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A viagem a Calcutá, as fotografias.

E cá estão algumas fotografias da viagem. Recordações que ficam de um momento marcante da minha vida. Gostei das cores e da vida que transmitem, embora algumas das imagens sejam tristes. Deixo aqui uma música para acompanhar a visualização das fotos. Obrigada à Pritha, ao Vikram, ao Arnab pela visita guiada a Kolkata. Se um dia forem a kolkata, não percam a visita guiada com o Arnab Banerjee “DiscoverKolkata” , graças a sua sabedoria pude perceber um pouco melhor a história de Calcutá. Desde o palácio de Mármore, a Sinagoga, a Mesquita, a Igreja Portuguesa, ao pequeno-almoço chinês no mercado aos melhores doces da minha vida…Thank you! Em relação a sítios para ficar recomendo este: The Oberoi Grand Kolkata Para comer: Bohemian Mainland China Para os melhores doces que alguma vez comi: Girish Chandra Dey Nakur Chandra Nandy Para “cupcakes lovers”: Melodrama

A viagem a Calcutá. O regresso.

Hoje no regresso ao aeroporto percebi que estava diferente – Eu, não a cidade. Calcutá continuava caótica, suja, barulhenta com mãos estendidas a pedir trocos.~No entanto, o meu coração já não pára de bater quando passa por este cenário de degradação humana e arquitetónica, onde casa é uma tenda montada no passeio. Será que ganhei imunidade? A verdade é que nada te prepara para uma visita a Calcutá. Aprendemos a viver com a diferença” indiferentes”, ou refugiamo-nos na “bolha” do centro comercial. Se me perguntarem se gostei de Calcutá, a minha resposta é não. Calcutá é uma cidade feia, no geral, com muita pobreza nas ruas e muito luxo nos centros comerciais. Uma cidade onde os hóteis cheiram a flores e ar condicionado e os passeios cheiram a urina e lixo. Não consigo andar na rua sem me preocupar, sem ficar chocada com o que vejo e sem sentir-me mal com o calor. Se me perguntarem se gostava de voltar a Calcutá, a minha resposta é sim. Não vou esquecer a curiosidade das crianças cujos …

A viagem a Calcutá. Despertar com cânticos.

Uma das coisas que sempre me despertou curiosidade na cultura Indiana foi a religião. Após o meu divórcio, dediquei-me à prática de Ioga, na Escola de Ioga do Funchal, porque uma amiga me sugeriu, porque não tinha energia para desportos muito ativos e precisava de encontrar algo espiritual que me fizesse libertar a ansiedade (Há evidências que sugerem que a prática regular de yoga aumenta os níveis de GABA do cérebro melhorando o humor e ansiedade). Gostei. Gostei dos ensinamentos em silêncio, do cheiro a incesso, das velas e das reflexões pacíficas sobre mim própria que advinham dessa prática. Ainda recordo com nostalgia esses tempos e como me ajudaram a manter a postura, quando tudo o que nos apetece é perdê-la. Agora que estou na India, interessei-me por descobrir mais. A rotina aqui é assim: Antes de começarem o seu dia, vão comprar flores à rua para colocar no altar que têm em casa ou nos inúmeros templos que há um pouco por toda a cidade. De seguida, cantam um canção de adoração (recitação) e assim obtêm força para viver o …

A viagem à India. O que siginifica ser de Calcutá?

Uma vez disseram-me que não percebiam o que é que mantinha a Índia unida como País. Havia alguma falta de identidade patriótica, num país desta dimensão com uma discrepância de dialetos, religiões e classes sociais. Afinal, o que é que os “cola” como nação? Acho que para poder responder a esta pergunta teria que passar pelo menos uns bons meses na India, a viajar dos Himalaias até às ilhas Andaman Nicobar – Este país é gigante. Mas falando com alguns amigos que vivem cá, ou que trabalham na Europa e que querem voltar para cá – porque o lar é onde vive o coração. Tentei perceber a identidade de Kalkutá: – “Adoramos comida. Não só comer, mas conversar sobre comida, descrevendo exaustivamente cada sabor e textura. – Adoramos conversar, “Adda” sobre assuntos mundanos, ou sobre temas da actualidade política, ciência, religião, comida (já tinha dito, mas reforço). – Adoramos viajar e conhecer outras culturas assim como receber e tratar bem os nossos amigos. – Achamo-nos um bocado “intelectuais” sabemos um pouco de tudo, sobre tudo …

A viagem à India. Calcutá, hoje.

Hoje, não vos vou pintar um quadro bonito de Calcutá. Não são férias de sonho, nem de sonhos. Acho que nunca estive tão consciente do impacto que a côr da nossa pele pode ter na sociedade, como aqui, onde todos querem peles claras. Nós pômos autobronzeadores, eles pôem cremes para tornar a pele branca. Quanto mais escura fôr a pele, menos importância é dada à pessoa, até nos anúncios que vêm no jornal ao Domingo, isso é notório. “Homem de 32 anos, Licenciado em Medicina, do signo escorpião, da casta brahmen, procura mulher, de pele clara, do signo tal, da casta tal.” Existem páginas de anúncios destes, para eles e elas. Uma versão diferente de marcar um encontro. Depois do tom de pele, o signo é o mais importante, seguido pela casta. A casta define a origem e o destino. Existem 4 castas, desde os padres/professores até aos criados/serventes que devem manter as tradições da família casando com pessoas da mesma casta. Falei com pessoas que casaram nesses moldes. Basicamente existia um pretendente e a …

A viagem a Calcutá. A chegada.

A Chegada De sorriso nos lábios, lá parti eu rumo à minha India. Já nos tratamos assim, num tom informal. Funchal-Londres-Mumbai-kolkata num total de 27 horas. No embarque para Londres, dei de caras com uns srs. vestidos com umas vestes laranja. Descobri que se chamam Sadhu e o laranja (cor do açafrão) é a côr do sacrifício. São homens que abdicaram dos bens materiais para se dedicarem a uma riqueza superior, a do conhecimento. São celibatários e dedicam a sua vida a aprofundar a existência humana  e como a viver da melhor forma. E lá íam com as suas malas igualmente laranja para Mumbai. Achei curioso. Chegada a Mumbai. 34ºC e chuva. É a época das monções e chove a potes. Mesmo ao pé do Aeroporto o maior bairro de lata do Mundo, para quem viu o filme “Quem quer ser milionário” sabe a que me refiro. Um mar infinito de telhados azuis, “encavalitados” num monte e os arranha-céus de Bollywood mesmo ao lado. Um País de contrastes, tal como eu esperava. Assim que se …

A viagem à Índia, o antes.

Pois é, meus amigos, a grande viagem do Ano, está prestes a começar. Índia. Quando falei, pela primeira vez, no destino às crianças, perguntaram-me se lá faziam Uhuhuhu e tinham penas na cabeça e pinturas na cara…:) Em relação ao público em geral, as reacções divergem drasticamente. 50% dizem – “Uau adorava, é a viagem da minha vida, que sempre quis fazer.” 50% dizem – “Mas é em trabalho?!” E se eu respondo que não, fazem uma cara de desilusão e dizem-me (com os olhos)…”Não compreendo.” E tem sido assim, neste vai e vem de emoções que eu própria me revejo, no anteceder desta viagem. Um misto de excitação e algum receio, do que irei encontrar. Nunca estive num País Asiático, logo será um encontro de 1º grau com uma cultura completamente diferente. Isso entusiasma-me e assusta-me, simultaneamente. Quando se começa a pensar no que levar para a Índia, no que fazer antes da viagem (para evitar doenças), e no que acontece quando se come comida picante (mais de 5 dias de seguida), os conselhos …