiniões aqui expressas são minhas.
A verdadeira identidade de Barcelona
No segundo dia, perguntámos a alguns amigos locais o que eles recomendavam visitar. E foi aí que tudo mudou.
Deixámos para trás as igrejas lotadas e os edifícios turísticos. Em troca, encontramos jardins tranquilos, cheios de plantas e aves locais, e locais cuja existência só é conhecida pelos que se deixam perder pelas ruas dia cidade.
Foi então que percebi a verdadeira identidade de Barcelona: uma cidade global. Não por causa dos turistas que a visitam, mas pelas pessoas que ali vivem.
Uma Cidade Global Escondida à Vista de Todos
Não devem haver muitos lugares no sudeste da Europa onde, no mesmo quarteirão, se pode encontrar restaurantes etíopes, coreanos, vietnamitas e colombianos. Em Barcelona, isso pareceu algo perfeitamente natural.
No que diz respeito à cozinha asiática em Barcelona, o El Bund 18 foi uma agradável surpresa. Situado perto da Sagrada Família, oferece comida chinesa autêntica a preços bastante acessíveis.
A cada esquina parecia que entrava num portal para outra parte do mundo. Surreal, no melhor sentido da palavra. E, na minha opinião, algo de que a cidade se pode orgulhar.
Deixei de ver Barcelona como um destino turístico cheio de e locais mal-humorados. Vejo-a agora como um centro humano e global, onde os habitantes te tratam como um dos seus, se estiveres disposto a respeitar o seu modo de vida.
Os Mitos Sobre o Povo Catalão
Um guia turístico com quem nos cruzámos disse algo que ficou comigo:
“Os meus amigos dizem sempre que os catalães são difíceis de abordar e muito fechados. Mas quando lhes pergunto se já participaram em alguma tradição catalã, respondem sempre que não. A questão responde-se a si mesma.”
E, sinceramente, não há muito mais a acrescentar.
Conselho Sincero para Visitar Barcelona
Explore. Fale com os locais, se estiverem receptivos.
Vá a um parque e sente-se por uns minutos a ouvir os sons da cidade.
Aprenda algumas palavras de catalão. Ou tente, pelo menos.
Veja com os seus próprios olhos o que Barcelona é de verdade e não o que os guias dizem que deve ser.
O Que Fazer em Barcelona: as nossas Dicas
Se está a planear visitar Barcelona, aqui ficam algumas sugestões baseadas na nossa experiência, uma combinação perfeita entre essenciais e segredos bem guardados da cidade.
1. Onde Comer em Barcelona
Bar El Champanyet (Ciutat Vella , La Ribera) “Vir a Barcelona sem visitar o El Champanyet é como ir a Roma e não ver o Papa”, disse-nos uma amiga. A experiência não desiludiu: brindámos com cava, acompanhados por pão com tomate e anchovas…uma verdadeira imersão na cultura catalã.
Brera Restaurant Gnocchi Bar (Hostafrancs) Este pequeno restaurante com um único chef e uma especialidade única : gnocchis caseiros, um verdadeiro achado. A paixão pela cozinha sente-se em cada prato.
Bar Ramón (Sant Antoni) Mais local e descontraído, com tapas deliciosas e cervejas bem frescas servidas em canecas geladas. Perfeito para um jantar informal.
Café Favorit (Eixample) & Planelles Donat (Quadrat d’Or) O Café Favorit é perfeito para uma pausa relaxante, este café intimista junto à estilosa Casa Amatller oferece um excelente Matcha Latte com arte. Ideal para recarregar energias. Panelles Donat é famosa pela sua horchata (ou orxata), uma bebida fresca e nutritiva feita com chufa (tiger nuts). Uma paragem obrigatória nos dias quentes de verão.
Morning Glory (Ciutat Vella) O nosso brunch favorito em Barcelona é também uma concept store e um espaço criativo. Com mesas partilhadas acolhedoras, exposições rotativas de obras de artistas locais e um ambiente descontraído, é o lugar perfeito para começar o dia com calma.
2. Passeios Que Valem a Pena
El Born Um bairro encantador com ruas medievais, arquitetura gótica, com lojas independentes, arte, bares, cafés… Além do famoso Born Centre de Cultura i Memòria, tem um pequeno mercado de rua aos sábados e domingos.
Montjuïc Subir à colina de Montjuïc é essencial para quem procura vistas panorâmicas e um momento de pausa. Um espaço onde a natureza encontra a cidade.
Parc de la Ciutadella Um dos principais pulmões verdes de Barcelona, perfeito para relaxar, fazer um piquenique ou apenas contemplar a vida local.
La Vila de Gràcia Um bairro encantador, com praças animadas, lojas independentes, um belo mercado e um forte espírito comunitário. Um daqueles lugares onde se sente vontade de ficar.
3. Monumentos Imperdíveis de Gaudí
Sagrada Família
Este símbolo de Barcelona continua em construção, mas é absolutamente imperdível. Recomendamos reservar os bilhetes com antecedência para explorar tanto o seu exterior impressionante como o interior deslumbrante.
Uma das primeiras grandes obras de Gaudí, a Casa Vicens surpreende com os seus azulejos vibrantes e detalhes de inspiração mourisca. Menos visitada do que outros monumentos, é uma verdadeira pérola arquitetónica.
Apesar de ser um dos locais mais visitados, o Parc Güell oferece uma energia única. Visitá-lo ao fim do dia é uma ótima opção para evitar multidões e apreciar com calma os mosaicos, colunas sinuosas e vistas espetaculares sobre a cidade e o mar.
Apesar de termos ficado em casa de familiares, sugeriram-nos o hotel Barceló Raval, onde fomos tomar um copo ao rooftop e adoramos as vistas panorâmicas 360ºC. Apesar de não ser a zona mais tranquila, tem uma decoração original e divertida, além da proximidade às principais atrações. Confira aqui os preços.
Agradecimento Final: Esta viagem foi ainda mais especial graças à hospitalidade incrível da Helena, da Yzabella e da simpática “Paquita”. O nosso sincero agradecimento 💛
Espreite os outros posts sobre a Catalunha, com histórias, dicas e descobertas para conhecer esta bela região aqui!
Milho Cozido, ou milho frito, é um prato típico da Ilha da Madeira.
O Milho Cozido encontra-se facilmente nos restaurantes da Madeira, geralmente frito aos cubos e servido como acompanhamento de carne ou peixe. Algumas pessoas comparam-no à Polenta, um prato tradicional italiano.
Segundo o Elucidário Madeirense, o cultivo do milho é uma tradição antiga na Madeira. Em 1847, Laureano da Câmara Falcão, conhecido como o Morgado do Porto da Cruz, desenvolveu o seu cultivo nas freguesias de Santana e São Jorge. Em 1853, uma lei isentou o milho do pagamento de dízimos, tornando-o o alimento base de dois terços da população madeirense.
Este prato tradicional resistiu ao tempo — e continua delicioso até hoje.
A Nossa Receita Caseira
Aqui fica a receita que usamos em casa, acompanhada por um pequeno vídeo demonstrativo.
Numa panela grande, aqueça o azeite, o alho e a malagueta.
Adicione cerca de 2–2,5 litros de água morna. Junte a farinha de milho aos poucos, mexendo com uma colher de pau até levantar fervura.
Acrescente a couve picada e cozinhe em lume brando durante 15 minutos, mexendo ocasionalmente.
Sirva em taças. Pode acompanhar com peixe, como atum ou cavalinha.
Milho Cozido com Bife de Atum à Madeirense
Dicas para um Milho Cozido Perfeito
Consistência: Mexa constantemente enquanto adiciona a farinha de milho para evitar grumos.
Couve: Use folhas de couve frescas para um sabor mais autêntico.
Picar: Ajuste a quantidade de malagueta ao gosto da família.
Sugestões de Serviço: Fica ótimo com peixe grelhado, ou até como prato vegetariano acompanhado de legumes. O meu pai gosta de comer com leite frio e manteiga!
Conservação: Pode ser guardado no frigorífico durante 2–3 dias.
Preparar Antes: Ideal para preparar com antecedência em jantares de família ou festas.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Posso fazer Milho Cozido sem couve?
Sim! Embora a couve lhe dê um toque tradicional, pode omiti-la.
Posso fazer este prato vegan?
Claro. A receita tradicional já é vegan — apenas verifique os acompanhamentos.
Qual é a diferença entre Milho Cozido e Polenta?
O Milho Cozido é normalmente preparado com couve e alho, o que lhe dá um sabor distinto. A Polenta italiana é mais simples.
Posso congelar Milho Cozido?
Sim, embora a textura possa alterar ligeiramente. Também o encontra à venda nos supermercados locais já congelado em cubos, pronto a fritar.
Uma semana em Costa Brava – Um guia de viagem para famílias.
Discordo quando as pessoas dizem que ter filhos e viajar são duas opções opostas na vida.
Na verdade acho que estas são as melhores partes da minha vida e poder ter os dois ao mesmo tempo, é como ganhar a lotaria.
Acrescente-lhe um destino de férias perfeito e os seus desejos tornam-se realidade – a felicidade existe.
Desde criança, que todos os anos os meus pais faziam questão de poupar algum dinheiro ao longo do ano para garantir que poderíamos viajar em família. Qualquer que fosse o destino escolhido, o verão servia para desfrutar dos seguintes essenciais; apanhar num avião, relaxar à beira-mar e divertir-se.
Julgo que as melhores recordações da minha infância aconteceram durante as férias de verão.
Recordações… Fazer as malas, entrar no avião e sentir-me a miúda mais sortuda na terra por ficar no lugar à janela. A emoção de descobrir uma nova cidade (que ainda hoje se mantém) Jogar às cartas toda a tarde enquanto escutava os Gipsy Kings na varanda do hotel (não havia ipads na altura). Flutuar no colchão crocodilo nos intervalos das competições do melhor mergulho do ano. O riso dos meus pais, aliviados das suas preocupações de trabalho.
Este ano, a minha família foi à Costa Brava.
Eu já tinha ouvido falar sobre a Costa Brava, mas nunca tinha conhecido alguém que lá tivesse passado umas férias em família. Após alguma pesquisa, decidi que seria a primeira dos meus amigos a contar a história, isso e um voo direto da Vueling para Barcelona, que ajudou na decisão final.
Aqui partilho as minhas memórias destas férias:
Onde fica a Costa Brava?
A Costa Brava fica na província de Girona, na costa nordeste da Espanha, na Catalunha. É conhecida por ser um destino com praias beijadas pelo Mar Mediterrâneo, pela história local e sua a excelente comida. Uma das outras razões que levam visitantes à Costa Brava é o chamado triângulo de Dalí. Salvador Dalí, deixou uma enorme marca na Costa Brava e os turistas podem descobri-las através de 3 sitios: O Teatro-Museu Dalí, em Figueres, a Casa-Museu Dalí, em Portlligat (Cadaqués) e o Castelo Gala-Dalí em Púbol.
O nosso hotel:
Nós ficamos alojados no Silken Park Hotel San Jorge, Platja d’Aro, em 2026 chama-se
Morada: Avenida de Andorra, 28, 17250 Platja d’Aro, Spain
Este hotel tem as mais belas paisagens que possa imaginar, elevando-se acima de duas praias (Cap Roig e Belladona) aninhadas em enseadas e rodeada por pinheiros.
Demorávamos literalmente a 5 minutos a pé desde o nosso quarto à praia … O que mais se pode desejar…!
Em termos de instalações este hotel é realmente agradável, com muita luz e uma decoração predominantemente branca que o torna muito relaxante, sendo o contraste perfeito com o azul exterior do mar Mediterrâneo. Para mim, a melhor parte do hotel era o terraço que oferece vistas deslumbrantes. Poderia lá passar o dia todo, lendo livros, saboreando cocktails ou refeições ligeiras ou mesmo tomando o pequeno-almoço (que fiz algumas vezes).
O quarto era espaçoso (sem problema em juntar-lhe uma cama extra para as crianças) e muito limpo, com uma boa casa de banho e uma varanda com espreguiçadeiras. Este é o lugar perfeito para relaxar e combinar com diferentes viagens a fim de explorar a região, que era o nosso principal objetivo.
Em termos de entretenimento, Platja d’Aro tem muito que fazer, com muitas lojas, restaurantes, bares, gelatarias, praias infantis, bowling e uma grande promenade à beira-mar.
O nosso “pecado do dia” era comprar gelados no Rocambolesc. Esta gelataria recria uma atmosfera de sonho, com decorações bonitas e tubos decorados de vermelho e branco. Somos recebidos com sorrisos e nomes de gelado como: “Que a força esteja contigo” … :) Recomendo o sabor coco e violeta. Há também um grande parque aquático – Aquadiver que visitámos e embora achássemos caro, este foi provavelmente o parque aquático mais simpático que já visitei. Está rodeado pela sombra de pinheiros e relvados para relaxar, bem como espreguiçadeiras. Tem alguns restaurantes (incluindo uma creperia) e lojas (no caso de precisar de um fato de banho adicional), assim como, claro, muitos escorregas e piscinas. Não estava superlotado especialmente na parte da tarde, por isso não havia filas longas ou muito barulho, simplesmente perfeito. Existem diferentes tipos de tobogans para escolher (além de uma enorme piscina jacuzzi), assim como um rio rápido, zig-zags, kamikaze, piscinas para bebés e um templo de divertimento com esconderijos e surpresas.
A gastronomia local: A gastronomia local é excelente e acessível. Onde quer que vá, poderá encontrar menus de almoço e jantar a um preço razoável Pode encontrar salsichas, vitela, peixe fresco e também pratos vegetarianos como tapas de tomate e pimentos padron.
O Suquet de peix foi um dos meus favoritos, um guisado de peixe saboroso feito com diferentes tipos de peixe e arroz preparado com tinta de lula. Também muito popular, são os camarões de Palamos que eram um pouco caros, mas também os mais doces e saborosos que já experimentei. Os vinhos são maravilhosos, bebe-se facilmente sem dar por isso ou apenas sentindo muito prazer …
O nosso itinerário:
Dia 1 – Chegada a Barcelona e ida para Costa Brava. (cerca de 1h30m a 2h de carro)
Poderá alugar um carro no aeroporto de Barcelona ou reservar um táxi, mas esta última opção é muito mais cara, a não ser que tenha dinheiro extra para gastar.
Dia 2 – Praia Cap Roig (5 minutos a pé do quarto)
Ainda me lembro como me senti da primeira vez que vi esta praia …
Era um domingo e nós decidimos passar este primeiro dia a relaxar na praia, explorando a área do hotel, brincando com as crianças na piscina e descansando do nosso voo. Também pode reservar uma massagem praia, na espreguiçadeira (o kash experimentou e gostou) e há também um bom ‘Chiringuito’ que serve ótimos mojitos e tapas. A água é absolutamente translúcida, pode até ver os peixes a nadar ao redor dos seus pés. Almoço: Pizza no hotel. A vegetariana era muito boa. Outras opções são hambúrgueres ou massas que funcionam muito bem se estiver a viajar com crianças. Tenho notado que muitos locais traziam também o seu próprio piquenique para a praia, colocam uma toalha grande e compartilham uma refeição com sua família “Gaspacho, azeitonas, tapas e melancia» – uma deliciosa idéia!
Dia 3 – Girona (40 minutos)
Manhã: Tivemos uma ótima visita guiada a esta cidade medieval, principalmente dirigida às crianças. Gostamos imenso da Margarita (a nossa guia). Às vezes pode ser difícil andar a pé numa cidade, especialmente quando o sol queima e as crianças estão constantemente a perguntar quando é que vamos voltar para a piscina. Mas quando se tem a sorte de ter um guia que fala diretamente para elas e envolve-as na descoberta da cidade, faz uma enorme diferença. Este foi o caso, assim como na maioria dos passeios que fizemos na Costa Brava. – 5 estrelas De mapa na mão, cruzamos a ponte de Eiffel sobre o rio Onyar, fomos ver o bairro judeu e algumas áreas onde o filme Guerra dos Tronos foi filmado. Nós também visitamos algumas lojas originais, subimos os degraus da catedral e caminhamos ao longo das ruas estreitas e pitorescas. Esta cidade medieval é cercada por muros e poderá caminhar ao longo de algumas partes para admirar as vistas panorâmicas sobre a paisagem. Há também um ótimo museu para famílias chamado de Museu do Cinema, que lhe permite jogar com sombras, entre outras experiências interativas, mas infelizmente estava fechado naquele dia. Uma das melhores épocas para visitar Girona é durante o festival da Flor em maio, onde durante 10 dias, a cidade inteira está decorada com flores e instalações artísticas nos monumentos, pátios e jardins. Vimos algumas fotos – parece bonito!
Girona tem muitas histórias engraçadas.
A bruxa da Catedral, uma mulher que era uma bruxa e insultava as pessoas religiosas atirando pedras. Um dia, ela tornou-se numa pedra e poderá vê-la nas paredes como uma gárgula.
Quando caminhar ao longo do bairro judeu poderá ver onde os judeus mantinham a sua caixa de orações ao sair / entrar em casa. Uma vez que deixaram a cidade, levaram a caixa com eles, mas ainda poderá ver o seu local curioso.
Uma das coisas que me chamou a atenção foram as moscas como um símbolo da cidade. Isto está relacionado com a lenda de San Narcís – o bispo. Quando o rei de França invadiu Girona e queimaram a cidade, o túmulo de San Narcís abriu e milhares de moscas saíram para morder os inimigos que assim morreram e a invasão terminou.
Há também uma lenda que diz que quem quiser voltar a Girona, precisa de tocar na leoa, e assim o fizemos …
Almoço: Le Bistrot Cary Grant e Ingrid Bergman gravaram uma cena no Al Bistrot de ‘la Pujada de Sant Domènec’ – Notorius 1946 d’Alfred Hitchcock. Pode imaginar quão cheio de caracter é este restaurante … Tem aquela atmosfera vintage, com belos azulejos no chão e mobiliário clássico. A comida é típica desta região e servem pratos como bochechas de porco, bacalhau e pizzas para as crianças. As sobremesas eram super!
Tarde: Castelo Púbol (35 minutos) Este é um edifício medieval que Salvador Dali decorou para oferecer à sua musa e mulher – Gala. Este oásis era seu refúgio e as pessoas só podiam visitá-la por convite escrito. Os 3 andares do castelo abrem para um belo pátio interior e um jardim com uma piscina e esculturas de Dali. Dentro da casa poderá admirar o belo tecto pintado na sala principal, a cozinha, o quarto, a casa de banho e até mesmo sua impressionante coleção de vestidos de Dior. A garagem também merece uma visita com carros clássicos. O túmulo de Gala também pode ser visitado aqui. O jardim é muito sonhador e o som da cascata na piscina leva-nos a um mundo distante. Morada: Gala Dalí Square E-17120 Púbol-la Pera
Dia 4 – Figueres (1 h de carro)
Manhã: Passamos a manhã na praia do hotel, não conseguimos evitar … :).
Pelas 12:00 fomos para Figueres e chegamos por volta da hora do almoço. O estacionamento era fácil na Costa Brava, há muitos lugares de estacionamento, alguns são pagos, outros gratuitos.
Figueres é a cidade natal de Salvador Dali. Esta cidade é muito bonita, tem áreas agradáveis, com uma “rambla”, onde os moradores se reúnem, um museu do brinquedo (muito popular), boas lojas, cafés antigos, hotéis e restaurantes.
O principal motivo que traz os visitantes cá é o famoso Museu de Dalí.
Almoço: La Taverna del Barril Veil Fomos atraídos pela atmosfera acolhedora e o feeling local. Eles oferecem um menu de 12,5 € almoço, que é ótimo e a comida era surpreendentemente boa. Eu provei uma ótima salada como entrada, salmão grelhado e uma mousse de chocolate celestial. O Vinho, como sempre – ótimo. Esperamos algum tempo até ser servidos, mas enquanto esperávamos ofereceram-nos uma entrada saborosa com espargos, ovos e chouriço. No final da refeição, o chef veio saudar-nos à mesa o que nos fez sentir bem-vindos e com vontade de lá voltar … Morada: Carrer Dels Tints, 7, 17600, Figuere
Tarde: Visita Guiada no Teatro – Museu Dalí Marta era o nome da nossa guia e o seu amor e entusiasmo pela arte de Dali foi contagiante … “Dali era como uma criança pequena ‘- disse ela. Sabem, como algumas crianças na escola, sempre a chamar a atenção, como que dizendo “olhem para mim”! Mas a sua criatividade e imaginação eram geniais. Este não é um museu chato, é divertido! Irão ver ;) Vou fazer-lhes muitas perguntas e vocês têm que responder à primeira coisa que vier à vossa cabeça. Prontos? “
E assim foi, guiando-nos através deste museu construído sobre as ruínas de um teatro romano, contra todas as probabilidades. As pessoas pediam a Dali para construir o seu museu em Barcelona, Paris, Nova York, mas ele já tinha tomado uma decisão: “Será em Figueres, a minha cidade natal.” Todo o museu é espetacular, aqui pode sentirá o seu grande trabalho e a sua atenção aos detalhes, tão visível nesta obra-prima.
A principal mensagem deste museu para mim, foi a de que a arte não tem que ser séria e que, no mundo dos sonhos tudo é possível – criar é sonhar acordado.
Exemplos? Há um cadillac no público do teatro que ao se inserir uma moeda chove dentro do carro e um guarda-chuva preto abre no topo do carro. O teto do museu assemelha-se a dois olhos de moscas – ele adorava as moscas de Cadaqués e colocava mel no seu bigode para que elas pudessem lá pousar… Há uma pintura na parede lateral do teatro que à primeira vista parece uma mulher (Gala) Contemplando o Mar Mediterrânico, mas se olhar usando o telefone ou a 20 metros de distância, é um retrato de Abraham Lincoln. Poderá ver muitos monstros com gavetas que saiem dos seus corpos. Ele acreditava que o nosso corpo têm gavetas onde mantemos os nossos segredos. Ele também manteve os seus segredos num pequeno cofre de veludo vermelho – uma sala do tesouro com suas jóias de assinatura e suas pinturas favoritas. Uma deles é a Leda Atomica – inspirada no mito de Leda e o cisne, que ele adorava, daí a sua obsessão pelos ovos. O mito de Leda conta que Zeus, estava apaixonado por Leda, mas ela rejeitou-o pelo que se transformou num cisne para a conseguir seduzir. O ovo que resultou desta união deu à luz gêmeos: um imortal e outro mortal. Dali acreditava que ele e Gala eram gêmeos imortais e ele queria que o tempo parasse (que é o significado por trás dos relógios derretidos das suas pinturas) para que pudessem viver para sempre, adorava a imortalidade.
Outra parte divertida do museu é a Sala May West. Dali sentia-se inspirado pelos lábios sensuais desta artista norte-americana e criou uma pintura inspirada no seu rosto onde o nariz se torna a lareira, os olhos tornaram-se pinturas, o cabelo torna-se nas cortinas e os seu lábios se tornam no famoso ‘Mae West Lips sofa’. A visita terminou com atividades divertidas para levar para casa inspirados pela criatividade de Dalí. Morada: Plaça Gala i Salvador Dalí, 5 17600 Figuere
Dia 5 – Palafrugell (40 minutos)
Palafrugell é outra cidade vale a pena visitar na Costa Brava. Marta guiou-nos através desta sua cidade, como uma amiga, levou-nos aos seus lugares favoritos e contou-nos as histórias por trás destes. Palfrugell tem ruas estreitas e animadas praças onde as pessoas se cumprimentam. Fiquei com a sensação de que esta pequena cidade é daquelas onde “ alguém conhece alguém que sabe quem tu és” – Senti-me em casa.
O mercado é impressionante com variedade de frutas, vegetais, “chouriço” e marisco. Há também muitos edifício interessantes na cidade onde os moradores se reúnem para ficar contar as notícias do mundo, seja dia ou noite. Também subimos à torre moderna catalã de Can Mario, perto do museu de cortiça. Era usada como um tanque de água e agora é o símbolo de Palafrugell. Na entrada há um túnel que exibe a história deste lugar e, em seguida, simula água caindo suavemente antes de subir os degraus que nos levarão a 30 metros de altitude. Quando chegamos ao topo, a vista de 360º é absolutamente arrebatadora e prolonga-se no mar . De lá seguimos para o farol de Sant Sebastià que oferece fantásticas vistas sobre a baía de Llafranc, enseadas de Calella, Cap Roig e Palamós. Depois fomos para a praia de Llafranc. Esta é uma área muito agradável com muitos restaurantes (incluindo um restaurante com estrela Michelin chamado “Casamar’) algumas lojas e cafés. A partir daqui poderá fazer caminhadas ao longo de parte do famoso caminho à beira-mar ‘ Cami de Ronda ‘.
Almoço: La Llagosta Nós escolhemos este restaurantes pelos seus bons comentários no tripadvisor e localização à beira-mar, mesmo em frente à praia de Llafranc. O staff era bem disposto e profissional e serviam comida catalã com um toque moderno. Excelente apresentação e sabor. As sobremesas também eram ótimas. Havia um menu para crianças, mas não para adultos. Provei os camarões Palamos – celestiais. Morada: c/ Francesc de Blanes, 24, 17211 Llafranc
Tarde: Caminhamos ao longo de parte do Cami de Ronda de Llafranc e as vistas são de tirar o fôlego, como já nos acostumamos…Vemos muitas famílias a passear de caiaque ao longo da costa ou a pé neste mesmo caminho, no entanto nalgumas partes do passeio não havia ninguém, só nós e o mar.
Dia 6 – Cadaqués + Cap de Creus (2 horas de carro)
Manhã: Cadaqués é uma das mais pitorescas cidades bonitas, que eu já vi … tem um pouco da Grécia com casas caiadas de branco e portas azuis turquesa decoradas com bungavilleas e pavimentos apedrejados estreitinhos. Tem um pouco de França, devido à sua proximidade com a fronteira e alguns pratos vindos do outro lado. Tem um pouco de Portugal com alguma semelhança às vilas de pescadores do Algarve e as suas enseadas com praias ensolaradas à beira-mar. Está aninhada numa bela baía com águas azuis cristalinas e muitos barcos de pesca coloridos. A maioria das casas têm acesso directo ao mar, e enquanto que a maioria dos moradores dorme a sesta, os visitantes gastam o seu tempo na praia ou a desfrutar de uma cerveja fresca numa das muitas esplanadas à beira-mar.
Tarde: Visitamos a Casa de Salvador Dalí em Portlligat. Esta casa foi onde ele viveu e trabalhou de 1930 a 1982. Ele deixou de lá viver depois de que a sua esposa, Gala morreu. Ele gostava do isolamento, das vistas e da luz deste lugar. Localizado em Portlligat, a poucos minutos do centro da cidade, tinha acesso directo a uma baía deslumbrante que ele aproveitava ao máximo, fosse através de espelhos estrategicamente localizados na casa para ver o nascer do sol / por do sol desde a sua cama ou através de janelas abertas em, provavelmente, todas as divisões. A sua casa é um labirinto desde que a criou, pouco a pouco, adicionando um novo quarto ao mesmo ritmo que cada novo impulso surgia em suas vidas; louco e bonito como o artista.
O que eu mais gostei? Das flores amarelas que a sua esposa Gala espalhava por lugares incomuns, como em cima do guarda-roupas em volta dos espelhos e janelas. A piscina onde pode imaginar as festas insanas lá realizadas. A sala oval com travesseiros perfeitamente alinhados e uma acústica especial … O jardim de oliveiras, lado a lado com cadeiras de madeira, e um “pronto para aterrar” convite para aproveitar o sol que beijava as vistas. Os guarda-roupas cobertos de fotos a preto e branco de íntimos, significativos e engraçados momentos das suas vidas.
Almoço: El Barroco Fizemos uma refeição libanesa num restaurante chamado ‘El Barroco’, que foi decorados e frequentemente visitado pelo próprio Dali. A comida pode variar de vegetariana ou não vegetariana e pode ser acompanhada de cervejas Beirute. Morada: Carrer des Pla d’en Retalla, 2, 17488 Cadaqués
Tarde: Cap de Creus Depois do almoço, visitamos o ponto mais oriental da Espanha – Cap de Creus. Cap de Creus é mais outra localização deslumbrante e deserta na Costa Brava, a 672 metros de altitude do mar e da natureza. Quando digo deserta, isso não significa que não vai encontrar outros visitantes. Irá encontrá-los a fazer ciclismo no seu caminho ao longo da estrada: o pai à frente seguido dos dois filhos e a mãe para trás, vai encontrar casais caminhando rumo às praias desertas de areia dourada e famílias juntas para uma selfie. Em relação à rocha que inspirou a pintura de Dali, eu não consegui encontrá-la. Estava demasiado ocupada a admirar a vista, olhando para o mar ao longe, deliciando-me com os rostos surpreendidos dos meus filhos e a satisfação dos meus pais por terem tido o prazer de conhecer esta parte do mundo. Uma experiência que recomendo.
Dia 7 – Aeroporto de Barcelona (1 h30m de carro)
Manhã: Passamos a manhã a apreciar os últimos minutos das férias na praia de Belladona. Foi difícil deixar esta bela parte do mundo.
Entregamos o carro alugado à chegada no aeroporto. Voo directo para Madeira (3 horas, e…Casa :))
O melhor da Costa Brava?
As praias são absolutamente deslumbrantes e há uma atmosfera especial e convidativa no ar.
Cami de Ronda é como um caminho de fadas ao longo da costa sobretudo no início da manhã, quando és, só tu e o mar.
Além disso, seguir os passos de Dali foi um privilégio. Este é um destino verdadeiramente familiar (amigável, também pet-friendly). Poderá encontrar muitas atrações divertidas, excelentes parques infantis e a maioria dos restaurantes oferecem menus para crianças. A comida é realmente boa.
Algum conselho? Ficar mais tempo do que nós. Uma semana é muito pouco para desfrutar da paisagem num ritmo lento. Se possível ficar pelo menos 10 dias ou 2 semanas, ou então, regresssar no ano seguinte.
Conclusão?
Leve a sua família a visitar a Costa Brava.
Tem muito para ver e fazer e também tem tudo para desfrutar de umas férias sem ‘stress’.
Mostre-lhes as vistas, conte-lhes as histórias, visite os museus, leve-os a conhecer Dali, desfrute das praias, faça caminhadas e partilhe grandes refeições à beira do mar Mediterrâneo.
A felicidade mora nesta Costa Brava.
Um grande obrigada ao Turismo da Costa Brava por todo o apoio que me deu na organização desta viagem e ao Kash que há anos me anda a dizer: “Tu ias adorar visitar a Costa Brava!” :)
“Douradas” e a Minha Tia Maria: O Doce Sabor do chá da tarde na Madeira
A Madeira é conhecida pelas suas ricas tradições culinárias. Entre as muitas especialidades regionais, há um doce que ocupa um lugar especial no coração dos madeirenses: as douradas, uma receita simples e doce, muitas vezes preparada para o chá da tarde ou para o pequeno-almoço.
Para mim, as douradas vão estar sempre ligadas à minha Tia Maria, a minha tia-avó que viveu connosco e que enchia a nossa casa de paciência e das refeições mais reconfortantes.
O que são as “douradas” madeirenses?
Ao contrário do peixe também chamado “dourada” em Portugal, as douradas madeirenses são um doce tradicional, semelhante a sobremesas fritas festivas como os “sonhos”. O nome “douradas” vem da palavra dourado, que descreve perfeitamente a sua cor depois de fritas.
Ao final da tarde, a minha Tia Maria ia até à cozinha e começava a preparar douradas. Não com receitas complicadas, mas com algo simples e familiar: pão.
Ela pegava em fatias de pão (muitas vezes papo-seco do dia anterior), passava-as em ovo batido e fritava-as até ficarem douradas. O cheiro espalhava-se por toda a casa. Quente, doce e impossível de ignorar.
Ela nunca media nada. Não precisava de receitas. As suas mãos sabiam exatamente o que fazer.
O sabor do céu
Comíamo-las ainda quentes, ao chá da tarde, muitas vezes acompanhadas por chá ou um copo de leite morno.
O exterior ficava ligeiramente crocante. O interior, macio e rico por causa do ovo. O açúcar por cima derretia ligeiramente, criando a doçura perfeita, e a canela o toque final.
Sabia a céu.
Hoje percebo que não era apenas o sabor. Era a sensação. O conforto. O carinho que existia nessas tardes tranquilas.
Eram simples. Mas, para mim, era especial..
Como fazer douradas tradicionais da Madeira
Esta é a forma simples e autêntica como as douradas têm sido feitas nas casas madeirenses ao longo de gerações.
Ingredientes
4–6 fatias de pão
2 ovos
1 chávena de leite
1 colher de açúcar
Óleo vegetal ou manteiga para fritar
Açúcar para polvilhar a gosto
Canela em pó
Preparação
Bata os ovos com uma colher de açúcar e uma chávena de leite numa tigela até ficarem bem misturados
Aqueça uma camada fina de óleo ou uma colher de manteiga numa frigideira, em lume médio.
Passe cada fatia de pão no ovo batido, cobrindo ambos os lados.
Coloque o pão na frigideira quente e frite até ficar dourado de um lado.
Vire e frite o outro lado até ficar igualmente dourado.
Retire e coloque sobre papel absorvente para remover o excesso de gordura.
Ainda quentes, polvilhe com açúcar e, se desejar, um pouco de canela.
Sirva quentes, de preferência ao chá da tarde ou ao pequeno-almoço.
Porque partilhei este vídeo
Partilhei este vídeo no meu canal de YouTube, enquanto fazia douradas com a minha mãe.
Esta receita não pertence a um livro. Pertence à memória. A minha Tia Maria já não está aqui, mas continua presente nestes pequenos gestos.
As douradas lembram-me que as receitas mais simples são muitas vezes as mais especiais. Transportam histórias. Transportam pessoas. Transportam amor.
E sempre que as faço, ela está comigo.
E pergunto-me…
As douradas (ou talvez outra receita) também vos trazem memórias?