Travel to Mars
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Reflexions from Amsterdam/ Um pedacinho de Amsterdão (Eng/Port)

Canais, coffee shops e o bairro vermelho… era o que toda a gente me contava de Amsterdão, mas foi muito mais que isso.

Finalmente pude vê-la com os meus olhos e gostei tanto.

A minha experiência da visita a Amsterdão começa no avião.
Sentado ao meu lado, com um IPhone e auscultadores , estava um miúdo que cantava, Redemption Song de Bob Marley .

Cantava bem alto, despreocupado e com um sorriso nos lábios, mas o entusiasmo de estrela fez com que os passageiros lhe pedissem para parar .

Ele levanta-se da cadeira e diz: ” A vida é linda … nós vamos para AMSTERDÃO!.. esboçam-se sorrisos e o ambiente descontrai… 🙂
Olhando para os passageiros , fiquei impressionada com a variedade de pessoas que atravessavam aquele corredor, este não era como qualquer outro destino .
Na chegada a Amsterdão percebi … uma cidade sem tabus, timidez ou desconforto.

Onde se pode ser quem quiser, sem se sentir deixado de fora.

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Estação Central

Uma cidade para sonhadores, amantes , trabalhadores, turistas , crianças ou idosos, para melhor ou para pior .
Onde os futuristas encontram-se com os tradicionais num caos organizado que se sente tão apropriado.
Uma manhã perdi-me e pedi indicações a uma senhora, ela lá ía de bicicleta com seu bebé , era espanhola e apontou-me para um restaurante de paella … eu estava à procura de Rijsttafel , prato de arroz popular nesta cidade .
Acabei por comer sopa indonésia Soto Ayam, que é de longe (depois do caldo verde da minha mãe ) a melhor sopa que eu já provei … fui também a um restaurante de comida italiana fabulosa.
Senti que esta cidade é uma grande mistura entre crenças e culturas.

Eu podia sentir um pouco Paris, Londres, Bruxelas , Estocolmo , Madrid, Lisboa e assim por diante …

Turístico mas não lotado (pelo menos em outubro) com museus fantásticos, lojas de design, os melhores bares , restaurantes e um número louco de bicicletas (cerca de 15 milhões) cavalgando através das pontes e canais românticos , sem esquecer as casas barco (3000 aproximadamente ) que são no mínimo originais.

No caminho para o Jordan district

No caminho para o Jordan district

As pessoas são amigáveis ​​, mas não se pode realmente dizer que são originalmente holandeses, é um ponto de encontro de muitas nacionalidades .
Acabei a minha viagem com o típico passeio de barco turístico pelos canais. Fiquei com vontade de abrir a porta de uma das casinhas estreitas do canal e viver como um local, para sempre …é isto que Amsterdão nos dá, o sentir-se em casa.
Uma das atrações mais populares em Amsterdão é o Museu de Anne Frank :
Sim, esta cidade que é agora tão legalizada, aloja a casa que outrora foi o anexo secreto de Anne Frank.

Eu li o livro na escola, mas sentir o espaço onde tudo aconteceu deu-lhe um novo significado … A história desta menina de 13 anos de idade é impressionante e inspiradora , tal como muitas outras que ficaram por contar …

O museu está vazio como um símbolo de todos os judeus que desapareceram … mas os excertos do livro, escritos nas paredes mostram  a força que existia nesta família.
É quando a vida se sente ameaçada que a valorizamos mais, fez-me pensar …

Museu Anne Frank

Museu Anne Frank

Senti também a dor de um pai que perdeu toda a sua família, mas teve o amor e a coragem de tornar realidade o último desejo da sua filha: publicar um livro e tornar-se escritora …
Este museu deixa um apelo : a luta pelos direitos humanos , a unidade e a paz.

Vale bem a visita e a espera… mas se puderem marquem através da internet e entrem diretamente sem esperar, a fila é enorme.
Onde fiquei :  Student Hotel – A cerca de 25 minutos de comboio elétrico desde a Praça Dam, este hotel é uma ótima escolha! Muito jovem, bom design, quartos silenciosos confortáveis ​tem também uma animada área social e  um conceito original!
Como ir :
Transavia tem vôos diretos de Funchal, mas eu fui com a easyjet desde Lisboa.

Sharing the love for Amsterdam...

Sharing the love for Amsterdam…

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Canals, coffe shops, and the red light district….it used to be what people told me about, whenever visiting Amsterdam.

Finally had the opportunity to see it with my own eyes and realize that  it’s so so much more.

My experience of visiting Amsterdam started  in the plane.

Sitting next to me (with an IPhone and earphones) was a guy singing Redemption song from Bob Marley really loud…and when people asked him to stop singing, he stands up from his seat and shouts out :”Life is awesome… We’re going to Amsterdam!!!”…smiles all over 🙂

Looking at the passengers, I was impressed by the variety of people crossing by, this wasn’t just like any other city…

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Inside design

Arriving in Amsterdam I understood why…a city with no taboos, shyness or discomfort.

Where you can be whoever you want without feeling left out.

A city for dreamers, lovers, workers, tourists, children or elder, for better or worst.

Where the open minded meet the traditional thinkers in an organized chaos that feels so appropriate.

Once I got lost and asked for directions to a girl, she was riding a bicycle with her baby, she was Spanish and pointed me to a paella restaurant…I was looking for Rijsttafel , popular rice in this city.

Ended up eating Indonesian Soto ayam soup which is by far ( after my mother’s caldo verde) the best soup I’ve had ever had, also had amazing italian food.

 

Delicious Italian Food  www.albacaro.nl

Delicious Italian Food
www.albacaro.nl

For me, this city felt like a great mixture bettween many believes and cultures.

I could feel a little bit Paris, London, Brussels, Stockholm, Madrid, Lisbon…and so on…

Touristy but not overcrowded (at least in October ) with lots of museums, designer shops, the coolest bars, restaurants and a crazy number of bicycles (about 15 million)… riding across the most romantic bridges and canals, plus boat houses (3000 aproximately)…quite unique!

Violins at the Rijksmuseum

Violins at the Rijksmuseum

People are friendly but you can t really tell if they are the original Dutch, it’s a meeting point of many nationalities.

I ended my trip with the typical touristic boat tour feeling like I could open the door to one of those narrow houses by the canal and just live there, like a local, forever…

What to do? Well, one  of the most popular attractions is Anne Frank Museum:

It’s curious that a city that is now so legalized and opened was also once the home for Anne Frank’s Secret annex. I’ve read the book in school, but feeling the space where it happened gave it a whole new meaning.

The history of this 13 years old girl is impressive and inspiring,  as many others that remained untold…

The museum is empty as a symbol to all the Jews that disappeared… but the writing excerpts from the book on the walls show how full of strength this girl and her family were.

It’s when your life feels threatened that you value it the most…made me think…

Also the pain of a father that lost all his family but still had the love and courage to make his daughter’s last wish come true: to publish a book and become a writer…

Anne Frank Museum

Anne Frank Museum

A museum with a message: to fight for human rights, unity and peace.

 

Where I stayed:

The Student hotel – If you don’t mind taking the long way home ( about 25 minutes by electric train from dam square) this hotel is a great choice! Very young, cool design, confortable silent rooms, lively social area and original concept!

How to go :

Transavia has direct flights from Madeira, although I went with easyjet from Lisbon.

 

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The Student Hotel

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Foam Museum- If you love photography don’t miss it!

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4 Comments

  1. Post interessante ainda mais vindo de uma pessoa da Madeira. Apetece-me comentar porque regressei lá este verão após 13 anos, agora com outro olhar e sentir.
    Numa altura em que as grandes cidades europeias cada vez se assemelham mais umas às outras e vão se descaracterizando. Não é por acaso que esta cidade sempre causou fascinio a tantos europeus e americanos nas décadas anteriores. Até Jacques Brel dedicou uma canção.Amesterdão é realmente uma cidade única, pela sua arquitectura singular, pelos canais, pelo ambiente liberal e pelo cosmpolitismo exótico das ex-colónias holandesas.
    Aconselho vivamente também na Holanda a cidade de Haia (Den Haag). A minha cidade favorita da Holanda.
    Ficarei antento a mais posts. Saudações.

    • Muito Agradecida pelas palavras partilhadas. Já ouvi falar muito em Den Haag mas não consegui lá ir desta vez…Roterdão e Delft a não perder também!
      Até breve!
      Sofia

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