Viagens a dois, Até Marte!
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3 dias em Lanzarote, Canárias – Itinerário e Mapa

Lanzarote itinerary

3 dias em Lanzarote, Canárias – Itinerário e Mapa

Lanzarote, ou se ama ou se esquece…

A primeira vez que fui a Lanzarote estranhei as suas paisagens. Pareciam sem vida aparente, demasiado áridas e agrestes. Mas à medida que os dias passavam, as vistas lunares pontuadas por casinhas brancas de janelas verdes (são todas iguais), com os seus cactos e palmeiras, tornaram-se paixão.

Já regressei a Lanzarote umas quantas vezes, e é talvez dos sítios mais surpreendentes que conheço.  Nesta ilha, declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, há uma convivência feliz entre a natureza e a criação humana. Parece intocada embora arquitetada. Para vos dar um exemplo, não há cartazes publicitários nas ruas. Sente-se respeito pelo que a natureza impõe, apesar de ser uma ilha com muito turismo.

Lanzarote

O clima, as vistas, a arte, a escultura, o mar, a arquitetura…está tudo em fusão de forma simbiótica, graças à influência do famoso artista local, César Manrique, que defendeu um desenvolvimento turístico sustentável e cuja obra ditou grande parte do itinerário que se segue.

Dia 1 – Norte

Começamos por visitar Teguise, a antiga capital de Lanzarote, famosa pelo seu mercado de rua aos domingos, ruelas pitorescas e pracetas com  bares de tapas e música ao vivo. Deixamos o mercado para o final, e perdemo-nos por becos e pátios. Houve três locais que merecem menção: o Hotel Boutique Palácio Ico, o café El Patio, e a loja as Marias en la Villa.

Seguimos para Haria para visitar a Casa Museu César Manrique, que tem uma das casas de banho mais espetaculares que alguma vez vi, difícil de descrever (infelizmente não são permitidas fotos no interior)… é semi-aberta para um jardim de cactos. O seu estúdio encontra-se numa divisão anexa e permite-nos ver como trabalhava o artista.

Casa-Museu César Manrique

Almoçamos numa praceta muito simpática em Haria, onde se encontra o famoso Centro Sociocultural La Tegala.

Haria

Passamos também pelo Mirador del Rio. Apesar da vista ser a mesma que se obtém do exterior, valeu a pena pagar 5 € para conhecer os detalhes do seu interior. Tem ainda uma impressionante varanda sobre a falésia de onde se avista a ilha vizinha; a Graciosa.

Terminamos o dia em Famara. Praia, surfistas e muitos kitesurfers. Sim, há vento com fartura nestas montanhas que desmaiam junto ao mar, num cenário lindo de morrer.

Dia 2 – Sul

Trânsito parado, na mais cénica estrada de Lanzarote que rasga campos de lava, no Parque Nacional de Timanfaya. Resultam de erupções vulcânicas que ocorreram há apenas 300 anos, logo é tudo muito intocado, numa paisagem que se estende por 5000 hectares, e muitas tonalidades de vermelho, a fazer-nos sonhar com o planeta Marte. Vale a espera? Vale.

Seguimos para Playa Blanca, onde existe ligação por ferry-boat para Fuerteventura, mas o dia já ía longo e optamos por caminhar ao longo da promenade, onde existem inúmeros restaurantes de peixe e marisco, sem esquecer a dupla ” paella & sangria”.

Playa Flamingo

Playa Blanca

A cerca de 20 minutos de carro de Playa Blanca, encontra-se  uma reserva natural com várias praias entre as quais a famosa Playa del Papagayo, com águas cristalinas, areia fina e um cenário idílico. Para entrar nesta zona protegida temos que pagar 3€, e a estrada é de terra, mas possível de atravessar mesmo sem um carro todo terreno. Por perto, existem alguns bares de praia ou como ali lhe chamam, los “Chiringuitos”.

Dia 3 – Nazaret e Arrecife

Nazaret, Museu Lagomar – a casa do famoso ator Omar Shariff. Conta-se que a apostou num jogo de cartas que infelizmente perdeu, e nunca mais voltou para Lanzarote. Foi construída no coração de uma pedreira vulcânica, seguindo as formas da lava, deixando a rocha visível no interior. É repleta de recantos, grutas, bares, tem escadas sobre a água, portas de ferro e esculturas enormes, além de uma abundância de plantas verdes que parecem brotar da rocha. Imagino que deve ter sido palco de festas bem” loucas”. Alguns detalhes fizeram-me lembrar a Casa de Dali na Costa Brava.

Arrecife não é particularmente bonita, mas tem zonas interessantes como El Charco de San Gines. Ali existe um grande lago com barquinhos de pescadores e vários restaurantes ao redor, onde apetece demorar, numa tarde de tapas e cerveja. Tem uma zona mais antiga com as típicas ruas pedonais, rumo à praia, e comércio.

Papas arrugadas com mojo canário

Onde ficamos?

Barceló Teguise Beach . Gostamos muito da localização junto às praias da Costa Teguise, da decoração leve mas sofisticada, da simpatia dos funcionários, e dos diversos recantos à volta da piscina.

Como lá chegar?

De momento, não existem voos diretos desde a Madeira, mas fizemos 2 voos curtos e seguidos,

na ida: Funchal- Tenerife – Lanzarote

e no regresso: Lanzarote – Gran Canária – Funchal

O que ficou por ver? Muita coisa… entre as quais a vizinha ilha Graciosa, Fuerteventura, La Geria e uma visita à Casa José Saramago em Tias, mas julgo que se deve deixar sempre algo de novo para ver, na próxima visita a Lanzarote ;).

 

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