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“O segredo” das relações à distância

Há dias sugeriram-me, em jeito de pedido, que escrevesse sobre relações à distância. Fiquei a pensar no porquê daquele pedido. Não sou especialista em relacionamentos, nem de perto nem de longe, mas ao longo da minha (ainda curta…) vida, tive relacionamentos, que embora longe de perfeitos, me têm ensinado algumas coisas. Hoje, partilho convosco. 1. Não há distância física, apenas emocional. É verdade. Lembro-me que me perguntavam, qual seria o futuro de um relacionamento à distância. Eu respondía-lhes com outra pergunta: – Quantos km de distância são aceitáveis para começar qualquer relacionamento? A verdade é que no ínicio, nunca se sabe, ou se tem vontade de arriscar ou não. Em vez de pensar no que pode dar errado pensem no que pode dar certo. Há pessoas que vivem na mesma casa e tão distantes uma da outra… 2. Os relacionamentos dão trabalho, ou se nutrem ou morrem. Dá trabalho. Há quem diga que se dá trabalho não é amor, não subscrevo. O amor dá trabalho, mas quem corre por gosto não cansa, ou melhor, cansa …

Diários de Calcutá – A viagem à Índia.

Diários de Calcutá A partida. De sorriso nos lábios, lá parti eu rumo à minha Índia. Já nos tratamos assim, no tom informal. Funchal – Londres – Bombaim – Calcutá. Foram 27 horas de viagem. Chegada a Bombaim. 34 ºC e chove muito. Mesmo ao lado do aeroporto jaz o maior bairro de lata do Mundo. Para quem viu o filme “Quem quer ser milionário”, sabe a que me refiro. Um mar infinito de telhados azuis, “encavalitados” num monte. Os arranha-céus de Bollywood mesmo ao lado. Um país de contrastes, tal como eu esperava. Assim que se sai do avião, sente-se um cheiro molhado, abafado e quente. Depois o ar condicionado encarrega-se de o retocar. Espera-nos uma pausa de 6 horas entre voos. A tentação de sair do aeroporto é muita, mas a chuva e o receio de apanhar muito trânsito e de perder o único voo de ligação do dia, faz-nos recuar e esperar pelo próximo voo. Diários de Calcutá A chegada.   À saída do aeroporto, espera-me uma confusão de táxis amarelos e …

A viagem à Índia, o antes.

Pois é, meus amigos, a grande viagem do Ano, está prestes a começar. Índia. Quando o menciono aos meus amigos, as reações divergem drasticamente. -“Uau adorava, é a viagem da minha vida, que sempre quis fazer.” – “Mas vais em trabalho?!” E se eu respondo que não, fazem uma cara de desilusão e dizem-me (com os olhos): -”Não compreendo.” E tem sido assim, neste vai e vem de emoções que eu própria me revejo, no antecipação desta viagem. Um misto de excitação e algum receio, do que irei encontrar. Nunca estive num País Asiático, logo será um primeiro encontro com uma cultura completamente diferente. Isso entusiasma-me e assusta-me, simultaneamente. Quando se começa a pensar no que levar para a Índia, no que fazer antes da viagem (para evitar doenças), e no que acontece quando se come comida picante (mais de 5 dias de seguida), os conselhos são imensos… Estes foram os que eu dei importância: “Vai à consulta do viajante!” Feito. Foi muito útil, fizeram-me análises e através das mesmas recomendaram-me a vacina da Hepatite, …

Sensibilidade, PRECISA-SE!

Ainda há dias, quando fui buscá-lo à escola, virou-se para mim e perguntou-me: -Mãe, por acaso há alguma escola na Madeira que só tenha meninos bons? -O que queres dizer com isso; meninos bons ? -Tu sabes, daqueles que não empurram os outros para fora da fila para ficar à frente, que emprestam o afia-lápis e a borracha, que brincam connosco em vez que gozarem de nós….é que se houver eu queria mudar para lá. Fiquei a pensar naquela pergunta e no que haveria de responder… A verdade é que o Mundo é feito desta variedade de pessoas e é na escola que (supostamente) aprendemos a lidar com a vida “lá fora”. Não ía mentir, foi isso que lhe respondi. Mundo onde vinga a lei do mais forte. Onde as pessoas valem pela profissão que têm, pela coisas que possuem e não as histórias que trazem consigo (até porque nem há tempo para ouvi-las). Andamos todos sem tempo, a viver uma correria desenfreada do trabalho para casa, a viver de fim-de-semana em fim-de-semana ou a viver para o trabalho ( porque trabalhar …

‘Flashback’ 2015

‘Flashback’ 2015. Olhar para trás e para a frente. Centrar. Focar, disparar, seguir a creatividade, a intuição e a aventura. Este ano passei a amar, cada vez mais, a ilha onde nasci. Não me canso de fotografá-la. Sinto que há ainda tanto por descobrir e explorar – vontadinha não me falta. Com os pés bem assentes no chão e a cabeça (quase sempre) nas nuvens, 2015 foi assim: O nosso mar. A sensação de estar nas nuvens. O campo. Funchal e suas flores. Lapas, coral, bolo do caco e o mar. ‘E mai nada’… A ilha do Porto Santo. As minhas viagens em 2015. Madrid Auvers sur Oise Lisboa Santorini Porto Roma Paris Londres E finalmente, a viagem mais memorável de 2015, a minha ida a Calcutá. Um grande OBRIGADA a todos os que me seguiram por aqui. Que o ano de 2016 nos permita focar nas coisas boas da vida. Até ao próximo ano! Sonhem MUITO … Nota: Se ainda não sabe o que vai fazer para comemorar o ano novo em grande estilo. …

profissões

Sobre as profissões…

Os meus filhos estão a chegar aquela idade em que a pergunta que mais lhes fazem é: – O que é que queres ser quando fores grande? É incrível, a quantidade de pessoas que dizem: – Não queres ser médico? Na minha última viagem a Dublin, conheci um sr que me contava que a filha era maquilhadora de cinema. Desenhava cicatrizes, sangue e nódoas negras mas também fazia as pessoas ficarem mais bonitas. Andava sempre nos bastidores do teatro e como extra tinha que suportar as crises existenciais das actrizes, que achavam não estar bonitas que baste. Dizia isto com um orgulho extremo, acompanhado pela frase: – Ela é feliz assim; é o que ela sempre quis ser! Quando lhe perguntei, como é que esta ‘paixão’ surgiu, respondeu-me que ela andou numa escola ‘alternativa’ onde os alunos não eram avaliados em números, mas em aptidões. Por exemplo, recebiam um diploma por ter ajudado tal colega naquela semana, por ter criado um desenho bonito, por ter aprendido a tocar um instrumento, por ter consolado um colega …

É Quinta -feira e “saltou-nos a tampa”

  Há tempos, encontrei-me com uma amiga que me contava (um pouco envergonhada) que se tinha “passado” com um familiar. Filosofamos um pouco sobre esta necessidade (contida mas que às tantas se torna incontrolável, se provocada) de extravasar as emoções; perdemos as estribeiras e as palavras saltam-nos da boca. No fundo, é como uma panela de pressão, há que abrir a válvula e deixar sair o vapor porque senão rebenta. Já diz o ditado “quem não se sente, não é boa gente” e “mostrar sentimentos não é sinal de fraqueza mas sim de força interior “. Há muitas maneiras de libertar as pressões do dia a dia, há quem faça exercicio físico, há quem precise de falar e deitar “cá pra fora” e há quem escreva. Foi assim que conheci a Beatriz Braga: num curso de escrita criativa online. “Beatriz, a Feliz” pode bem ser o título do livro da vida desta aspirante a escrevente de mini-textos baseados em mini-aventuras que a vida até agora lhe trouxe! É na escrita que está a encontrar maneira …

Instagram contas-me uma História?

Se há uma aplicação que eu gosto muito é o INSTAGRAM. Gratuito, privado ou público; vocês escolhem. Escolhem também quem querem seguir desde o Jamie Oliver ao National Geographic, Mafaldapintoleite, GarethPon, TimBrado, Humansofnewyork, notmynonni, e claro, os madeirense laurafbrm, plencastre, madeiralovers ou ricardoramin – alguns dos meus favoritos. O que é que mais gosto no Instagram? Gosto das histórias que as fotografias contam, de ver aquilo que não vi, gosto das citações que fazem refletir, gosto de recordar a minha própria história e de acompanhar os amigos que estão longe.   Hoje apeteceu-me partilhar convosco algumas das minhas histórias, muitas delas partilhadas no Instagram do Budgettraveller, que contam um pouco da nossa vida e das viagens ao longo destes últimos 2 anos. ( Cliquem nas Fotos para lerem mais sobre a fotografia) Se gostarem, sigam-nos por aqui: frommadeiratomars e budgettraveller. Divirtam-se e sejam felizes em 2015. Beijos Sofia Não deixem morrer a vossa criatividade, fotografem o que vos apetecer e divirtam-se!

Em 12 fotos, Outubro

Outubro, convidava a uma sesta na espreguiçadeira, a um passeio à beira mar, ou a uma ida ao campo para dizer adeus ao Verão; que insistia em ficar. Depois, veio o vento que soprou o Outono e as árvores começaram, lentamente, a mudar de penteado. A nova estação, por fim, chegou. 1. Nascer do Sol no Pico Ruivo (clique) 2. Lindo, lindo; o calhau da Lapa no Campanário! Conhecem? (Foi a primeira vez que lá fui). 3. A descida é bem mais fácil do que a subida.   4. Pescadores à vista!   5. Descanso da guerreira . 6. 7 a.m. Praia Formosa 7. Ponta do SOL 8. Paz e amor. 9. Cinema 1633. 10. Mais um nascer do dia em Outubro. 11. Colecção Outono 2014 12. Santana