Year: 2016

Em que posso ser útil?

Preencha por favor o seguinte formulário: Antes de mais obrigada pelo tempo que me dão, ao lerem o que escrevo. É para mim uma enorme honra, sentir que consigo chegar até vós de alguma forma, inspirando-vos no meio de tanta informação, imagens e volume das nossas redes sociais. Não vos tomo por garantidos, acreditem, esforço-me por vos trazer algo diferente, excitante e extremamente imperfeito, como tudo o que é humano. Agradeço-vos pelos reforços positivos que vou recebendo, quer em gostos, comentários, partilhas ou simplesmente por me lerem no blog. Permite-me continuar a partilhar e a escrever sobre as minhas viagens e o que me inspira nesta vida louca e genial. Então, como posso ajudá-lo? Planeia as suas próximas férias e precisa de dicas personalizadas? Tem um negócio e precisa de ajuda para divulgá-lo nas redes sociais? Quer ser destaque neste blog? Precisa dos meus serviços de produção de conteúdos para o seu negócio, loja, restaurante, passeios, hotel? ⇒ Entre em contato comigo anasofianv@gmail.com e confira meus canais nas redes sociais. Pode encontrar o meu percurso …

No meio é que está a virtude?

“No meio é que está a virtude? Nunca soube ser mulher de meios-termos. Nunca soube pedir pão com pouca manteiga, bolos com pouco acúcar ou bicas claras. Não compreendo sexo indefinido, relações mal acabadas, sol tapado com a peneira e muitos outros conceitos de sub-aproveitamento. Se é para ser então que seja, “sem nada ou com muito” é o meu lema no que se refere a sentimentos ou questões de gosto. Não consigo gostar “mais ou menos”, embora queira muito atingir o virtuoso equilíbrio. Serei então uma desequilibrada assumida, por natureza ou convicção. Isso traz-me tantas desilusões, a mim e aos que me rodeiam e só eu sei o que me custa. É que logo que estou a atingir o equilíbrio supostamente necessário para viver em harmonia, não hesito em puxar-me o tapete e caio de 4 no chão. Fico por lá um bocado, a pensar porque é que tenho esta mania auto-infligida. Logo (ou não), devagar e com nódoas negras, lá me levanto de novo, pronta para a próxima queda ou voo (depende da …

Curiosidades de uma viagem à Madeira, em 1853

Li há pouco tempo um livro que adorei. Retrata a visita de uma turista inglesa, com o seu marido, à Madeira, em 1853. José Henrique de França, o marido, de 51 anos, tinha nascido em Convent Garden, Londres e era descendente de um emigrante madeirense. Isabella de França, a escritora, de 58 anos, vinha à Madeira conhecer a terra do sogro, numa lua-de-mel e de aventuras que partilha na escrita e aguarelas. A estadia na Madeira durou cerca de 1 ano e a viagem, de barco, o ‘Eclipse’, partiu de Londres e demorou cerca de 15 dias. Ficaram hospedados num hotel na Rua da Carreira, na altura uma das principais ruas do Funchal. Este era gerido por Jacinto de Freitas e situava-se em frente à Igreja Inglesa. O diário fala de passeios nos seguintes locais: Quinta do Palheiro Ferreiro Quinta Calaça (Clube Naval do Funchal) Igreja Inglesa Quinta do Monte Quinta da Achada, na Camacha Caniço Quinta da Varanda no Estreito da Calheta (que pertencia à sua família) Prazeres Curral das Freiras Câmara de Lobos …

Madeira Embroidery

Os Segredos do Bordado Madeira – Workshop

Os segredos do Bordado Madeira – Workshop O bordado Madeira fez sempre parte da minha vida. Acompanhou-me na curiosidade da minha infância, à procura dos tesouros escondidos na arca do corredor da casa dos meus pais, nos lençóis oferecidos para o enxoval do meu casamento, nas mantinhas e fatos de batizados dos meus filhos e na mesa de jantar da minha casa, sempre que celebramos dias especiais. Nunca me propus a compreender o valor que está escondido numa peça de bordado madeira. Não que não gostasse de trabalhos manuais, mas apenas porque o bordado madeira era considerado difícil, moroso e inacessível a umas mãos inexperientes. E como quem não sabe é como quem não vê, decidi que era altura de aprender e participar num workshop de Bordado Madeira. A Bordal organiza workshops de Bordado Madeira todas as semanas e numa destas 5ªs feiras lá me juntei a um grupo de senhoras com o mesmo propósito: Aprender a bordar. A Bordal foi fundada em 1962. Existe na loja um roteiro histórico que nos leva a ver …

16 dicas do que fazer e do que não fazer na Madeira

16 dicas do que fazer e do que não fazer na Madeira 1. Traga sapatos confortáveis. A Madeira é uma ilha vulcânica com muitas subidas e descidas, vai sentir-se mais confortável com sapatos rasos ou desportivos. 2. Traga um casaco. Somos conhecidos como a Ilha da “Primavera Eterna”, o que significa que o clima é ameno durante todo o ano e que poderá certamente esperar temperaturas de 16 ºC no Inverno. No entanto, não podemos garantir que durante a sua estadia nunca irá chover ou fazer frio (especialmente à noite ou a 500 metros de altitude). 3. Não se esqueça de usar protector solar. Sim, por favor! Mesmo que esteja nublado, estamos perto de África, logo os raios solares são mais intensos. 4. Faça visitas guiadas. Eu já fiz muitas excursões fantásticas na Madeira, o profissionalismo e dicas de alguns guias valem bem o investimento. O meu conselho é o seguinte: inicie as suas férias com uma ou duas excursões e de seguida descubra a ilha ao seu ritmo, sabendo o que gostaria de explorar …

Porto

Uma aventura em família no Porto

Uma Aventura em família no Porto O Porto é uma das minhas cidades Portuguesas preferidas, não só pela sua autenticidade mas também pelas recordações que me traz. O meu irmão mais velho estudou no Porto, logo tenho muitas amizades que ficaram desses tempos. No meu tempo de faculdade era também costume visitar os amigos madeirenses distribuídos pelas faculdades Portuguesas. Coimbra e Porto eram uma referência, sobretudo na altura da “Queima das fitas”. Nas últimas vezes que lá fui, o Porto revelou-se uma cidade cheia de criatividade e capacidade de se reinventar. É passear na Rua das flores, na zona dos Clérigos, na Rua Miguel Bombarda e perceber isso mesmo, sem esquecer claro, o casario da Ribeira, o atravessar do rio na Ponte Dom Luis e o passeio da foz. Apesar daquele “ar grave e sério” como diz o Rui Veloso, esta cidade não está nada abandonada, pelo contrário, está cheia de vida e de aventuras por descobrir. Esta foi a nossa aventura em família, no Porto: Quanto mais viajo mais percebo que há 3 requisitos …

Marina do Funchal

Como descreverias o teu dia ideal no Funchal?

Um dia destes, ouvi alguém descrever o seu dia ideal no Funchal. Incluía uma ida à praia, um mergulho no mar seguido por um almoço de lapas, bolo do caco e coral. O meu dia ideal passa pela Marina do Funchal, num passeio pela Avenida do Mar até ao cais, a caminho da zona velha. Há qualquer coisa neste local, que me faz sentir em casa. Não sei identificar o quê, precisamente, mas acho que tem a ver com a ligação emocional e estímulos que recebo quando por lá passo. Em criança, lembro-me de dar passeios ao Domingo até ao cais para ver os barcos (antecedido de corridas no relvado do Parque de Santa Catarina). Lembro-me do barulho das ondas, do calhau a rolar na praia de areia preta (ao pé do já “falecido” barco dos Beatles), dos bancos no cais e do vento que soprava forte quando se chegava ao fim. Já nos meus dias de teenager, a Marina do Funchal era o ponto alto das minhas tardes depois da escola. Dias de; dar …

Palheiro Gardens

Encontrei a Primavera no Jardim do Palheiro

Palheiro Gardens Contaram-me que, nos tempos em que Portugal era governado por Salazar, estes jardins, longe das multidões, eram o refúgio perfeito para marcar encontros amorosos. Romance à parte, tive o prazer de descobrir que a variedade incrível de flores, como magnólias, camélias, rosas e árvores ancestrais valem bem uma visita a este local. Corre uma brisa fresca e as árvores acenam um convite a ler um jornal ou a perder a noção do tempo, tal é a beleza deste sitio. Estes jardins foram em tempos, um resort de caça para o famoso Conde de Carvalhal no século XIX. Esta propriedade foi depois adquirida pela família da Blandy em 1885, vindo a permanecer nesta família até aos nossos dias. Aqui encontramos também um campo de golfe e o belíssimo Hotel Casa Velha do Palheiro, pertencente à cadeia Relais e Chateaux. Há também uma pequena caminhada em direcção à Ribeira do Inferno, para os mais aventureiros. As vistas sobre a baía do Funchal são lindas e a atmosfera é fresca e convidativa. Visite a capela de …

Os ‘segredos’ do Funchal – São Pedro

Apesar de estarem à vista de todos, por vezes o Funchal surpreende-nos com revelações inesperadas. “Segredos” por desvendar, que não são segredo nenhum, são apenas descobertas que vou fazendo pela nossa cidade e que venho aqui partilhar. Espero que vos inspirem a descobrir quais são os vossos “sítios secretos” no Funchal. Localização: São Pedro Imaginem um bairro no centro da cidade com ruelas estreitas e íngremes que correm em direção ao mar. Foi no século XV, que as famílias madeirenses começaram a viver nesta área, afastando-se de Santa Maria do Calhau, hoje conhecida por Zona Velha. As casas deste bairro têm tapassóis de madeira, muros com cores quentes e pequenos jardins com buganvílias e flores trepadeiras. Aqui sente-se o silêncio, por vezes interrompido pelas vozes que ecoam das casas e das televisões. É aqui que eu vivo, no ‘meu bairro’; São Pedro. Para mim, esta zona tem um encanto especial. Faz-me lembrar as ruas da minha infância, onde andava sempre a pé, de casa à escola, retida nos meus pensamentos, a dizer olá às sras …