Viagens em família
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Uma semana na Costa Brava – um guia de viagem para famílias

Uma semana em Costa Brava
– Um guia de viagem para famílias.

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Discordo quando as pessoas dizem que ter filhos e viajar são duas opções opostas na vida.

Na verdade, acho que estas são as melhores partes da minha vida, e poder ter ambos é como ganhar a lotaria.

Acrescente-lhe um destino de férias perfeito, e os seus desejos tornam-se realidade – a felicidade existe.

Quando era criança, os meus pais faziam questão de poupar algum dinheiro ao longo do ano para garantir que poderíamos viajar em família. Qualquer que fosse o destino escolhido, o verão inclui os seguintes essenciais; apanhar um avião, relaxar à beira-mar e divertir-se.

Julgo que as melhores recordações da minha infância realizaram-se durante as férias de verão.

Recordações…
Fazer as malas, entrar no avião, e sentir-me a miúda mais sortuda à face da terra, por ter conseguido o lugar à janela.
A emoção de descobrir uma nova cidade (que mantenho ainda hoje)
Jogar às cartas toda a tarde, enquanto escutava Gipsy Kings na varanda do hotel
Flutuar no colchão em forma de crocodilo, nos intervalos de competições intituladas “o melhor mergulho do ano”.
O riso dos meus pais, aliviados das suas preocupações de trabalho.

Este ano, a minha família foi à Costa Brava.

Já tinha ouvido falar sobre a Costa Brava, mas nunca tinha conhecido alguém que lá tivesse passado umas férias em família.
Após alguma pesquisa, decidi que seria a primeira dos meus amigos a contar a história. Um voo direto da Vueling para Barcelona, facilitou a decisão final.

Aqui partilho as minhas memórias:

Onde fica a Costa Brava?

A Costa Brava fica na província de Girona, na costa nordeste da Espanha, na Catalunha. É conhecida por ser um destino com praias beijadas pelo Mar Mediterrâneo, pela história local e excelente comida.
Uma das outras razões que atrai visitantes à Costa Brava é o chamado triângulo de Dalí. Salvador Dalí, deixou uma enorme marca nesta região e os turistas podem descobri-la em 3 locais: O Teatro-Museu Dalí, em Figueres, a Casa-Museu Dalí, em Portlligat (Cadaqués) e o Castelo Gala-Dalí em Púbol.

O nosso hotel:

Ficamos alojados no Silken Park Hotel San Jorge, Platja d’Aro

Morada: Avenida de Andorra, 28, 17250 Platja d’Aro, Spain
Custo: a partir de 50€/por noite
Reserve aqui.

Este hotel de 4 estrelas, tem as mais belas paisagens que possa imaginar, elevando-se acima de duas praias (Cap Roig e Belladona), aninhadas em enseadas, e rodeada por pinheiros.


Demorávamos, literalmente, a 5 minutos a pé, desde o nosso quarto à praia … Que mais se pode desejar…!

Em termos de instalações, este hotel é muito agradável, com muita luz e uma decoração predominantemente branca, que o torna muito relaxante, o contraste perfeito com o azul exterior do mar Mediterrâneo. Para mim, a melhor divisão do hotel é o terraço que oferece vistas deslumbrantes. Poderia lá passar o dia inteiro, a ler livros, a saborear cocktails ou refeições como o pequeno-almoço.

O quarto era espaçoso (é possível juntar uma cama extra para as crianças) e muito limpo, com uma boa casa de banho e uma varanda com espreguiçadeiras.
Tem uma localização ideal para relaxar na praia ou combinar com diferentes excursões na região, que era o nosso principal objetivo.

Em termos de entretenimento, Platja d’Aro tem muitas lojas, restaurantes, bares, gelatarias, praias infantis, bowling e uma grande promenade à beira-mar.




O nosso “pecado do dia” eram os gelados no Rocambolesc. Esta gelataria recria uma atmosfera sonhadora, com decorações bonitas. Somos recebidos com sorrisos, e nomes de gelado como: “Que a força esteja contigo” … 🙂 Sugiro o sabor coco e violeta.

Há também um grande parque aquático – Aquadiver que embora achássemos caro, foi provavelmente, o parque aquático mais original que já visitei. Está rodeado pela sombra de pinheiros e tem relvados para descansar com espreguiçadeiras. Existem alguns restaurantes (incluindo uma creperia) e lojas, assim como, claro, muitos escorregas e piscinas. Não estava superlotado, sobretudo na parte da tarde, por isso não haviam filas longas ou muito barulho. Encontramos diferentes tipos de tobogans (além de uma enorme piscina jacuzzi), assim como um rio rápido, zig-zags, kamikaze, piscinas para bebés e um templo de divertimento com esconderijos e surpresas.



Morada: Ctra. Circumval·lació S/N 17250 Castell-Platja d’aro
Custo: 33€ adultos (a partir de 1,20 metros de altitude)
19€ (menos de 1,20 metros de altitude ou senior + 65 anos)
Bebés não pagam (menos de 0,80 metros)

A gastronomia local:
Excelente e acessível. Onde quer que vá, poderá encontrar menus de almoço e jantar a um preço razoável, cerca de 15 €. Além de peixe fresco existem também bons pratos vegetarianos como tapas de tomate e pimentos padron.


O Suquet de peix foi um dos meus pratos favoritos – um guisado saboroso feito com diferentes tipos de peixe e arroz preparado com tinta de lula. Embora sejam um pouco caros, os camarões de Palamos são muito doces e saborosos.

Os vinhos são maravilhosos, bebe-se facilmente sem dar por isso, ou com muito prazer …

O nosso itinerário:

Dia 1 – Chegada a Barcelona e ida para Costa Brava. (cerca de 1h30m a 2h de carro)
Poderá alugar um carro no aeroporto de Barcelona, ou reservar um táxi, mas esta última opção é muito mais cara.

Dia 2 – Praia Cap Roig (5 minutos a pé do quarto) Ainda me lembro, como me senti, na primeira vez que olhei para esta praia …

Era domingo e decidimos passar o primeiro dia a relaxar na praia, para explorar o hotel, brincar com as crianças na piscina e recuperar do voo. É possível reservar uma massagem nas espreguiçadeiras da praia, e há lá um bom ‘Chiringuito’ com ótimos mojitos e tapas. A água é absolutamente translúcida, podemos até ver os peixes a nadar ao redor dos nossos pés.
Almoço:
Pizza vegetariana no hotel,  muito boa. Tem outras opções como hambúrgueres ou massas, que fazem sempre sucesso com as crianças.
Reparei que muitos locais trazem um piquenique para a praia, para compartilhar uma refeição em família: gaspacho, azeitonas, tapas e melancia…

Dia 3 – Girona (40 minutos)
Manhã:
Fizemos uma ótima visita a esta cidade medieval, dirigida sobretudo, às crianças. Margarita foi a nossa guia. É especialmente difícil, andar a pé numa cidade com crianças, quando o sol queima e  estão constantemente a perguntar quando é que voltamos para a piscina. Mas quando temos a sorte, de ter uma guia que fala diretamente para as crianças e as envolve na descoberta da cidade, a experiência é completamente diferente. Foi o caso desta visita guiada, assim como da maioria das excursões que fizemos na Costa Brava – 5 estrelas. De mapa na mão, cruzamos a ponte de Eiffel sobre o rio Onyar, fomos ver o bairro judeu e algumas áreas onde o filme Guerra dos Tronos foi filmado. Visitamos algumas lojas originais, subimos os degraus da catedral e caminhamos ao longo de ruas estreitas e pitorescas.






Esta cidade é cercada por muralhas, e caminhamos ao longo de alguns troços para admirar as vistas panorâmicas. Em Girona, há também um famoso museu para famílias, chamado de Museu do Cinema, que oferece experiências interativas, tais como jogos de sombras, mas infelizmente nesse dia estava fechado.




Uma das melhores épocas para visitar Girona é em maio, durante o Festival da Flor. Ao longo de 10 dias, a cidade fica toda decorada com flores e instalações artísticas nos monumentos, pátios e jardins.

Girona tem muitas histórias engraçadas, como a bruxa da Catedral – uma bruxa que insultava os religiosos atirando-lhes pedras, até que um dia, se transformou numa pedra. Pode vê-la nas paredes da Catedral como gárgula.

No bairro judeu, umas das curiosidades é ver onde os judeus guardavam a sua caixa de orações – na entrada de casa. Quando deixaram a cidade, levaram a caixa com eles, mas ainda poderá ver o seu esconderijo.

Outra curiosidade, são as moscas como símbolo da cidade. Está relacionado com a lenda de San Narcís – o bispo. Quando o rei de França invadiu Girona e queimou a cidade, o túmulo de San Narcís abriu, e milhares de moscas dali saíram para morder os inimigos, que assim morreram e a invasão terminou.

Outra das lendas, diz que quem quiser voltar a Girona tem que tocar numa estátua em forma de leoa, e assim fizemos …

Almoço:
Le Bistrot
Cary Grant e Ingrid Bergman gravaram uma cena no Al Bistrot de ‘la Pujada de Sant Domènec’ – Notorius 1946 d’Alfred Hitchcock.
Pode imaginar quão cheio de caracter é este restaurante …

Tem uma atmosfera vintage, com belos azulejos no chão e mobiliário clássico. A comida é a típica da região, com pratos como bochechas de porco, bacalhau. As sobremesas eram ótimas, o vinho delicioso e um menu de 3 pratos custou 15 € (vinho inclusive).

Tarde: Castelo Púbol (35 minutos)
Este é um edifício medieval que Salvador Dali decorou para oferecer à sua musa e mulher – Gala. Este oásis foi o seu refúgio e as pessoas só podiam visitá-la por convite escrito.

Os 3 andares do castelo abrem para um belo pátio interior, onde existe um jardim com piscina e várias esculturas de Dali. Dentro da casa, poderá admirar o belo tecto pintado na sala principal, a cozinha, o quarto, a casa de banho e até uma impressionante coleção de vestidos de Dior.

A garagem também merece uma visita, com belos carros clássicos.

Gala também está aqui sepultada e o seu túmulo pode ser visitado.
O jardim é sonhador e juntamente com som da cascata na piscina, transporta-nos a um mundo surreal.



Morada: Gala Dalí Square E-17120 Púbol-la Pera
Custo: 8 € (Grátis para crianças com menos de 8 anos)

Dia 4 – Figueres (1 h de carro)

Manhã:
Passamos a manhã na praia do hotel, não conseguimos resistir … :).

Pelas 12:00 fomos para Figueres, onde chegamos por volta da hora do almoço. O estacionamento é relativamente fácil na Costa Brava, com lugares de estacionamento pagos e gratuitos.

Figueres é a cidade natal de Salvador Dali. É muito bonita, amigável, com uma “rambla”, onde os  locais se reúnem em bancos de jardim, um museu do brinquedo (muito popular),  cafés antigos, hotéis e restaurantes.

Mas o principal atrativo de Figueres é o famoso Museu de Dalí.

Almoço:
La Taverna del Barril Veil
Fomos atraídos pela atmosfera acolhedora e autêntica do local. Tem um  menu de 12,5 € ao almoço, com ótimas sugestões. Provei uma salada como entrada, salmão grelhado e uma mousse de chocolate. O vinho, como sempre, não desapontou. Esperamos algum tempo para sermos servidos, mas enquanto isso, ofereceram-nos uma entrada saborosa com espargos, ovos e chouriço. No final da refeição, o chef veio saudar-nos à mesa, o que nos fez sentir bem-vindos e com vontade de repetir a experiência …

Morada: Carrer Dels Tints, 7, 17600, Figueres
Custo: 12.5 € o menu de almoço

Tarde:
Visita Guiada no Teatro – Museu Dalí
Marta foi a nossa guia, e o seu amor e entusiasmo pela arte de Dali era contagiante …
“Dali era como uma criança pequena ‘- disse ela, logo no ínicio. “Sabem, como algumas crianças na escola, sempre a chamar a atenção, como que a dizer olhem para mim… a sua criatividade e imaginação eram geniais”…”Este não é um museu chato, é divertido! Irão ver!”
“Vou fazer-lhes muitas perguntas e terão que responder a primeira coisa que vos vier à cabeça. Prontos? “

E assim nos guiou, ao interior deste museu, construído sobre as ruínas de um teatro romano, contra todas as expetativas. As pessoas pediam a Dali para construir o seu museu em Barcelona, Paris, Nova York, mas ele já tinha tomado uma decisão: “Será em Figueres, a minha cidade natal.”
Todo o museu é espetacular. Sente-se a grandiosidade do seu trabalho e a sua atenção aos detalhes – tão visível nesta obra-prima.

Para mim, a principal mensagem deste museu foi a de que a arte não tem que ser séria e que, tudo é possível – criar é sonhar acordado.

Exemplos?
Há um cadillac no centro do teatro, e ao inserir uma moeda no carro chove lá dentro, e em seguida há um guarda-chuva preto que se abre no topo do carro…
O teto do museu assemelha-se a dois olhos de moscas – ele adorava as moscas de Cadaqués e colocava mel no seu bigode para que elas pudessem lá pousar…

Há uma pintura na parede lateral do teatro que à primeira vista parece uma mulher, Gala, contemplando o Mar Mediterrânico, mas se olhar usando o telefone ou a 20 metros de distância, é um retrato de Abraham Lincoln.

Poderá ver muitos monstros com gavetas que saiem dos seus corpos. Ele acreditava que o nosso corpo têm gavetas onde mantemos os nossos segredos.


Ele também manteve os seus segredos num pequeno cofre de veludo vermelho – uma sala do tesouro com as suas jóias de assinatura e as suas pinturas favoritas. Uma deles é a Leda Atomica – inspirada no mito de Leda e o cisne, que ele adorava, daí a sua obsessão pelos ovos.

O mito de Leda conta que Zeus, estava apaixonado por Leda, mas ela rejeitou-o… pelo que se transformou num cisne para a conseguir seduzir. O ovo que resultou desta união deu à luz gêmeos: um imortal e outro mortal. Dali acreditava que ele e Gala eram gêmeos imortais. Ele queria que o tempo parasse (que é o significado por trás dos relógios derretidos das suas pinturas) para que pudessem viver para sempre, adorava a ideia de imortalidade.

Outra parte divertida do museu é a Sala May West. Dali sentia-se inspirado pelos lábios sensuais desta artista norte-americana e criou uma pintura inspirada no seu rosto. O nariz é a lareira, os olhos – pinturas, o cabelo – cortinas e os lábios transformam-se no famoso ‘Mae West Lips sofa’.

A visita terminou com atividades divertidas para os miúdos levarem para casa, inspirados pela criatividade de Dalí.
Morada: Plaça Gala i Salvador Dalí, 5 17600 Figueres
Custo: 14 € (Entrada gratuita para crianças com menos de 8 anos)

Dia 5 – Palafrugell (40 minutos)
Palafrugell é outra cidade vale a pena visitar na Costa Brava. Marta guiou-nos através desta sua cidade, como uma amiga, levou-nos aos seus lugares favoritos e contou-nos as histórias por trás destes. Palfrugell tem ruas estreitas e animadas praças onde as pessoas se cumprimentam. Fiquei com a sensação de que esta pequena cidade é daquelas onde “ alguém conhece alguém que sabe quem tu és” – Senti-me em casa.

O mercado é impressionante com grande variedade de frutas, vegetais, chouriços e marisco.




Há também muitos edifícios interessantes na cidade, onde os moradores se reúnem para contar as notícias do mundo, seja dia ou noite.
Também subimos à torre moderna catalã de Can Mario, perto do museu de cortiça. Era usada como um tanque de água e agora é o símbolo de Palafrugell. Na entrada há um túnel que exibe a história deste lugar e, em seguida, simula água caindo suavemente, antes de subir os degraus que nos levarão aos 30 metros de altitude. Quando chegamos ao topo, a vista de 360º é absolutamente arrebatadora e prolonga-se no mar .
De lá seguimos para o farol de Sant Sebastià, que oferece fantásticas vistas sobre a baía de Llafranc, enseadas de Calella, Cap Roig e Palamós.

Depois fomos para a praia de Llafranc. Esta é uma área muito agradável com muitos restaurantes (incluindo um restaurante com estrelas Michelin chamado “Casamar’) algumas lojas e cafés. A partir daqui, poderá fazer caminhadas no famoso caminho à beira-mar ‘ Cami de Ronda ‘.

Almoço:
La Llagosta
Escolhemos este restaurantes pelos seus bons comentários no tripadvisor, e localização à beira-mar, mesmo em frente à praia de Llafranc. O staff era bem disposto e profissional, serviam comida catalã com um toque moderno. Excelente apresentação e sabor. As sobremesas também eram ótimas. Havia um menu para crianças. Provei os camarões de Palamos – divinais.
Morada: c/ Francesc de Blanes, 24, 17211 Llafranc
Custo: 25-35 € por pessoa

Tarde:
Caminhamos ao longo de parte do Cami de Ronda de Llafranc e as vistas são de tirar o fôlego, como já nos acostumamos nesta costa…Vimos muitas famílias a passear de caiaque ou a pé neste mesmo caminho. No entanto, nalgumas partes do passeio não havia ninguém, só nós e o mar…



Dia 6 – Cadaqués + Cap de Creus (2 horas de carro)
Manhã:
Cadaqués é uma das mais pitorescas cidades que já vi … tem um pouco da Grécia, com casas caiadas de branco, portas azuis turquesa decoradas com bungavilleas e pavimentos apedrejados estreitinhos. Tem um pouco de França, devido à sua proximidade com a fronteira e alguns pratos vindos do outro lado. Tem um pouco de Portugal, com alguma semelhança às vilas de pescadores do Algarve e as suas enseadas com praias ensolaradas. Está aninhada numa bela baía, com águas azuis cristalinas e muitos barcos de pesca coloridos. A maioria das casas têm acesso directo ao mar, e enquanto a maioria dos moradores dorme a sesta, os visitantes gastam o seu tempo na praia, ou a desfrutar de uma cerveja fresca, numa das muitas esplanadas à beira-mar.


Tarde:

Visitamos a Casa de Salvador Dalí em Portlligat. Esta casa foi onde viveu e trabalhou de 1930 a 1982. Deixou de lá viver, quando a sua esposa, Gala, faleceu.
Ele gostava do isolamento, das vistas e da luz deste lugar, a poucos minutos do centro da cidade. A casa tinha acesso directo a uma baía deslumbrante, que ele aproveitava ao máximo, fosse através de espelhos estrategicamente para ver o nascer do sol / por do sol da sua cama ou através de janelas abertas em, praticamente, todas as divisões.
A casa é um labirinto. Criou-a, pouco a pouco, adicionando um novo quarto, ao ritmo de cada novo acontecimento que surgia nas suas vidas; louco e bonito, tal como o artista.

Do que mais gostei?
Das flores amarelas que a Gala espalhava por lugares incomuns, como em cima do guarda-roupas, em volta dos espelhos, e das janelas.




A piscina, onde podemos imaginar quantas festas insanas foram lá realizadas….

A sala oval, com travesseiros perfeitamente alinhados e uma acústica especial…

O jardim de oliveiras, lado a lado com cadeiras de madeira, era um convite para aproveitar o sol que beijava as vistas.
Os guarda-roupas, cobertos de fotos a preto e branco de momentos íntimos, significativos e engraçados das suas vidas.


Almoço:
El Barroco
Fizemos uma refeição libanesa num restaurante chamado ‘El Barroco’, que foi decorado e frequentemente visitado, pelo próprio Dali.

A comida, vegetariana ou não vegetariana, pode ser acompanhada de cervejas de Beirute.
Morada: Carrer des Pla d’en Retalla, 2, 17488 Cadaqués
Custo: Menu infantil 9,50 € Menu adulto 15- 20,00 €

Tarde: Cap de Creus
Depois do almoço, visitamos o ponto mais oriental da Espanha – Cap de Creus.
Cap de Creus é mais outra localização deslumbrante e deserta na Costa Brava, a 672 metros de altitude do mar. Quando digo deserta, não significa que não se encontram outros visitantes. Fazem ciclismo ao longo da estrada: o pai à frente seguido dos dois filhos e a mãe atrás…casais que caminham rumo às praias desertas de areia dourada e famílias que posam juntas para uma selfie. Em relação à rocha que inspirou a pintura de Dali, “El Gran Masturbador”, não consegui encontrá-la. Estava demasiado ocupada a admirar a vista, olhando para o mar, deliciando-me com os rostos surpreendidos dos meus filhos e a satisfação dos meus pais por terem tido o prazer de conhecer esta parte do mundo – recomendo.



Dia 7 – Aeroporto de Barcelona (1 h30m de carro)
Manhã:
Passamos a manhã a apreciar os últimos minutos das férias, na praia de Belladona.

A ouvir os sons da praia…

Listen to the sound of the waves #incostabrava

Um vídeo publicado por Ana Sofia (@frommadeiratomars) a


Foi difícil deixar esta bela parte do mundo…

Entregamos o carro alugado na chegada ao aeroporto. Voo directo para Madeira (3 horas, e…casa :))

O melhor da Costa Brava?
As praias são absolutamente deslumbrantes e há uma atmosfera especial e convidativa no ar. Camin de Ronda é como um caminho de fadas ao longo da costa, sobretudo no início da manhã, quando és só tu e o mar.

Além disso, seguir os passos de Dali foi um privilégio.
Este é um destino verdadeiramente familiar (amigável e pet-friendly). Encontra muitas atrações divertidas, excelentes parques infantis e a maioria dos restaurantes oferece menus para crianças. A comida é realmente boa.

Algum conselho?
Fique mais tempo. Uma semana é muito pouco para desfrutar da paisagem num ritmo lento. Se possível fique pelo menos 10 dias ou 2 semanas, ou então, regresse no ano seguinte.

Conclusão?

Leve a sua família a conhecer a Costa Brava.

Tem muito para ver e fazer, ou simplesmente desfrutar de umas férias sem ‘stress’.

Quanto às crianças; mostre-lhes as vistas, conte-lhes as histórias, visitem os museus – leve-as a conhecer Dali, gozem as praias, façam caminhadas e partilhem grandes refeições à beira do mar Mediterrâneo.

A felicidade mora nesta Costa Brava.

 

Um grande obrigada ao Turismo da Costa Brava por todo o apoio que me deu na organização desta viagem e ao Kash que há 3 anos me andava a dizer: “Tu ias adorar visitar a Costa Brava!” 🙂

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