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FNAC MADEIRA

From Madeira to Mars vai à FNAC!

From Madeira to Mars vai à FNAC! A FNAC e eu, um namoro antigo. Conheci a FNAC pela primeira vez quando vivia em Paris. Fazia parte do programa ERASMUS, em estágio na École Veterinaire Maisons Alfort. Uma das vantagens de ser ERASMUS é ter montes de tempo livre, e conhecer outras realidades profissionais e culturais. Aprender a estar sozinha, num país estranho e a descobrir o estranho que há em nós, é talvez a maior vantagem. Com tempo livre e uma colega de quarto parisiense, a Muriel, descobri que os parisienses têm um sentido de humor delicioso e que nos leva a encantos invulgares. Foi a Muriel que me falou do Cirque du Soleil pela primeira vez, que me ensinou a comer macarrão com queijo ralado e crepes com nutella e rodelas de banana. Foi ela que me levou ao cinema para descobrir um dos meus filmes favoritos de todo o sempre – “O Fabuloso destino de Amélie Poulain” – sim, foi em 2001. Caminhar nas ruas de Paris com a Muriel era como conhecer …

Sobre o MIUT

Sobre o MIUT Este ano, propus-me a acompanhar o MIUT, Madeira Island Ultra Trail. Aquilo que me parecia um trail, digno de levar qualquer um à loucura, revelou-se uma meta de aprendizagem, de uma beleza inesquecível. Acompanhei o trail com 115 km, cuja partida ocorreu às 0h do Porto Moniz. O Evento Madeira Island Ultra Trail – MIUT Trail Running ultra race at Madeira Island O ambiente na partida era, ora de festa, ansiedade e preparativos, ora de silêncio, descanso e meditação. Alguns atletas descansavam nos muros junto ao mar, outros, deitavam-se na relva, para aproveitar os últimos minutos em posição horizontal. A partida, tal como a chegada, teve momentos de grande emoção, mas emoção suprema, foi a vivida entre trilhos, longe da vista dos demais; a que só quem participa, é que pode contar, não eu. Vídeo da partida :  MIUT 2017 Posso apenas falar do que vi e senti, ao longo das 17 horas que acompanhei o trail. Vi atletas que chegavam aos postos de abastecimento, completamente desmoralizados e desiludidos com a sua …

A Madeira vista por um fotógrafo Francês, Xavier Schneider

A Madeira vista por um fotógrafo Francês, Xavier Schneider Na minha opinião, uma das grandes vantagens de ter um alojamento local (airbnb) é a oportunidade de conhecer pessoas interessantes, de diferentes partes do mundo. Este mês, conheci o Xavier Schneider que veio cá passar uma semana de férias com a encantadora Emilie. Sorte a minha, escolheram ficar no meu apartamento e assim tive o privilégio de os conhecer pessoalmente. Trocamos contactos e após o seu regresso a França, o Xavier enviou-me algumas fotografias, captadas na Madeira. Fascina-me ver a nossa ilha, pelos olhos dos que nos visitam. Há sempre uma nova perspetiva, uma nova consciência, algo que me escapou à vista e que agora consigo ver, assimilar e entender. Cresço com este novo olhar e valorizo, ainda mais, o que temos cá perto, na ilha. Tenho agora o privilégio de vos mostrar as fotografias do Xavier, através deste artigo. Seu objetivo como fotógrafo é capturar emoções e paisagens mágicas, com luz sublime. Gosta de partilhar a felicidade que sente ao tirar essas fotos. Espero que …

From Madeira to Mars

Ensaio fotográfico © André Gonçalves – Universo de Memórias João Carlos Abreu

Ensaio fotográfico por André Gonçalves – Universo de Memórias João Carlos Abreu Situado em São Pedro, num palacete do século XIX, o Universo de Memórias João Carlos Abreu alberga grande parte da sua vida, feita de arte e memórias. Leia mais sobre este espaço neste artigo. Foram as memórias deste local místico e cinematográfico que nos juntou, a mim e ao André Gonçalves, para uma sessão fotográfica, onde o André associa a cada imagem uma emoção, um passado, um segredo… O André nasceu na Calheta. Descreve-se como um foto-entusiasta, lunático, excêntrico, bizarro e boémio. Gosta de retratar o interior de uma mente caótica, aquilo que vê e o que não vê. Descobriu a fotografia muito cedo, mas só recentemente começou a divulgar os seus trabalhos que podem ser vistos em revistas nacionais como a Zoom e internacionais como a Dark Beauty, Blur, Photoshoot e Adore Noir Magazine. Já levou alguns dos seus trabalhos a Paris onde integrou uma exposição no Espace des Arts sans Frontièrs. Realizou diversas exposições em espaços como o Teatro Municipal Baltazar Dias …

À descoberta do Universo de Memórias de João Carlos Abreu

À descoberta do Universo de Memórias de João Carlos Abreu A vida é feita de memórias, como comprova o Universo do madeirense João Carlos Abreu. Este museu fica situado em São Pedro, num palacete do século XIX. Tem também um belo jardim e uma simpática casa de chá, com deliciosos bolos e chás caseiros. Alberga as memórias de João Carlos Abreu, jornalista, viajante, poeta, escritor, político, ator, artista e também, ex-diretor e secretário regional de turismo da Madeira, com passagem por diversos países do mundo. Foram-lhe atribuídos múltiplos galardões nas áreas do turismo e da cultura. São da sua iniciativa, eventos como as festas da Flor, do Vinho, do Carnaval e do Atlântico. Publicou centenas de crónicas, dois guias turísticos da Madeira, dez livros de poesia e seis em prosa. Atualmente dedica-se à escrita, ao teatro, às viagens, à pintura e a causas humanitárias. A variedade de objetos, joias, peças de vestuário, mobiliário, pinturas, estatuetas e passaportes é estonteante, fruto de uma vida intensa, rica e desafiante, construída de histórias de viagens. Especial destaque merece …

No meio é que está a virtude?

“No meio é que está a virtude? Nunca soube ser mulher de meios-termos. Nunca soube pedir pão com pouca manteiga, bolos com pouco acúcar ou bicas claras. Não compreendo sexo indefinido, relações mal acabadas, sol tapado com a peneira e muitos outros conceitos de sub-aproveitamento. Se é para ser então que seja, “sem nada ou com muito” é o meu lema no que se refere a sentimentos ou questões de gosto. Não consigo gostar “mais ou menos”, embora queira muito atingir o virtuoso equilíbrio. Serei então uma desequilibrada assumida, por natureza ou convicção. Isso traz-me tantas desilusões, a mim e aos que me rodeiam e só eu sei o que me custa. É que logo que estou a atingir o equilíbrio supostamente necessário para viver em harmonia, não hesito em puxar-me o tapete e caio de 4 no chão. Fico por lá um bocado, a pensar porque é que tenho esta mania auto-infligida. Logo (ou não), devagar e com nódoas negras, lá me levanto de novo, pronta para a próxima queda ou voo (depende da …

Dalai Lama

Sobre a simplicidade da Felicidade…

Sobre a simplicidade da felicidade… Nunca se falou tanto sobre felicidade. Coaching, mindfulness e livros de auto-ajuda crescem a olhos vistos, nas montras das livrarias das cidades. Cresce, também, a busca incansável de sermos felizes a tempo inteiro, como se isso fosse uma carta do baralho do jogo que é a vida. Se há uma coisa que a minha viagem à Índia me mostrou é que a felicidade pode ser simples, clara e descomplicada, mas que as nossas civilizações ocidentais, (ditas evoluídas) se calhar tornam complexo. Lá, ser feliz é ter um teto para dormir, comida para sobreviver, saúde e paz. O contrário é ser infeliz. Isto não se aprende na escola, nem na Universidade, vê-se na rua, nos olhares, no sentir. Poder dormir uma sesta em paz depois do almoço, não ter calor nem frio, poder beber água, sem apanhar doenças, poder tomar banho de chuveiro e não às garrafadas, poder lavar os dentes com água da torneira, ter fruta e vegetais frescos, estar com a família, poder sustentar os filhos, ter saúde. Quando …

Sobre o divórcio

Baseada numa reportagem, que vi há dias na TV, Portugal tem uma média de 70 divórcios por dia… Resolvi partilhar uma carta que escrevi a mim própria, um dia destes. “Uma das decisões mais difíceis da vida de uma mãe é a de um divórcio. A vida é dura que se farta e quando se tem filhos deixamos de poder andar a “brincar“. Com filhos a vida tem outro sentido, outro sabor, aliás é como se tudo. de repente, começasse a fazer muito mais sentido… Quando senti o ser mãe pela 1ª vez senti que a vida era melhor. “ Ahhh agora sim, já percebi isto do andar no Mundo…” O sentido de não poder falhar de providenciar, sobreviver e dar o exemplo. Agora já não posso desaparecer se me apetecer, já não posso largar o emprego e ir para África fazer voluntariado, já não me pode dar “um vipe”, “uma louca”, um devaneio, agora deixemo-nos de brincadeiras, tenho filhos ok? E começa assim uma nova etapa, somos crescidos, somos todos adultos e seriamente responsáveis. …

Sobre ser Mãe

Sobre ser mãe Muitas mulheres descrevem o nascimento de um filho, como o momento mais bonito das suas vidas. Acaba por ser um contrassenso porque, provavelmente, é também o mais doloroso. Daqui poderia concluir-se que dôr é igual a felicidade?! O meu foi ambos e de ambos os filhos. Dois partos naturais, (um sem epidural, Livra!). Mas quando tudo passa e os tive nos braços foi, sem dúvida, o momento mais bonito da minha vida. Senti paz, harmonia, um coração que jorra felicidade, orgulho e amor, aos esguichos. Quem me dera poder guardar essas emoções num frasquinho, seria o frasquinho mais vendido no Mundo, garanto. Azar (ou sorte) que isto não se produza sinteticamente, é naturalmente biológico e orgânico. Depois começa a dôr. A dôr de vê-los chorar, de vê-los ter dores e cólicas, a dôr das 1ªas vacinas, o nascimento dos primeiros dentes. A dôr do primeiro dia do regresso ao trabalho e a primeira noite que dormimos sem eles. A dôr da primeira doença, da ida ao hospital ou do primeiro dia em …

Sobre as tradições

Não sou muito tradicionalista, mas também não me considero uma radicalista. Gosto de algumas tradições, mas há outras que me deixam a pensar… Se calhar, até faziam sentido há uns tempos atrás, quando pensava menos sobre as coisas, quando seguia a corrente dos que me rodeavam (sem as questionar) mas que hoje me parecem perfeita estupidez. Virtude ou defeito da idade, deve ser. Vou dar um exemplo. Acontece que há dias, deparei-me com um grupo de rapazes universitários, agachados de rabo para o ar (no meio do passeio) enquanto outros tantos trajados de capa universitária, lhes ordenavam cenas… (tipo cena de bullying numa escola) Lá passei no meio deles, em direcção ao meu destino, quando nisto, fui abordada por um deles (todo arteiro e sorridente) que me pediu dinheiro para ajudar a associação de estudantes. Eu nem percebi bem do que se tratava mas, como não tenho por hábito dar dinheiro na rua, segui caminho. Quando voltei, alguns minutos depois, lá continuavam eles, agachados, a responder às dúvidas existenciais, colocadas aos ditos caloiros, repetidamente, em …