People & Travel Stories
Leave a comment

From Madeira to Mars goes to FNAC! From Madeira to Mars vai à FNAC!

[:en]

From Madeira to Mars goes to FNAC!

FNAC MADEIRA

FNAC and I, an old love.
I first met FNAC when I lived in Paris.
I was part of the ERASMUS program, on an internship at École Veterinaire de Maisons Alfort.One of the advantages of being ERASMUS is to have lots of free time, and get to know other professional and cultural realities. Learning to be alone in a strange country and to discover the stranger in us is perhaps the greatest advantage of all.

With free time and a roommate from Paris, Muriel, I discovered that Parisians have a delightful sense of humour which lead us to unusual places.

It was Muriel who first told me about Cirque du Soleil, who taught me how to eat macaroni with grated cheese and nutella and banana crepes. It was she, who took me to the movies to discover one of my favourite films of all time – “The Fabulous Destiny of Amélie Poulain” – yes, I was there in 2001. Walking on the streets of Paris with Muriel was like meeting a new city, running away from the tourists, perhaps as a result of having a house in the 9th arrondissement, right next to the madness of Pigalle and the Sacré Cour.

It was also in Paris that I discovered second-hand shops selling psychedelic pink lights that I hung on the curtains of my dorm room at the university residence.

It was also in Paris that I discovered that there was a guide called “Paris pas cher” that became my bible and led me to the FNAC Shop. FNAC (Fédération nationale d’achats pour cadres) was founded in an apartment in Paris in 1954 by two friends, André Essel and Max Théret. It started out as a private club and anyone who was associated could buy products with considerable discounts.

Its purpose was to make sure the pleasure of discovering new cultures and technologies was more accessible. This wonderful world of music and books where, in addition to the price (pas cher), I could spend endless hours, lying on extremely comfortable sofas, taking books off the shelves and leafing through them unashamedly. I kept waiting for the rain to stop, even if it did not rain outside. It had everything, photography, travel guides, technical books, movies, novels and horror. As for the music, they had headphones scattered around the store, with a loud and clear sound. One could just choose the last single and dance as if no one was watching.

What I liked the most about FNAC was that power and freedom of choice. The books and CDs were open, hand-sowed, waiting to be devoured, without the austerity and silence of a library. Needless to say, my Lisa Ekdahl cd purchased at FNAC from the at the time, came with me to Madeira.

Back in Portugal, CHIADO’s FNAC continues to be one of my favourite Lisbon stores. The advantages of a great city? I began to watch the concerts of FNAC, interviews and releases of singles and books. Next to the cafe, there was a sofa right next to a typical charming window, which made the perfect nook of contemplation with a coffee in hands and a book in my bag.

Oh my joy, when in 2006 the FNAC arrived in Madeira!

Oh my joy when I was invited by Bruno Olim, communication officer of FNAC Madeira, for a partnership and photography exhibition at FNAC MADEIRA!

It is with great pleasure that I invite you to visit FNAC Madeira.

Even if the sun shines outside, get lost in this world of books and music and go on a journey from Madeira to Mars, and maybe pretend to be an Erasmus in Paris ;)
The exhibition is opened on June 9 and includes some photographs of my trips and short excerpts from the blog. See you there?

FNAC MADEIRA[:pt]

From Madeira to Mars vai à FNAC!

FNAC MADEIRA

A FNAC e eu, um namoro antigo.
Conheci a FNAC pela primeira vez quando vivia em Paris.
Fazia parte do programa ERASMUS, em estágio na École Veterinaire Maisons Alfort.
Uma das vantagens de ser ERASMUS é ter montes de tempo livre, e conhecer outras realidades profissionais e culturais.
Aprender a estar sozinha, num país estranho e a descobrir o estranho que há em nós, é talvez a maior vantagem.

Com tempo livre e uma colega de quarto parisiense, a Muriel, descobri que os parisienses têm um sentido de humor delicioso e que nos leva a encantos invulgares.

Foi a Muriel que me falou do Cirque du Soleil pela primeira vez, que me ensinou a comer macarrão com queijo ralado e crepes com nutella e rodelas de banana. Foi ela que me levou ao cinema para descobrir um dos meus filmes favoritos de todo o sempre – “O Fabuloso destino de Amélie Poulain” – sim, foi em 2001. Caminhar nas ruas de Paris com a Muriel era como conhecer uma nova cidade – fugia a sete pés das ruas movimentadas com turistas, talvez consequência de ter uma casa  no “9ª arrondissement”, mesmo ao lado da loucura de Pigale e do Sacré Cour.

Foi também em Paris que descobri as lojas em segunda mão, onde se vendiam luzes psicadélicas cor-de-rosa que eu pendurava nas cortinas do meu quarto, na residência universitária.

Foi também em Paris que descobri que havia um guia chamado “Paris pas cher” que se tornou a minha bíblia e que me levou ao encontro da FNAC.

FNAC (Fédération nationale d’achats pour cadres ou Federação nacional de compras para executivos) foi fundada num apartamento em Paris, em 1954, por dois amigos, André Essel e Max Théret. Começou por ser um clube privado e quem fosse associado podia comprar produtos com descontos consideráveis.

O seu objetivo era exaltar o prazer da descoberta de culturas e tecnologias. Esse mundo maravilhoso de música e livros onde além do preço atrativo (pas cher), podia passar horas sem fim, deitada em sofás extremamente confortáveis, a tirar livros das prateleiras e a folheá-los sem pudor. Ficava à espera que a chuva parasse, mesmo que não chovesse lá fora. Havia de tudo, fotografia, guias de viagens, livros técnicos, filmes, romances e terror. Quanto à música, tinham vários auscultadores espalhados pela loja, com um som alto e límpido, era só escolher o último single e dançar como se ninguém estivesse a ver.

O que mais gosto da FNAC é desse poder e liberdade de escolha. Os livros e os CD’s estão abertos, à mão de semear, à espera de serem colhidos e devorados, sem a austeridade e o silêncio de uma biblioteca. Escusado será dizer que o meu CD da Lisa Ekdahl comprado na FNAC Paris na altura, veio comigo para a Madeira.

De volta a Portugal, a FNAC do CHIADO continua a ser uma das minhas lojas preferidas em Lisboa. As vantagens de uma grande cidade? Comecei a assistir aos concertos da FNAC, entrevistas, exposições de fotografia, lançamentos de singles e de livros. Junto ao café, havia um sofá mesmo ao lado de uma mini-janela, que fazia o recanto perfeito da contemplação do fim de semana, com um café nas mãos, uma máquina fotográfica e um livro na bolsa.

Qual não foi a minha alegria quando em 2006, a FNAC chegou à Madeira!

Qual não foi o meu espanto quando fui convidada pelo Bruno Olim, responsável de comunicação da FNAC Madeira, para uma exposição de fotografia na FNAC MADEIRA.

É com muito prazer que vos convido a visitar a FNAC.
Mesmo que o sol brilhe lá fora, percam-se neste mundo de livros e de música e façam uma viagem da Madeira até Marte, passando por Paris…
A exposição é já no dia 9 de Junho e inclui algumas fotografias e pequenos textos do blogue.
Estão todos convidados! Até lá!

FNAC MADEIRA[:]

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.